quarta-feira, 18 de março de 2009

Champagne para dois, Sam!

Tenho mania de pegar aquelas revistinhas promocionais. Bom, a palavra certa seria folhetos, porém, como contém mais de uma página, acho eu mais adequada, revistinhas. Voltemos.
Seja de hipermercado. Seja de drogaria. Como foi o caso da última que peguei. Hummmmm... ainda bem que não comprei enxague bucal no paodeacucar.com... Realmente, não cultivo o hábito de pesquisar preços. Se eu perco dinheiro nessa, problema meu, já aviso aos bedelhudos que adoram palpitar sem terem sido solicitados. Porém, tenho uma memória boa (quando quero). Nas vezes que entrei num estabelecimento procurando algo, guardo mais ou menos o preço e acabo comparando quando a situação pede e acho válido o meu conselho interior em comprar o mais barato. Protetor solar tá em conta. Fator 60 por 31,90. Pr'esse sol de estourar mamona desta terra donde JK perdeu as botas é o mínimo que se pede, caso não queira ficar metade dourado, metade branquelo (o sol bate só no braço esquerdo quando estou mais exposta aos raios ultravioleta, dirigindo). Que mais? Opa! Kit Johnson&Johnson, Romance, composto por: 1 KY Warming ultra gel + 1 venda para os olhos + 1 par de dados interativos (eles interagem entre eles e as pessoas ficam como voyer? Ou as pessoas interagem entre si? Ou, todos interagem numa grande suruba, pessoas e dados? ho ho ho ho), bão... + 1 par de fitas de cetim. Olha só, para mim, Maura, isso não é romance não. Peraí, não estou querendo pregar uma visão pudica da cousa. Não sou contra a apetrechos. Muito pelo contrário. Apenas discordo do nome dado ao produto. Romance. Para mim, é mais um "Fuck me all night long, baby!". Mais legal.
Mas, hein... Na verdade, discordo da acepção dada à palavra romance. O conceito e a imagem que logo vêm a mente de muitos, influenciados por uma idéia preconcebida (estude hífen, Maura, estude hífen!). Caixa de bombons em formato de coração... champagne... luz de velas... bichinho de pelúcia... flores... Irrrrrrrrrrrc! Primeiro, sinceramente, eu detestaria tudo isso aí. Opa! Vamos conjugar corretamente o verbo, detesto tudo isso aí. No futuro do pretérito modo indicativo, dá a entender que sou uma frustrada e nunca recebi tais mimos (irrrrrrc!). Já recebi flores... cesta... Velas acesas? Hum, acho que não! Porém, se surgissem estas, daria a singela sugestão de uma brincadeirinha com a cera quente (uiá!).
Dois presentes que mais gostei foram: 1) vinil do Faith No More; 2) um macaco (aquele trem que se usa para trocar pneu de carro). Aí, isso, pra mim, é romance. É se preocupar com o outro, ser companheiro, prestar atenção, falar besteira, rir, fincar o pé no pinico sem se preocupar se o outro achará que é com ele, pois ele compreenderá, é arrotar perto, soltar pum... Ok! Como sempre, ao longo das linhas, eu rumino a idéia.
Sacanagem (Fuck me all night long, baby!) também é romance. E dos bão! Talvez o nome dado não seja tão inapropriado assim. Errada é a idéia tão comumente difundida sobre ser romântico.
Eu sou romântica. Ao meu jeito.
Tupish!

O que te faz feliz?

