domingo, 31 de maio de 2009

Como?

Lá estava eu, olhando os prédios que me cercam, tomando um cafezinho, perdida lá fora, quando me deparo com uma questão assaz intrigante: como é que aquelas plantas com folhas vermelhas fazem fotossíntese? Hein? Se não me falha a memória, é a clorofila - essencial à sintetização - que dá cor verde às folhas... Ué?
Antes minha cabeça entretida com perguntas bobas-pero-no-mucho (a dúvida quanto à fotossíntese tem lá seu valor científico), agora, que com questões mais profundas, vamos dizer assim. Abro meu orkut, no bom sentido, é claro. Ou, no mal, dependendo do ponto de vista, pois o bom poderia ser o que é considerado mal... Enfim, abro lá a página e... pimba!

A auto-confiança é o primeiro requisito para grandes realizações.
Ai, cara-pálida! Não era isso que eu estava precisando. A auto-confiança... Ora eu não confio em ninguém, como haveria confiar em mim mesma? Ora, eu confio demais e me estrepo. Posso me estrepar comigo também! Os inimigos não são os outros, Sartre, mas eu mesma. Ou, eu sou a mim mesma porque é resultado de como eu digiro os outros? Sim, pois minha existência não depende unicamente de mim, é afetada por decisões alheias também. A teoria dos jogos se faz presente em mim...

Ahhhhhhhhh... voltemos à planta!

O grande oráculo Google me diz que mais pessoas tiveram a mesma dúvida.
As clorofilas são os pigmentos naturais mais abundantes presentes nas plantas e ocorrem nos cloroplastos das folhas e em outros tecidos vegetais. Estudos em uma grande variedade de plantas caracterizaram que os pigmentos clorofilianos são os mesmos. As diferenças aparentes na cor do vegetal são devidas à presença e distribuição variável de outros pigmentos associados, tais pigmentos podem mascarar" a clorofila, dando outra cor a folha, no caso da questão a cor vermelha, mas isso não quer dizer que utilizam outro pigmento para realizar a fotossíntese. O que confere a cor verde a maioria dos vegetais são pigmentos presentes no cloroplasto denominados clorofilas. Isto contece porque estes pigmentos absorvem luz principalmente nos comprimentos de onda azul, violeta, vermelho e refletem a luz verde.
Eu não sou verde. E, camufladamente, sintetizo aquilo que me alimenta. Não do modo como as pessoas esperam, pois estou inserida num contexto social e há regras dentro dele. Mas do meu modo. O que não me deixa de ser gente também.
Isso, de certa forma, me emputece. Não queria ser gente. Desprezo alguns ensinamentos que me sobrecarregam por tal nascido nessa condição. Queria ser uma planta. De folhas vermelhas. E auto-confiante na sua clorofila não evidente.
Ahhhhhhhh!


