quarta-feira, 29 de abril de 2009

Rrrrrrr...

Paz e amor de cu, é rola! Boa tarde!
Isso, com palavras chulas mesmo para me fazer bem entendida. Sou a favor da guerra. Afinal de contas, quem não é um poço de antagonismos? Porém, contudo e entretanto, prego uma guerra pacífica. Sem derramamento de sangue algum. Um embate em cima da crítica e da razão. Vence quem melhor coordenar suas idéias e souber mostrar que elas são o caminho a ser seguido, convencendo o opositor (que acabará, convencido e não vencido, a se juntar ao vencedor, acreditando - temporariamente - na superiodade dos argumentos alheios). Guerra racional. E não menos motivada por sentimentos fortes, agressivos e latentes que ficam à flor-da-pele durante debate travado entre as partes.
Eu sou um campo de batalha ambulante. Por vezes, o salve-salve lado racional tenta, aos trancos e barrancos, sobrepor-se ao emocional. Não gosto de floreios e rococós. Eles deprimem e são, sem sombra de dúvida, uma rica fonte para ataques de chatura explícita e burra. Digo mais, o emocional é uma algema à alma, pois quase sempre anda de mãos dadas com a moral. E com os bons costumes. À merda! Moral e bons costumes comparados a quem? A quem não conheço, com certeza. Se conheço, faço questão de fingir não ter reconhecido ao cruzar no supermercado.
Tomo por parâmetro, aquele que admiro. Ou seja, eu. Eis a minha liberdade pessoal. Sigo, às duras penas, leis e costumes impostos em nome do bom andamento da sociedade. Essa não sou eu. Apenas um reflexo de mim. Quero testar cada parte de mim livremente. Sentir o que gosto e o que não gosto. Limpar a bunda com as folhas do manual de regras sociais para o bom convívio. Quero me livrar de quaisquer resquícios da moral arquitetada por outros.
Poder ser, de fato, o produto desta guerra travada com os mundos exterior e interior, dentro dos quais levo a minha existência.
Gostem, as pessoas, da soma final ou não.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Super Mouse, seu amigo, vai salvá-lo do perigo!

Olha só: hoje fiquei a fim de me masturbar. Eu já ando fazendo isso há algum tempo, quando tomei consciência do meu poder. Na verdade, sabia no fundo de tal poderio. Só que, sabe cumé que é: a sociedade não vê isso com bons olhos. Mas os maus olhos me excitam, futucam e se me vêem assim é por que incomodo. E se incomodo, distancio-me dos demais. E das demais. Principalmente estas. Algumas, eu gosto. Conseguem sair do lugar comum. Jogam à fogueira, aquele maldito manual de como deve ser uma mulher. Aliás, não sei se isso é passado automatica e inconscientemente de mãe pra filha. Cultura inútil transmitida. Ou se faz parte, realmente, do pacote genético. A maldição do X duplo. Se assim for, um dos dois casos, agradeço a Dona Rita por ter sido diferente em algumas ocasiões (noutras, o mérito é meu: resposta àquilo que não concordava e assim fui me fazendo) e/ou constato que sou eu uma mutante. Não, não é revolta contra aquelas que são bibelôs e, no fundo, eu gostaria de ser parte da trupe. Estou bem no meu lugar e gosto de ser assim. Não, também não é revolta de quem é feio. Recuso-me a avaliar as pessoas pela beleza que detém por algum tempo. Porém, mesmo assim, bem... não sou feia. Assim, não é por isso o meu ataque às mulheres-bibelôs. Sou bonita. E mais do que isso, sou super!
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh, gozei! Meu eguinho ficou molhadinho!
Mas é isso mesmo! Sou A mulher. Não estou escrevendo isso para me afirmar. Apenas para salvar outras tantas por aí que podem ser tanto assim como moá. Inteligente, desencucada, educada, respeita o espaço alheio, aversa a fru-frus (pelamordedeus, muié véia com um monte de penduricalhos no carro, querendo bancar a meninota...), autêntica, não danço conforme a música (se trocaram e não me agrada, continuo nos mesmos passinhos de antes), não somente mãe, mas pai também (inclusive com os defeitos característicos), adora os defeitos e não pede para fazerem a troca, reconhece e valoriza outros lados seus (não me faço somente mãe... sou outras coisas também, dependendo da situação ou das luzes estarem apagadas), prefiro esparramar-me sobre minha cama a ficar horas a fio cuidando de almoço ou casa (entretanto, frise-se, não moro num chiqueiro... apenas sei dividir o tempo para e não exagerar na dose), não banca o estereótipo de adulta... e vou ao show do Depeche! É só espalhar os filhos e go west!!!Enfim...
Mulheres, vinde a mim e eu lhes mostrarei o caminho da verdade. E a salvação!
Sou a messias do mundo mulheril!
Oh! Oh! Yes! Yes! Yeessssssssssssss! De novo... eu vou... vou.... vou gozaaaaaaaaaarrrrr de novo!
Ah!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Coma um ovo por dia