Olha só: eu faço compras de supermercado via internet mééérrrrrmo! Não pesquiso. Não pulo de mercado em mercado em busca das ofertas. E, ahhhhhh, não enfrento filas. Tudo para evitar a fadiga. Pelamordedeus! Empurrar carrinho é um sofrimento para mim. Ah, então delegue a obrigação de guiar o pequeno veículo a outro? Entenda-me, mizifim, o problema não é empurrar... o problema são os outros. Melhor, o inferno são os outros. Mais uma vez, friso: eu gosto de algumas pessoas. Não da humanidade no geral. Os humanos me irritam profundamente. Aquela muvucada. Horas perdidas entre as gôndolas. Caixa lotado. Neguinho que não empacota logo suas compras e fica me empatando para pagar logo as minhas e correr pra casa. Anote, terráqueo como eu: www.paodeacucar.com.br. E olhe, sinceramente, pelo o que eu lembre das outras sessões de tortura, os preços não diferem tanto não. Para lhe dizer a verdade, acredito em Papai Noel, mas não em ofertas que vão refletir consideravelmente no todo. Ou seja, tá barato isso? Veja lá adiante, colocaram o desconto n'outra coisa essencial. Pingar de mercado em mercado, então? Vou congestionar ainda mais o trânsito. Gastar mais combustível. Poluir mais o ambiente. (Uma mera tentativa de melhorar um pouco a minha imagem bicho-do-mato-quero-metralhar-todos: no fundo, sou uma pessoa não tão egoísta, que pensa na coletividade, quer um mundo melhor... Ééééé, para mim e para os meus descendentes, claro!).
Saindo dos parênteses.
Egoísmo. "1 Qualidade de egoísta. 2 Amor exclusivo de sua pessoa e de seus interesses. 3 Conjunto de propensões ou instintos adaptados à conservação do indivíduo. 4 Comodismo."
Só não concordo com a quarta acepção: comodismo. Posso estar enganada eu, porém capto na pessoa egoísta, energia para correr atrás do bem-estar próprio (e bem-estar é algo bem subjetivo, diga-se. "O que te faz feliz?", no meu caso, eu não encontraria no Pão de Açúcar. Seriam itens não muito aceitos ou não muito comuns. Enfim!). Bão, encaro o egoísmo como algo benéfico até. E, prest'atenção: está presente na grande maioria dos atos. Dá aquela moedinha no semáforo ao pobre coitado que lhe vem interpelar, para tão somente lhe amenizar um pouco, ao menos naquele dia, a dor de sua miserável existência? Ahhhhh, conta outra, mizifim! Ao menos que você seja ateu, na verdade todos os demais, crédulos, querem é safar o rabo da fogueira! Garantir seu cantinho aos pés do Todo Poderoso. Ou... hmmmm... peraí... recebendo um pitaco relevante da grande massa cinzenta. Bom, é verdade. Dá a moeda, pois... ok, não tinha pensado eu sob este ângulo... bom, pois fazendo bem a alguém, você se sente bem. Ressalte-se: você procura se fazer bem; se sentir bem. O que é? O que é? Egoísmo! Algum desses meus companheiros de buteco já tinha filosofado sobre isso: agindo por interesse próprio, acaba atingindo o bem-comum. Acrescento: tal prática é para poucos. Alguns são burros demais para escolher como empanturrar o pandu e morgar com uma taça de vinho na mão. Elegem aquele que lhe promete regularização do lote ilegal; ou manutenção - ou criação - de alguma vantagem; enfim, interesses parasitários. A cidade se afunda mais ainda na violência, no desemprego, na falta de educação e a solução encontrada é colocar cerca elétrica na sua redoma.
Algumas qualidades tachadas de ruins, são boas no fundo. Só é preciso inteligência para pô-las para fora, sem prejudicar o outro terráqueo.
Trezentos e pouco reais na compra. Mês passado, no tete-à-tete com o supermercado, foram mais de quatrocentas pilas!
A verdade está lá fora.

terça-feira, 17 de março de 2009

Lençol branco

Era tarde do dia 25/12/1992. Rolava um torneio de futebol. Samba, suor, cerveja e feliz natal. Acontece com muitos se enfiarem num programa de índio para escaparem de casa e de si mesmo. Eu havia me enfiado nisso. E mal sabia, no começo, que me enfiaria em outra coisa também. Nada que me interessasse (não consegui me livrar de mim), liguei para ele. "- Ehhhh, oi... tô aqui no Torneio Arimatéia, tá a fim de vir pra cá não? - Ah, não! Tô cansado da festa de ontem... vem aqui em casa!". Fui. Entrei. Só ele em casa. Pães-de-queijo assados. Um trago na bebida que sobrou da véspera. Troca de salivas. Quarto. Meio no impulso. Meio sem saber se era hora ou não. Ou, principalmente, se eu estava a fim ou não. Fui deixando me levar. Blusa arrancada e todas as outras peças no chão. Uma dor que em nada combinava com aquelas caras retratadas em revistinhas proibidas. Sentia-me sendo rasgada por dentro. Cadê as estrelas para que eu possa tocá-las? Só se forem aquelas dos desenhos animados, quando uma bigorna cai na cabeça do pobre-coitado!. Fim do serviço. Ainda tentando digerir o que aconteceu... "Caramba, juro que vim sem pensar nisso! Nem me passou pela cabeça!"... escutei a glória ser cantada: "- Tirei o seu cabaço!". E assim, inicio a minha vida sexual: cabaço tirado e mostrado a todos como troféu. Não digo que voltaria atrás e escolheria melhor. Nem sempre, esbarra-se em figuras legais. Como diria um fílósofo de butequim: o que seria do branco se não fosse o negro? As experiências ruins também me fizeram. Fazem parte de mim, do que penso, do que sou, de como reajo a tudo e a todos. Reaja, Maura, reaja. Graças a Shiva e a algumas revistas manuais de trepa para mulher - leia-se Nova e afins - consegui contornar o cabaço estilhaçado.



