Tenho mania de pegar aquelas revistinhas promocionais. Bom, a palavra certa seria folhetos, porém, como contém mais de uma página, acho eu mais adequada, revistinhas. Voltemos.
Seja de hipermercado. Seja de drogaria. Como foi o caso da última que peguei. Hummmmm... ainda bem que não comprei enxague bucal no paodeacucar.com... Realmente, não cultivo o hábito de pesquisar preços. Se eu perco dinheiro nessa, problema meu, já aviso aos bedelhudos que adoram palpitar sem terem sido solicitados. Porém, tenho uma memória boa (quando quero). Nas vezes que entrei num estabelecimento procurando algo, guardo mais ou menos o preço e acabo comparando quando a situação pede e acho válido o meu conselho interior em comprar o mais barato. Protetor solar tá em conta. Fator 60 por 31,90. Pr'esse sol de estourar mamona desta terra donde JK perdeu as botas é o mínimo que se pede, caso não queira ficar metade dourado, metade branquelo (o sol bate só no braço esquerdo quando estou mais exposta aos raios ultravioleta, dirigindo). Que mais? Opa! Kit Johnson&Johnson, Romance, composto por: 1 KY Warming ultra gel + 1 venda para os olhos + 1 par de dados interativos (eles interagem entre eles e as pessoas ficam como voyer? Ou as pessoas interagem entre si? Ou, todos interagem numa grande suruba, pessoas e dados? ho ho ho ho), bão... + 1 par de fitas de cetim. Olha só, para mim, Maura, isso não é romance não. Peraí, não estou querendo pregar uma visão pudica da cousa. Não sou contra a apetrechos. Muito pelo contrário. Apenas discordo do nome dado ao produto. Romance. Para mim, é mais um "Fuck me all night long, baby!". Mais legal.
Mas, hein... Na verdade, discordo da acepção dada à palavra romance. O conceito e a imagem que logo vêm a mente de muitos, influenciados por uma idéia preconcebida (estude hífen, Maura, estude hífen!). Caixa de bombons em formato de coração... champagne... luz de velas... bichinho de pelúcia... flores... Irrrrrrrrrrrc! Primeiro, sinceramente, eu detestaria tudo isso aí. Opa! Vamos conjugar corretamente o verbo, detesto tudo isso aí. No futuro do pretérito modo indicativo, dá a entender que sou uma frustrada e nunca recebi tais mimos (irrrrrrc!). Já recebi flores... cesta... Velas acesas? Hum, acho que não! Porém, se surgissem estas, daria a singela sugestão de uma brincadeirinha com a cera quente (uiá!).
Dois presentes que mais gostei foram: 1) vinil do Faith No More; 2) um macaco (aquele trem que se usa para trocar pneu de carro). Aí, isso, pra mim, é romance. É se preocupar com o outro, ser companheiro, prestar atenção, falar besteira, rir, fincar o pé no pinico sem se preocupar se o outro achará que é com ele, pois ele compreenderá, é arrotar perto, soltar pum... Ok! Como sempre, ao longo das linhas, eu rumino a idéia.
Sacanagem (Fuck me all night long, baby!) também é romance. E dos bão! Talvez o nome dado não seja tão inapropriado assim. Errada é a idéia tão comumente difundida sobre ser romântico.
Eu sou romântica. Ao meu jeito.
Tupish!