Em 20 minutos, tudo pode mudar!
Jingle... hummmm... acho que não bem jingle. Jingle é musiquinha, certo? Slogan, seria? São essas frases que dão mais vida à marca, vamos assim dizer. Como o "dedicação total a você", das Casas Bahia. Por falar em Casas Bahia, preciso fazer uma visita ao baianinho para pagar três carnês. Ahhh, não jogue pedras sobre a pecadora aqui. Diga-me, quem aqui na Galiléia, não tem um carnezinho das Casas Bahia ou afins? Hein? Então. o "Em 20 minutos, tudo pode mudar!" do Band News FM faz surgir um certo frio na espinha. Acho que por isso, pois mais que se xingue a rotina, a gente procura sempre se enfiar numa. O mesmo caminho, as mesmas pessoas, os mesmos horários a serem cumpridos, dão a sensação de que tudo terminará do mesmo jeito: eu, sã e salva, sentada no sofazinho da minha sala, procurando algo que preste na televisão, enquanto devoro o que achei pela frente na cozinha, para logo após tomar banho e ir dormir. Ou seja, sem surpresas desagradáveis. Tá, tá. Este dia-a-dia digno dum ratinho de laboratório enche o saco. Daí, procura-se um kama sutra adaptado para dar uma variada no cotidiano. Em 20 minutos... tudo pode mudarrrr!
Em 20 anos. Eu com 13, estava na sexta série (não repeti série não. Entrei tarde pra primeira série. Lá em Minas, só com 7 anos poderia ser matriculado. E faço aniversário em setembro. Assim, entrei pra primeira série já caminhando pro 8). Adorava Technotronic, Aha, Tears For Fears. Tinha um cabelo incontrolável. Alguns quilinhos a mais. Gostava de estudar. Não via graça no sexo oposto. E morria de raiva por ser a mais peituda da sala. Eu com 33 (completo em setembro agora), estou cursando Direito (houve uma época, intervalo menor que 20 anos, contado a partir dos 13, intervalo de 5 anos que, bem, não só chutei o pau da barraca, como fiz outras coisas e veio meu primogênito. Adiei a faculdade). Adoro Queens of The Stone Age, Interpol, Foo Fighters. Controlei meu cabelo na marra. No meu peso ideal. Gosto de estudar. Vejo alguma graça no sexo oposto. Não sou mais a mais peituda da sala.
sábado, 31 de maio de 2008
Personagem 1.
Não consegui me apagar. Cuidadosamente, levanto o braço que me prende. Giro meu corpo para o lado oposto ao seu bafo quente. Coloco-me sentada ao seu lado. Percorro todo o quarto com os meus olhos, como se fosse encontrar algo novo. Algo novo. Era isso que eu necessitava ao menos ver. Não consigo enxergar nada. Talvez haja algum porta-retrato. Alguma almofada. Novos. Cada centímetro ao quadrado deste quarto foi fotografado e catalogado. Pode haver alguma novidade, porém meu cérebro, projeta aquilo que meus olhos já captaram diversas vezes até cansarem. Assim é com ele. Vejo-o nu sobre a cama. Acendo um cigarro. Observo-o. Entregue totalmente ao sono. Corpo e alma foram sugados num ato interminável de vai-e-vem. Terei eu o recompensado devidamente por tal esforço? Espero que ele mesmo tenha se recompensado, para que eu não me conscientize da minha culpa. Com um pouco dele escorrendo entre minhas pernas, quis eu deixar-me debaixo da água quente. "- Pra quê pressa? Fica aqui comigo!". Enlaçou-me. Prendeu-me junto ao seu corpo como se eu fosse sua extensão. A vontade de me limpar, de me cobrir, de não ficar nua, principalmente, frente a mim. Expor-me a mim mesma, sem a proteção da roupa e da civilidade imposta, trazia-me dor. A pele, os cheiros, os fluidos, o que eu sou realmente? A razão fizera-me estranhar atos que nada mais eram, ao meu ver, supressão de uma necessidade instintiva. Animalesca. Vazia. Tentei não somente com os olhos, com o corpo todo, ver algo de novo. Mas meu cérebro projetou aquilo que meus olhos já captaram diversas vezes até cansarem. Só queria levantar-me daqui. Lavar-me. Vestir-me. Proteger-me na civilização. Minhas roupas.