quinta-feira, 28 de maio de 2009

Sapos e pererecas

Que eu sou uma pessoa contraditória e ambígua (entenda isso em vários sentidos), isso já foi jogado várias vezes ao ventilador acá. Não pretenda enxergar em mim uma pessoa decidida e firme em seus ideais. Eles dançam conforme a maré. O que há dentro de mim que me faz deslizar entre dois opostos? Talvez o resultado do choque me chame atenção. Ou, sou uma pessoa viciada em turbilhões, que embora me façam fechar-me em mim, presa dentro desta carcaça por algum tempo, eles me põem em movimento. "Reaga, Maura, reaga!". E assim, vou inspirando e expirando.
Que eu tenho um sério problema com a humanidade, também é fato mais que esfregado na cara voluntária ou involuntariamente. A multidão me cansa, embora goste de observá-la, inserindo-me dentro dela. Eis uns dos motivos do meu desejo latente (e, espero, daqui a pouco realizado) de me esconder em Sum Paulo.
Que eu sinto um tédio tecnológico quando acesso o orkut e não sei por que cargas d'água fiz uma conta no twitter já foi falado a tantos outros ouvidos. Por que eu os tenho se nada, nadica, me acrescentam? Talvez, fonte de material humano. Xereto e analiso mesmo, como muitos devem fazer comigo (tenho uma curiosidade quanto a essas análises sobre moá). Mas, cá matuto...
Controlo meu impulso de fazer uma conta no tal facebook. Já sei de antemão que será tão chato quanto os outros dois (aliás, se não me falha a memória, não são somente dois... acho que tenho perdidos nessa rede, um myspace e um lastfm... esqueci as senhas). Porém, tenho lá minha vontade. E fico ruminando quais seriam os motivos que levam tantos a se inscreverem num mar sem fim de sites de relacionamento. Necessidade de se verem cercados de gente, mesmo virtualmente? Ou se destacar dentre vários tijolos no muro (escutei muito Pink Floyd quando criança)? Hey, hey... estoy acá! Alguém me veja por favor!
Estar mergulhado e ser um. Não apenas um, mas o um. Tarefa hercúlea.
Às vezes, tanto virtual quanto fisicamente, cerca-se de pessoas é meio... meio... meio opressor. A obrigação de estar sempre à vista... ou de estar bem, para que outros não te enxerguem como um chato de galocha e afastem... estar sempre à mão... não conseguir se ver só. Eu sou só, mas cercada. E, assumo, gosto de estar assim. Rodeada de gente que sabe da minha chatura à flor-da-pele, dos meus enclausuramentos repentinos, e não se importam com isso. Continuam me cercando e que assim permaneçam. Eu também os cerco.
Só, igual à um. O tal "o" um.
Opa! Que ser isso? Última tendência fashion? Peraí... essa camisa tá meio estranha... os braços não saem para fora das mangas? Hã... o jeito de vesti-la é cruzando os braços na frente? Hummm... peraí... por que estão amarrando as mangas aí atrás? Uai... amarrar, eu gosto... mas isso tá meio esquisito aí... Hey!!!!
Opa, café pronto! Puta merda! Como é bom esse líquido preto fumegante escorrendo garganta abaixo! Chego à conclusão que toda necessidade satisfeita há sua recompensa: o prazer. Sim, café é necessidade para mim (e veneno para meu estômago gastritenicamente atacado). Gozo a cada golada. Comer... cagar... mijar... trepar... dormir... até mesmo respirar... Vá me dizer que não é muito bom o alívio sentido quando matamos a "sede"?
Bom... vestida com pele de tigre, pegarei minha clava e sairei batendo nos cocurutos pela rua. Quem me interessar, levo para casa.
Má rapá! Num blog de uma grande amiga minha, deparei-me com outra descrição desta pessoa que vos digita. Eis o link: http://igrejadoodio.blogspot.com/2009/05/o-homem-odio-por-felipe-aka-comediante.html
Daqui a pouco, volto!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Vai... vai... vai... Não vou! Vai... vai... vai...