Talvez eu seja viciada em ruminações. Não é preciso exigir muito da leitura a ser escolhida, caindo nas palavras de Schoppenhauer. Qualquer coisa faz brotar faíscas na massa cinzenta desta pessoa que vos digita. Os meus dizeres prediletos estão estampados em propagandas, pichações-protestos-de-rebelde-sem-causa (não entenda pichação aqui como sendo aqueles rabiscos ininteligíveis, grotescos, que nem de longe cheiram a protesto digno a ser lido), slogans. Muitas dessas frases, até, funcionariam como aforismas. Auto-ajuda grátis, sem enriquecer charlatão algum.
Coma um ovo por dia... segundo o texto fixo, ao lado de tal imperativo, num carro que julgo ser de entrega do produto em questão, o ovo é o segundo alimento mais importante na vida de um ser-humano depois do leite materno. Nem à época propícia, pude ser amamentada por longa data - existe, sim, mulher sem leite; não será a partir de então que tentarei tirar o atraso nas tetas maternas, e ovo... Bom, sob larica causada por bebedeira, um pão com ovo cai bem. Enfim... Não era essa a matutação. Fiquei a pensar se um ovo faria a diferença na minha vida. Se, porventura, aliado a outros tantos atos... Acessórios, concluo. No fim, modificação alguma aconteceria, no entanto. Tirando o predicado e adjuntos, resta o sujeito. Desinencial, inexistente, simples, composto ou indeterminado; mas sujeito.
Algo me inquietou. O que sou no momento presente? Aliás, não é bem ser, mas estar. Ou os dois juntos... ser e estar, em essência, dá na mesma. Se estou é porque sou. E se sou é porque estou. Bão, sei me posicionar, com uma certa perfeição de memória ou planejamentos, no passado e no futuro. E no agora? Fudeu! Sei que, hoje, estou a caminhar para algo que não sei bem ao certo - por isso aprendi a lidar com as frustações - se acontecerá. Porém, esse algo que não aconteceu - e não existe por enquanto - faz parte de mim. Como pode isso fazer parte de mim, agora, se ainda nem se concretizou? E nem sei se vai. O futuro é mais definível que o presente. E vou vivendo a vida, presente a presente, com vistas a um tempo que está por vir e ele nunca chegará. Pois quando meus pés lá fincar, não será mais futuro. Será presente. E eu não sei sobre ele!
Vá ver que eu, atualmente, sou nada além do produto da intersecção entre o passado e o futuro. Só.
Preciso comer mais ovo.
Ou não.

"Para ser popular é necessário ser uma mediocridade."