Nota: isso aí é ficção, ok! Tampouco, eu fumo. Ensaio duma bocó que se aventura a escrever não só sobre a vida dela.
Nota: isso aí é ficção, ok! Tampouco, eu fumo. Ensaio duma bocó que se aventura a escrever não só sobre a vida dela.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Amor, pesado amor.
Abri uma brechinha. Não, não é uma brechinha assim, corpo, para não dar outros nomes, porém, brecha = intervalo no meu corrido tempo. Livro de Constitucional aberto cá ao meu lado. Digo, Penal (para se ter uma idéia de como estou aplicada nos estudos aqui). Sou fraca às tentações. Notebook aberto. Acesso à internet. Fui xeretar. Ahhh, "cuide de sua vida!" ? Eu estou cuidado, pode apostar nisso. E por isso mesmo, resolvi esquecer um pouco dela, deliciando-me com a dos outros. Adonde há vida ultimamente? Dou um doce para quem adivinhar! Ahá... orkut. Sim, sim. O feitiço poderá ser voltado contra o feiticeiro e, com certeza, e a certeza não me assusta, deve haver pessoas que procuram esquecer de suas vidas olhando a minha. Coitadas! Ultimamente, não tem tido nada de muito interessante, mas se a análise psicológica desta pessoa aqui distrair em algo, estará valendo. Clico aqui. Clico acolá. Reclamo pelas páginas de recados trancadas (aaara, quem tá no orkut é pra se molhar! Admito que já fiz isso, mas... o mundo é uma troca, se eu faço por que não haveria de deixar o outro fazer?). Então leio: eu te amo! Engraçado. O amor não foi declarado a mim, porém eu estremeci pela pessoa. Lembrei quantas vezes eu não disse isso.
- Beijo, amor! Eu te amo.
- Bom dia! Eu te amo.
- Yes...yes... yeeeeeeeeessssssss... eu te amo!
- Vamos ao cinema? Eu te amo.
- Passa-me a manteiga, eu te amo.
- Porra! Por que você fez isso? Eu te amo.
Posso dizer que já amei muito. Para todos os meus namorados, um dia já lhes disse eu te amo. E amei mesmo na época. Fuuuuu... passou. Não me sinto capaz de dizer isso novamente. Talvez encontre uma expressão mais adequada para ser dita na despedida, no desligar do telefone, durante a foda... Amor eu só acredito no meu para com meus genes propagados. E mesmo assim porque é algo imposto quando se tem filhos. Amo e sou escrava desse amor que me faz tremer quando vislumbro algum infortúnio com os meus moleques. Não é um sentimento que quero impor a alguém que não seja naturalmente imposto. Nem quero que me imponham. Ter o amor de alguém é uma carga por deveras pesada para ser levada na cacunda por livre e espontânea vontade. Ou necessidade.
Eu me amo.
- Beijo, amor! Eu te amo.
- Bom dia! Eu te amo.
- Yes...yes... yeeeeeeeeessssssss... eu te amo!
- Vamos ao cinema? Eu te amo.
- Passa-me a manteiga, eu te amo.
- Porra! Por que você fez isso? Eu te amo.
Posso dizer que já amei muito. Para todos os meus namorados, um dia já lhes disse eu te amo. E amei mesmo na época. Fuuuuu... passou. Não me sinto capaz de dizer isso novamente. Talvez encontre uma expressão mais adequada para ser dita na despedida, no desligar do telefone, durante a foda... Amor eu só acredito no meu para com meus genes propagados. E mesmo assim porque é algo imposto quando se tem filhos. Amo e sou escrava desse amor que me faz tremer quando vislumbro algum infortúnio com os meus moleques. Não é um sentimento que quero impor a alguém que não seja naturalmente imposto. Nem quero que me imponham. Ter o amor de alguém é uma carga por deveras pesada para ser levada na cacunda por livre e espontânea vontade. Ou necessidade.
Eu me amo.
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