Com batatas!
Não, não estou aqui novamente, para explicar sobre a grande máxima (pleonasmo-mo-mo-mo!): "Só é traído quem quer!". Aliás, acho que já está na hora d'eu parar de salvar almas involuntariamente. Voluntariamente, salvar-las-ei mediante uma pequena paga: lançarei um livro de auto-ajuda. Embora, advirta que pensar como penso pode ser deveras perigoso. É preciso uma certo traquejo, uma falta de vergonha, um molejo na cintura e falta de pudores maiores. Não, não... continuarei aqui mesmo. Minha obra mais dará prejuízos que o tão querido objeto do desejo dentro de um sistema de produção capitalista: lucro!
Só é traído quem quer... aguardem!
Falaremos, então, de algo pueril, fofo, azul com bolinhas verdes. Close to me!
Além dos instintos, de algumas palavras, sou também apreciadora das pequenas e imperceptíveis fontes de prazer. Saber onde posso encontrá-las, dá-me poder tamanho. Sinto-me superior àquelas pessoas que imaginam precisar de um esforço tamanho para dizer um "Ahhhhhh! Putz! Que gostoso!". Abrir todas as janelas do carro, quando estou voltando pra casa, e sentir a corrente de ar frio eriçar os pelinhos do braço, bagunçando os meus cabelos... Sob um sol de rachar coquinho, andar contra o ventinho com os braços abertos (ventinho no sovaco)... Utilizar-se de chantagem emocional e fazer com que a irmã caçula lhe coce a cabeça... e encostar os braços.
Procurar algum contato com uma outra pessoa. Imperceptivelmente, fazer com que a mão trisque nela... ou, se a ocasião é propícia, tocar com uma maior extensão do seu corpo, uma maior extensão do outro corpo, ou seja, encostar os braços. Simples. Poderoso. Ui! Sentir o calor. Proximidade.
Não me vejo casada. Sinceramente - e não foi por falta de oportunidades, antes que alguém espírito-de-porco possa alegar ausência delas - não consigo me imaginar metida num casório. Porém, o por acaso sexual não me enche os olhos. É preciso haver historinha. Um antes, durante e depois, sem que isso signifique alguém amarrado, anulado e preso a mim. Não duas metades, dois inteiros. Com vidas distintas. Com liberdades individuais. Sartre e Simone. Contraditório, mas assim é.
Opa! Já comecei a falar um pouco sobre "Só é traído quem quer".
Um comentário:
rsrsrsrs
sempre que eu ouço falar de livros de "auto ajuda" eu lembro de um comentário engraçadinho que eu sempre faço: auto-ajuda tem esse nome justamente porque é uma "auto-ajuda" para os escritores destes livros, que se "auto-ajudam" quando vêem os seus livros subirem nas lista de mais vendidos..rsrsr quanto aos leitores, ficam presos a verdadeiras fórmulas pré-fabricadas, como se todos os problemas de nossa vida (criação de filhos, amor, trabalho, relações interpessoais...) pudessem ser resolvidos somente seguindo alguns "passos milagrosos".... obviamente que não estou me referindo ao seu livro de auto ajuda, que com certeza vai ser muuuito interessante (ainda mais com esse título,,,rsrsrsrs) afinal, quando o livro é escrito por alguém tão próximo..rsrs eita, já estou divagando, de repente começo a escrever uma coisa, puxa outra, aí fica tudo sem sentido, rsrs desculpa
ah sim , sobre o texto anterior, dos galos e galinhas, achei simplesmente fantástico! eu adorei o seu comentário sobre essa "urgência" interior sexual, afinal além de ser humano ainda estudei muito sobre comportamento sexual animal.rsrsrs
ja estou eu divagando de novo!
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