Se eu soubesse me equilibrar sobre saltos, usar-los-ia. Fica bonito nos pés, além de ter lá o seu apelo sexual. Sim... venho chegando à conclusão que tudo feito pelo homem (no geral, incluindo na saca a mulher também) tem em vista o prazeroso ato de trepar, sem rococoamente falando. Vá me dizer que não, mizifim? Lá dentro, pode ser que haja um interesse instintivo de passar adiante os genes (vida eterna até que se perpetue). Porém, de acordo com cada gosto que lhe convém, é bom ser atraente a outra pessoa. E atração é o quê? Prelúdio à dança do acasalamento. Fazer amor... Ahhhhhhh! Que horror! Fazer amor... prefiro Fazer terror.
Bom, aos saltos. Mulheres, minhas queridas: se não sabem andar nas alturas, não inventem. Faça como moá: a boa e velha sapatilha. Ou, um tenisinho básico, leve e, de preferência, já meio gasto pelo tempo. As pernas dobradas ao andar... os passos dados como se a rua estivesse infestada de baratas... Nada bonito! Ou motivo de riso, ou motivo de compadecimento, pois a imagem transfigurada pela dor causada pelo incômodo instalado nos pés deixa evidente a via sacra. Além do fato de atrapalharem o trânsito de pedestres. Quantas vezes, firulei atrás de uma elegante e sofrível dama pois esta dava passos de tartaruga? Ligava a seta e nada de conseguir ultrapassar. Time is money, honey! No meu caso, o dinheiro não se tem feito tão presente assim, mas tempo é para ser gasto, em sua grande maioria, com algo interessante à alma. Não vacilando na rua, sob um sol de rachar mamona.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Último adendo

Ao lado, impressionou-me uma criança com, mais ou menos, o tempo de vida do meu caçula. Imagem de criança sempre me impressiona. Não sei se isso ficou mais aguçado após eu ter pegado a causa materna para defender (também). Bom, impressiona-me, mas não o suficiente para eu sacar a moedinha e entregar ao filhodaputa que o pôs no mundo. Estava só, menino ou menina (não consegui identificar entre a sujeira e maltrapilho), à beira da pista movimentada. Virei o rosto, numa tentativa burra de tirar incômoda cena do meu campo de visão e daí: zás! O problema deixa de existir. Contemplei o semáforo vermelho, porém com a imagem infantil em mente, agora acrescida da figura materna. Mãe também vestida com a sujeira e maltrapilho. Enganchada a sua cintura, outra criança. Bebê ainda. O sinal esverdeou, bem na hora em que ela se aproximava da minha janela, sempre aberta, pois nesta minha redoma de vidro móvel não há ar-condicionado. Mal iniciara a gesticular, engatei a primeira, pois assim me exigia o momento verde. Agradeci a saída pela tangente. Mesmo que raramente dê algum tostão no semáforo, incomoda-me dizer que não tenho, tendo. A miséria parece criar uma obrigação de dar. Não acredito, sinceramente, que fornecendo esmolas eu vá contribuir com a diminuição da pobreza. Vou fomentá-la ainda mais. Não pago impostos? E, bom, a população cresce em progressão geométrica enquanto a produção de alimentos, arimeticamente. Não estou pouco me fodendo à questão, adianto. Minhas soluções e aqueles os quais, investidos de mandato político, também chegaram às mesmas, são veementemente criticados pela Igreja e seus seguidores diversos. Então, que vão as escolas cristãs, os templos, as igrejas, acolherem. Enfim... antes mesmo de me pedir, balancei negativamente a cabeça. Escutei um "Deus a abençoe!". Como?
Na verdade, isso soou aos meus ouvidos mais como uma praga irônica. Deus me abençoe... àquela que nada ajudou o seu semelhante. Se eu pudesse responder, diria: ou "Já estou amaldiçoada, senhora. Desde que pus meus pés neste mundo, estou fadada a viver morrendo dia-após-dia!". Ou: "Talvez a senhora precise de mais bênção que eu!".
Para não dizer que não sou flor, houve um traço de compaixão por minha parte tempos atrás. No supermercado, veio uma moça - também acompanhada por criança - pedir-me para pagar um saco de arroz. Paguei. "Deus te ajude!". "Não, minha senhora. Não preciso Dele. Ele deve ajudar a você!". Quase ela recusou o pacote pago, vendo em mim a figura do diabo. Mas não é vero? Ou será que Ele só ajuda aquele que não precisa tanto de sua intervenção divina? Ahhhh, mas assim, a tarefa divina fica mamão com açúcar, não?
Ixpiertinho!