Pois é, Dona Priscila, pessoas não mudam. Posição radical, a minha? Falta de fé (e excesso de fezes) na humanidade? Não. Podem elas vestirem-se com armaduras para conterem o que há lá dentro. E aparecendo qualquer rachadura... pimba! Então, sofrendo horrores acá no Distrito Federal, por conta do ex lá em Uberlândia e ele prometendo mudanças para continuarem a trilhar o maravilhoso e tortuoso caminho do casório, dois caminhos não muito animadores abrem-se a sua frente. A escolha recai em qual deles será menos doloroso, sem muitas ilusões em mente (não se iluda... vai doer mesmo... não há escapatória): ou espera, em terra candanga, a dor passar (há o seu lado positivo, porém. Não me contou que perdeu 13 quilos?), pois passa. Aqui vai uma dica minha: não fique olhando fotos, ligando, procurando contato. Neste ponto sim, eu sou radical: ex bom é ex morto. Mato-o e não rezo novena. Vou tocando o bonde, ocupando a mente, cuidando de mim. Ou, bom, alivie uma parte e sobrecarregue outra, já que sentiu na pele serem incompatíveis os estilos de vida (também já fiz isso. Tenho know how, mizifim!). Em miúdos: não dói por estar longe do fulano, mas por sua vida estar um inferno ao lado dele. Talvez esta última opção seja a mais interessante, embora um pouco mais dolorida. Um processo que leva ao mesmo resultado do debandar-se para outro lugar: apagar dentro de si, a pessoa. Só que através de toooodo um processo. Uma dor diluída. Não é no pá-pim-pum como no "eu quero que risque meu nome da sua ageeeenda, esqueça meu telefone, não me ligue maaaaaaais!". Sacou?
Bah, Dona Priscila! Não cometa a auto-embromação (talvez, a auto-embronhação possa ser uma boa terapia auxiliar nesse e em outros tantos casos). Não há como não sofrer. A grande sacada é tornar-se masoquista, gozando a cada fincada no peito que leva. No sofrimento, outros lados seus, interessantes até, saem das trevas.
Se, porventura, há alguém com parte da carga genética em comum (mais suscetíveis, portanto, a sobressaltos), família não se assustem. Sempre fui assim. As ocasiões foram aparecendo e fizeram com que eu puxasse outras de mim lá dentro. Não mudei. Sempre serei assim. É complicado tirar armadura para fazer xixi. E se faço dentro dela, enferruja.
Como amarras, além da Ceilândia, nossa fugitiva buscou as palavras do pastor. E logo após, reclama de um aparelho de celular recém adquirido em uma feira que vende, bem, produtos vindos de forma não mui legal. Não, não. Não é contrabando não. Frutos de roubo mesmo. A Feira do Rolo. Como assim, Priscila? Deus deixa? Gente não muda. Só toma a poção e deixa o Mr. Hyde aflorar.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Eu me rendo!

(Imagem tirada do site http://www.brianmviveros.com)

Tá! Tá! Tá! E tá! Eu já te assumi, caralho! Dei meu lindo bracinho bronzeado contra a minha vontade (membro que, invariavelmente, toma sol quando venho ao trabalho, dirigindo... esqueço sempre de passar a droga do protetor solar), a torcer na esperança de que assim, encarando-a de peito aberto, pudesse amenizar as coisas pro meu lado. Encarar o problema de frente. Você não sabe quanto me custou voltar atrás nos meus conceitos. Ainda mais quando se trata de uma possível crítica às mulheres (e eu adoro ser mulher), por sua frescurada sem motivo e gritante, por suas neuras descabidas, pelo seu tatibitati nhém-nhém-nhém... Mas, tá, caralho! Você existe deverasmente. Não pude negar o lado bioquímico da coisa e a sensibilidade do organismo quanto aos produtos da equação. Minha massa cinzenta ainda luta e eis aqui um reflexo dessa batalha. Um pedido encarecidamente feito por aquele que já não agüenta mais lidar, tentando dar a volta por cima, reagir, com os hormônios burbulhando: me deixe em paz, TPM!!!
Putaquepariu. Odeio me sentir mulherzinha. E tô assim hoje: um cocô. Tô sem lugar. Achando-me feia (bom, nunca me achei, na boa parte do tempo, bonita mesmo... sempre me achei mais inteligente que dotada de atributos físicos... pulemos para fora dos parênteses). Até burra tô me achando! Aí, break! Não dá... na minha inteligência, não meta pitaco. Que crie caraminholas infinitas. Dou um jeito de contorná-las (mantendo a razão íntegra, sem sua influência).
Ao menos, admito, há algumas resoluções interessantes. Meta de agora: ficar quinem PJ Harvey. Magrelona o tanto. O cabelo tá quase igual. Opa! Você criou em mim a necessidade de querer ser outra pessoa? Que merda é essa, porra? Ahhhhhh, não!
Apesar das críticas constantes, gosto de ser mulher. E gosto de algumas mulheres, admito. Um ponto bom que vi em ser portadora do XX é em relação ao trânsito. Infalível. Quer entrar numa via? É só mostrar o rosto... uma carinha de pidona... e o moço lhe dá passagem. Mulher não dá nem a pau! Engraçado... eu sou gentil com as mulheres. Algumas. As peruas, não.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ser mãe foi foda... é foda... e sempre será foda...