Ok, minto ao dizer que não voltaria no tempo. Voltaria sim... talvez para enfiar-lhe-ia quatro dedos... assim, como um exame de próstata mais hardcore... e dizer-lhe-ia: "Também tirei o seu!".

Quebra meu galho que eu quebro o seu

Vamos ter um papo meio auto-ajuda? Ok, já comentei não gostar desse papo de auto-ajuda. Que isso mais me cheira um manual de maturbação (olhe, olhe... auuuuuuuto.... ajuuuuuda... pegou?). Hummmm... e no fundo, pode ser assim considerado. Afinal de contas, masturbar-se é ajudar-se também. Assim, ensinar as pessoas a se masturbarem é fazê-las com que obtenham prazer assim que desejar. Que poder é esse! Eu posso, eu mesma, dar-me prazer assim que quiser... quando quiser... onde eu quiser! O poder está em minhas mãos! Literalmente. Aqui, agradeço de coração às revistas Nova da vida, dispostas em salões, para a mulherada folhear enquanto espera a perua ter tido todas as suas unhas pintadas com aquela cor horrorosa. Eu era triste. Sem vida. Sem brilho. Até que descobri como tocar o bonde!
Nem tudo é 100% ruim. Espremendo, pode-se tirar alguma vantagem dessas revistas femininas.
Confesso gostar mais das masculinas.
Meu papo: quando me pego invadida por algum sentimento irracional, ponho a cachola pra funcionar. Dar tapas na cara do racional para que ele nocauteie o passional. Pow! Soc! Tum! Procuro me controlar. Até mesmo porque, racionalmente agindo, evita-se algum sofrimento. Uma boa tática é ver naquela ação que me incomoda, algo de mim também. Ou seja, enxergar os outros a partir de mim. Vou eu chamar a atenção porque passou uma pusta gostosa e não teve como não olhar para a sua bunda? Caramba, eu também olhei! E, sim, a feladaputa é boa mesmo. Outra, se não passa um raparigo bonito, não admiro também?
Amigas de foda. Confesso que senti uma pontadinha cá dentro. Normal. Ruminei e vi o meu rabo: estou sentada confortavelmente sobre ele. Se há amigas, há amigos também, para que a foda se complete. Afinal de contas, não dá para assoviar e chupar cana ao mesmo tempo. Ou seja, na auto-ajuda há lá o seu défict: não dá para tocar tudo ao mesmo tempo.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Fogo na lenha. Ou lenha no fogo.


Que mané Jason ou Freddy Kruegger o quê! (capte as pistas e descubra a minha idade). O que realmente me mete frio espinha acima são: balança de drogaria e caixa eletrônico de banco. Brrrr... Resolvi enfrentá-los: na primeira, constatei ter engordado 3 quilos. Não me venham com pães-de-queijo. Eu os renego, em nome de Jesus! No segundo... bom, ainda bem que não mais gastarei com pães-de-queijo.

Estava eu na fila. Sendo forçada a me infiltrar no meio da humanidade, inevitável eu não prestar atenção às vozes que me cercam. A mãe que diz para a filha que ela tem uma beleza especial (não poderia ela ressaltar outras qualidades na menina ao invés de inventar esse eufemismo sem-vergonha pro "você não é bonita, minha filha!"?). A moça que diz à amiga, com uma voz triunfante, ter dado um arrocho no caboclo. Ou seja, o infeliz não correspondeu à senhorita como ela desejava (ou imaginava), pois ele agiu como ele agiria mesmo; e ela queria mais... Algo como estilo Nova de ser. Tsc... tsc... tsc... Tome mané de calcinha! Coisa chata é cobrar ação do outro de acordo com o seu script! Meu egoísmo é sadio em relação a isso. Faço porque gosto de ver quem me acompanha bem. Sentindo-se bem. E eu tiro satisfação nisso: vejo que eu posso deixar chuchu-beleza a outra pessoa. Nâo espero que ela faça do mesmo grau, gênero e número. Aliás, nem quero. Porque, 1: se faço, é porque eu me sinto correspondida de certa forma. Não é algo unilateral na tentativa desesperada de chamar a atenção; 2: gosto de pessoas criativas; se ela começa a fazer do mesmo jeito que moá, então... uai, não quero namorar comigo! Mas, é isso: no fundo, se for olhar bem, tanto a moça que encurralou o pobre rapaz quanto "mim", temos o mesmo desejo: satisfazer-nos. Porém, o egoísmo dela é doentio - tanto para ela quanto ao moço imprensado; já o meu, sadio - só benefícios.