Climb the mountain

Ahhhh, esta terra donde JK perdeu as botas! Por que raios encasquetou-se de construir uma nova capital? E, justamente, acá? Por que raios meu avô veio ajudar a construí-la? E já que havia se debandado pro Rio, o pai da minha mãe, por que raios esta, ao ficar grávida de mim, voltou pra cá? Há muitos porquês aí... Será carma meu? Brasília é uma pedrinha no meu all star? Definitivamente, pro inferno o céu brasiliense! Já me incomodei deverasmente com a imagem que se tem daqui: todos somos chegados a algum representante do povo ou somos todos servidores públicos. Procurei, então, algum molho para jogar sobre a capital federal e, assim, engoli-la melhor. Pô, eu não conheço deputado, senador e afins! Ok, sou servidora pública, mas não essa versão caricata. Mas, porém, todavia e contudo... É. Não consegui. Acho Brasília limitada. Chata. Sem opções. Não há acesso a eventos interessantes... lugares interessantes para se esconder... pessoas interessantes... Talvez, haja uma pequena expressão disso tudo numa das asas do avião, o Plano Piloto. Haveria luz no final do túnel, oras pois. Porém, para a grande maioria que habita as cidades satélites, o pouco que existe não lhe é acessível. Tampouco divulgado. Imagino ser mais democrático, São Paulo. Cultura ao alcance de todos. Ali na esquina, na banca de revistas, no camelô, na padoca, quem sabe. Um dia, ainda chego aí! Mesmo o povo me dizendo ser eu louca, pois o trânsito... Um brinde à loucura!
Nós, da família Orthomyxoviridae (caso você, pobre ser-humano, não saiba, Orthomyxoviridae é uma expressão que tem origem nas palavras gregas orthos, ou posicionado na vertical, e myxo, ou muco... Vertical... muco... pegou de qual é a nossa? Se não, saiamos para fora dos parênteses). Explicando-nos: nos anos 60 do presente século, atribuiu-se este nome aos da nossa espécie devido à capacidade de ligação ao muco. Pegou? Podemos ser dos tipos A, B e C. Mas voltando (estamos em processo de tomada de poder, o cenário está meio conturbado aqui dentro e, infelizmente, precisamos desta carcaça para nos expressarmos. Ainda há um pouco de livre vontade nela e isso faz com que haja intromissão na exposição de idéias): nós, vírus influenza, resolvemos invadir tal organismo, atacando com muco, desorientação, tosse e um mal-estar terrível, fazendo com que esta honorável hospedeira fique em stand by por alguns dias. Como a necessidade dela de escrever é quase que vital (embora, sinceramente, achamos seus textos uma banquinha de feira cuja variedade se resume em abobrinhas), permitimos sua escrita num ato de compaixão. Como nem tudo é 100% bom ou ruim - e assim sendo, estamos incluídos nessa saca - não a livramos dos confrontos bélicos travados em campos cerebrais, deixando, assim, suas idéias embaralhadas e confusas. Vale ressaltar a capacidade guerreira dessa pessoa, assim como os soldados reconhecem o espírito guerreiro do seu opositor: tenta ela, de todas as maneiras e drogas viáveis, ressurgir das cinzas. Melhor, do muco.
Deixemo-na.
Chega! "Reaga" Maura, "reaga"! Meu peito dói... não agüento mais tossir... toda essa catarrada dentro de mim... não tô conseguindo pensar. Já me entupi de resfenol, paracetamol e ainda tô "mol". Putaquepariu. Não tenho muita paciência quando perco o controle de mim. Prova disso é que me pus em pé mesmo com as fraturas ainda não consolidadas. Reside aí, nesse sentimento, meu grande temor quanto à velhice: ficar resmungando, lamentando, doendo. "Reaga", Maura! Conhaque! Dizem que é bom. Tiro-e-queda. Mesmo que a queda seja só minha, tá valendo. Apago-me. Joguemos no Google, O Grande Oráculo, a seguinte associação: conhaque-alcatrão-gripe. Roletrando.
A Princess (por que raio mulé escolhe tal tipo de alcunha? Princess meu caralho! Fada... princesa... tatibitati... Rrrrrrr! Pau no cu e vira mulher, porra! Bom...), no Yahoo Respostas, faz da minha pergunta a sua. "Gripe existe algum chá milagroso? acompanhado de algum remedio milagroso? Eu preciso dessa formula urgente!!!!
OBRIGADA!". As respostas, maciçamente, se resumem ao argh-e-bom-velho-chá. Tá são da cachola se eu vou tomar chá quente com aspirina. Gosto de uma torturazinha, mas não pra tanto. E como quase sempre se apresentam nesta estadia terráquea, uma variedade de opções para que se possa escolher aquela que melhor vista. Porcão (geralmente, homens são mais criativos em seus apelidos. Porcão evoca uma certa simpatia à figura), graças a Thor, recomenda: "Uma boa dose de conhaque de alcatrão São João da Barra com limão.Mas é só uma dose viu?".
Duas, pra dar soninho. Afinal, como muitos falaram - sendo uma unanimidade entre os alma-boa-toma-um-conselho-amigo, o repouso é recomendado.
Ahhhhhhhhh!
Má, rapá! E o trem ainda é afrodisíaco! Sapeca uma aí!