Compreendes?
A vida materna começa com uma foda, literalmente. E nunca mais sairá disso, dentro de outras acepções dadas à palavra. Assunto bem propício à semana, já que o fatídico Dia das Mães tá aí, batendo na porta. Chovem propagandas: a mãe dedicada, a mãe que passa por cima de si mesmo por conta dos filhos, a mãe anulada. Como recompensa à anulação, pede-se tão somente um presentinho. Bom, é só isso por conta da data comercial. Na verdade, a mãe exige bem mais. Como preço de toda a sua dedicação desinteressada-pero-no-mucho, ela quer que os filhos lhe saiam melhor que a encomenda. Que sejam seres super. Melhores alunos, melhores homens, melhores perfeitos.
Aaaaaara, vãosefudê!
Não espero superlativos dos meus moleques. From deep of my heart. Quero que eles sejam humanos com toda a carga de defeitos que é inerente à condição. Tenham lá os seus vícios, medos, sonhos, agonias... Quero, sim, que saibam lidar com isso e não deixar que nada os atinjam violentamente. Ou se atingir, que saibam juntar os cacos e sair da situação. Que saibam que ninguém é super e não se pode cobrar tal qualidade inexiste de si mesmos, muito menos dos outros que os cercam. Incluída aí no saco de farinha, a mãe deles.
Nunca quis eu me mostrar, além das minhas posses, a eles. Até mesmo, como poderia eu? Tenho porão e nele há fantasmas que não chegam a me assustar, pois por vezes, preciso e converso com almas penadas. Estão lá, guardados só para mim. Não acho que devam ser mostrados em público quando não solicitado. Se futucada, mostro na boa, sem receio algum.
Uma ocasião dessa pipocou pouco tempo atrás. Filho com os dois pés fincados na adolescência, perguntou-me se já havia experimentado alguma droga. Faço uma correção a minha fala anterior: mostro na boa, algum fantasminha meu, sem receio algum; porém, posso pisar em ovos ao responder, na lata, por conta da outra pessoa que me faz a pergunta. Fazer o quê agora, Sr. Richfield? Minto? Mas eu prego ser a mentira algo ruim, como de fato é. Eu não sei mentir. Não desejo me montar em cima de ilusões... sobre uma realidade maquiada e falsa. Como sendo filosofia de vida que entendo ser válida à humanidade (por isso a sigo tão veementemente), passo adiante para os meus genes personificados.
Fiquei a pensar... quis mudar de assunto... A pergunta permaneceu. Tentei intimidá-lo, virando a indagação contra ele: "Por que a pergunta, Guilherme? Tá a fim de usar? Tem algum amigo seu usando?". Não adiantou. Como responderia?
Várias vezes, já virei pro menino e disse: "Gui, eu não sou santa. Mas sou uma diaba que ama muito você e quer vê-lo bem! E se depender de mim isso, farei de tudo para que esteja chuchu-beleza!". Vou me mostrando pouco a pouco. Não deliberadamente. Não tem cabimento, para me mostrar amante da alma humana dúbia, o que faz de mim afinal, do nada, dizer sobre minha experiência com outra mulher... ou que queria ir a um daqueles clubes da Holanda... que às vezes gostaria de abrir outras portas e soltar os jacarés azuis... Opa! Escrevi demais. Bão, mas aí está, não posso me fazer de imaculada se eu não sou e nem quero.
Respondi à pergunta sinceramente. Escolhendo as palavras e como as soltaria ao vento. Não queria que fosse um incentivo a. Minha intenção era que elas soassem como fruto de uma escolha, à época, minha. Ciente dos prós e dos muitos contras. Não foi algo tão legal, pois não só a questão física - a saúde - está envolvida; mas toda uma dinâmica social. Algo bem Tropa de Elite que não deixa de ser verdade.
Ahhhhhhh, por que ele não me perguntou se eu era virgem?
Fácil de responder: nasci no dia 7 de setembro!