domingo, 12 de abril de 2009

1580428

Maura Luiza. Da Silva Santos. Posso direcionar meu rosto a você, caso me chame por Malu, se vossa pessoa julga-se íntimo para tanto. Não, não importa se eu reconheça em você, proximidade tamanha para tal. Não interessa minha postura e opinião para alguma atitude, alheia ao meu comando, se concretize. Assim, ajo eu também. Não me prendo a julgamentos e manuais sem serem de minha autoria para comandar a minha pacata existência. Deus sou eu.
Desde a pouco, muito medrosa, embora resta alguns miligramas desse sentimento em mim. Isso é bom, creio. Faz-me querer lutar contra e superá-lo, incorporando outros tantos. Tlec-tlec-tlec. Giro a roleta.
Dona de uma mente irriquieta, procurei de todas as formas, encaixar-me. Algo que me trouxesse paz comigo mesma e que calasse, de uma vez por todas, as vozes tanto do anjo quanto do demônio que me acompanham.
Ok! Ok! Com Dona Maura Luiza, a coisa funciona no pá-pim-pum. Talvez, por isso, nunca tenha tido paciência com os trabalhos manuais, excetuando-se um, que não vem ao caso dizer agora para não parecer uma paródia à Casa dos Budas Ditosos. Enfim.... crochê? Tricô? Bordado? O efeito - ou seja, o resultado - precisa pipocar na hora. Sim, mizifim, a ansiedade me corrói as entranhas. Já matutei em como dar a volta por cima dela. Quer saber? Foda-se. Melhor, fodo eu. A idéia de me alterar por deveras me incomoda. O grande barato, penso eu, resida na sábia decisão de me aceitar assim: do jeitinho azedo-doce-amargo que sou. Beijo cada um dos meus defeitinhos e dou-lhes boa noite: até amanhã!
Ócio. Leio um comentário feito no fórum avaliativo do meu curso. Discutia-se, tendo como base um fragmento schoppenhaueriano, sobre a leitura. Para aquele filósofo, muitos apenas propagam aquilo que lêem. Sem ruminações maiores. Pá daqui. Pá dali. Então um rapaz toca na ociosidade: campo fértil à interações maiores entre o emissor e o receptor. Bão, coçando o saco, futuca-se melhor a mente. Como não tenho saco, coço a bunda e noto uma promessa de espinha bem na dobrinha da carne. Putz! Nesse lugar incomoda um tantico.
O ócio. Ahhhhhhhh, a preguiça que nasce bem no centrinho da pança - se esta estiver cheia, o tóin é melhor - irradia-se corpo afora... Prazer que nos é negado por essa putaquepariu obrigação de sempre estar fazendo algo. De preferência, alguma coisa relevante à sociedade. Preciso me esfalfar para atingir uma posição social que - não me aflijo quanto a isso - mui provavelmente não atingirei. Para quê? Para consumir mais e mover a grande roda capitalista. Revolución, djá!
Não pra tanto, cumpadi! Errôneo me encaixar como mais uma conformada. Ou fraca. Enfim. Definitivamente, não pertenço à massa e a porra da nave não passa logo para me resgatar. Por isso, resolvi me libertar e esfregar o meu cocô na cara dos demais. Sou assim e quer saber? Gosto de ser assim e gosto de cada nova partezinha deste todo surgida ao longo das horas. O vento penteia meus cabelos! Não sou e nem quero ser aquela mãe que sacrifica todos os seus outros lados por conta da prole. Recuso-me a matar a puta que há em mim. Assim como a criança... a adolescente... a tonta... a irriquieta... a desbravadora...
Recuso-me a aprender tricô, crochê, bordado e afins. Tá certo que o meu processo não se encaixa no pá-pim-pum. Porém, ao menos, nele há o PÁ!
OBS.: meus glóbulos brancos travam uma luta, neste momento, contra uma carga viral comumente chamada de gripe. Sinto meu rosto como se escondido sob uma máscara de pus. Assim, meu sinhô e minha sinhora, faça vista grossa aos erros gramaticais, de concordância, de pensamento e por aí vai.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Oh, tarde de mierda!


Quando algo me é imposto, meu tesão se esvai ralo abaixo. Assim acontece com o raio desse texto de filosofia que está cá a minha frente, exigindo ser lido para, logo em seguida, um resumo ser feito. "O que é Filosofia e por que vale a pena estudá-la". Entendam-me, gosto de filosofia. Por isso, pulei de curso. Mudei os meus conceitos (evolução e revolução) e admiti ser interessante ler outras pessoas, mesmo que não concorde com elas. O grande barato é ver aquilo já pensado antes por mim, já foi pensado beeeem antes. Então, tenho eu a mesma capacidade do notório cidadão? Meu ego infla.

Tarde um tanto fastidiosa esta do dia 2/4/2009. Mente vazia, oficina do diabo bocó, fui jogar nomes no google. Como sempre, joguei o meu. Completo, para não haver enganos. Quero saber o que a grande rede sabe de mim, e não procurar satisfação em encontrar famoso com o mesmo nome meu. Esbarrei num myspace. Havia eu esquecido dele. Eu fiz? Fiz. Tá lá. 2006. Ano meio turbulento. A foto que ilustra o texto de hoje é de lá. E foi tirada em tal ano também. Justamente no dia em que começou a turbulência. E lá, no meu espaço myspaceriano, encontrei dois textos meus. Ei-los:

Texto 1:

Mas, então!

Peso de consciência. Ato de loucura. Tomada pelo pavor diante o tempo, comprei, ontem, o tal RevitaLift, da L'Oreàl. Cinqüenta e poucos pilas.
http://www.sacks.com.br/site/revitalift.asp
Comprei! Comprei mesmo. E passei no rosto a fonte da juventude. Se notei diferença? Não sei. Efeito placebo? Passo no rosto o creme, acreditando piamente que passarei por 24 anos, vejo-me refletida no espelho. Hummm... acho que esticou um pouco. Não que estivesse enrugado... porém, mal não há de fazer!
Muitas vezes, assusto-me quando esbarro em algum personagem do meu passado. Como envelheceram! Ou engordaram. O susto será mútuo? Como tá a minha imagem? Causo inveja, ou serei o consolo?
Esses encontros são por deveras interessantes. Competição. Montar sua felicidade no insucesso alheio. Ou, querer se matar de vez, "sou o cocô do cavalo de Napoleão", aquele burraldo tá nadando em grana e eu aqui, quebrada. Sinceridade? Pouco me importa (e torço o rabo da porca). Vivo por mim.
Putz! Cincuenta e poucos paus!



Texto 2:

Cheiro de tinta

Não sei se devido à sensibilidade olfativa, adoro cheiros. Cheiro de cera, de criolina, de gasolina, de tinner (esse é perigoso), de tinta... Dá vontade de incorporar o cheiro ao meu corpo. De comer o cheiro. Quando grávida, colava as narinas no sabonete.
Coisa de louco. Coisa de Maura.
Enfim. Vamos testar esse espaço aqui. Meus textos antigos foram pro beleléu. Não por acidente "computacional", ou internético. Ou seja, alheio a minha vontade. Foi eu que mandei por espaço mesmo. Apertei o botão vermelho. Entremos noutra fase. Uroboros.
Hoje tô mocinha. Não em termos menstrualmente falando, mas mais vaidosinha. Fui ao grande centro de tortura feminina, ou seja, ao salão. Unhas esmaltadas (outro trem com cheirinho bom). Sombrancelha definida. Tô mais fru-fru. Cansei de ser não sexy. Aliás, por que dá uma vontade enorme de espirrar quando se tira pelo da pestana? Fiquei a matutar enquanto me segurava para não sujar a mão da moça daquela gosma transparente que sai do nariz quando se espirra... Como dói! "- Ah, pra ficar bonita, tem que doer mesmo!". A outra moça do salão fala. Será que as unhas borrocadas e fios a menos sobre o olhos me tornam mais bonita? Engraçado isso...
E mais engraçado são as conversas de salão. Certa vez, a moça ao ver minha braboleta tatuada no tornozelo, veio comentar sobre uma outra cliente, que tatuou o mesmo inseto nas partes baixas. O namorado, quando soube, ficou uma fera! Afinal de contas, alguém tatuou lá. Porém, sua raiva foi desfeita quando bateu os olhos no desenho epitelialmente gravado. Um tesão incontrolável toma conta do seu ser. Avança sobre a namorada, urrando feito leão, dizendo tais palavras, enlouquecido pelo desejo: "- Vou comer sua borboleta!".
Essa sabe ser sexy. Nunca pensei em tatuar algo em lugares estratégicos. Nem é por vergonha do tatuador não. Nunca passou pela minha cabeça. Sempre que vêem meus desenhos escorrendo pelos braços, me perguntam se tem alguma escondida. Taí. Vou fazer uma em local escondido (não, não será no meio da bunda). Colocarei piercing no mamilo. Cansei de ser não sexy.
Sexy masô.
Sim... por que é muita dor pro meu gosto!
Volto!



Bão. Sobre o texto 1: embora admita que a luta já é perdida desde o início (o tempo é implacável, por mais que se tente endurecer a bunda), venho me preocupando mais. Renew, provoca-me espinhas; Natura, não vi resultado algum. Apelei pro natureba: cenoura crua (eca!) no prato, garrafinha de água em punho. Nesta, já alcancei a marca de 2 litros de H2O por dia. Acho que hoje, nesta nhaca de tarde quente pra cacete, já tô chegando nos 3,5 l. Meus rins devem estar enlouquecendo encharcadamente!

Sobre o texto 2: a tatuagem mais escondida, desde então, é na costela. Furei os mamilos.

Estava eu a matutar. Não somente pela pele, estou tomando mais água. Daí, chega-se à questão: um vício pode ter seu lado positivo? Através de algo considerado ruim, obtém-se algo bom? Fumar me levou a beber água. Bem mais água.

Vou encarar o porquê da filosofia. Só sei que nada sei.