Donde estava? Uh, tá! Lá na fila do Banco do Brasil para se tirar um extrato e, oxalá, tirar um trocado, escutei um senhor palpitando via celular: "Olha, se não tem dinheiro para as taxas, isso é sinal de que não é hora de comprar o carro. Por que carro tem taxas, multas, ipva...!". Fiquei a imaginar o receptor de tal mensagem. O rabo pegando fogo para ir à loja, munido de CPF, RG, comprovante de renda e comprovante de residência, saindo motorizado. Liberdade aos meus cabelos, a todo vapoooorrrr! E vem alguém insensível jogar-lhe uma baldada de água fria. Isso não se faz! Deveria, ao meu ver, constar lá na tábua de Moisés como 12º mandamento: "Não jogarás água fria no rabo do próximo!". Não dou tal tipo de conselho. Primeiro, porque detesto que me dêem algo assim (por isso, anote Daniel San: guarde seus desejos para si. A não ser que precise de um auxílio externo, como amarrar na cama... coçar as costas... enfim!). Segundo, cada um sabe de si, não? Se, por acaso, sentisse eu que não seria hora apropriada, apenas perguntaria: "Já avaliou todas as incógnitas?". Resposta afirmativa, mesmo que vaciladamente dada? Então, vá e não falhe, pois se falhar...
Se o panorama atual não favorece, porém há uma luzinha no final do túnel, encare as prestações do carango! Algum jeito se dá ao final. Ou quita o carro, ou o devolve... mas isso tá no futuro e o futuro, a Thor pertence. Pelo menos, no presente, o sujeito ou sujeita teve o gostinho de ter dado umas voltinhas no possante.
Isso não só se aplica à compra de automóvel.
Morte às formigas!
Viva as cigarras!
E encare o extrato bancário como um desafio! Uhuuuu!

Aummmmm...


Não tenho paciência para academias. Uhuuu! Yeah! Posso ter sido meio radical no assunto (e um pouco hipócrita também, devo confessar) quando o instrutor pôs-me em um aparelho "para malhar o bumbum". Que audácia! E quem foi que disse que eu queria malhar o bumbum? Quem disse que quero aumentar a bunda por meio de exercícios pesados nadegais? Hein? Pééééin! Errou na abordagem, mizifim. Posso - como escrevi acima, até assumir tal desejo - querer, sob um lençol com buraquinho, uma bunda mais durinha, mais firme e, bom, um tiquim maior. Mas isso é meu, algo somente dentro da minha cachola. Se alguém vem e fala: pronto! Empelotou o angu! Não gosto de me sentir apenas mais um tijolo no muro e, por isso, enquadrar-me nessa corrida maluca por um corpo mais esbelto e mais atraente, assim, de forma tão explícita, tira-me o tesão pra cousa. Minha massa cinzenta sempre foi a parte mais valorizada por mim. Só que ela, após muitas matutações cheguei a isso, também precisa de diversão... prazer... por isso, a idéia de atividade física não somente pró-saúde, mas modeladora também, não desgrudou da minha cabeça. Tudo para satisfazer o cérebro, frise-se.


Ok... uma bunda mais rija não faria mal a ninguém. Muito menos a mim.


Não só tal episódio me fez desgostar de academias e afins. Como disse há mais de um ano atrás, resolvi sair do armário e não mais me maquiar. Então, minha porção anti-gente tem assumido o controle. De algumas pessoas, gosto. Apesar deste meu jeito bicho-do-mato de ser deixar uma impressão contrária nelas. Hey, eu gosto de vocês, viu? Gosto de conversar... sinto falta... até treino uma saída... mas na hora H, bate-me um desânimo de colocar o pé para fora de casa. Uma preguiça. Uma vontade de me jogar na cama adequadamente trajada - camiseta regata velha e samba-canção de cetim (pô, é confortável!) - ligar minha vitrolinha... pegar um gibi... ou livro... tomar uma cervejinha (não mais, pois engorda! Hmmm, vodca?). Ah, meu reino!


Voltando!


Muita gente, Daniel San! Eu sempre tenho a impressão que estão me reparando demais. Que estão a me julgar. Que vou dar alguma lerdada pública. Por enquanto, não academia.


Pensei em algo mais calmo. Mais vazio, vamos assim dizer. Que também exercite as nádegas e a mente. Yoga. Elasticidade. Isso pode ser interessante na hora de proporcionar ao cérebro o prazer necessário! Assim, havia eu decidido pela (ou pelo?) yoga (y-ó-ga ou y-ô-ga?). Só me bastava ir até a um centro, fazer matrícula e ir. Decidido até hoje. A fila para pagar o almoço num restaurante vegetariano fez-me rever minha decisão. A música indiana ao fundo... a lerdeza do cara a minha frente em pagar a sua conta... e a lerdeza do caixa em mexer nas maquininhas de calcular e de débito... a sua cara de hiponga figurante no Exterminador do Futuro (ou seja, de onde saiu aquela figura deslocada, Shiva?)... fez-me querer bancar a Sara O'Connor, empurrar o mané da frente, agarrar o woodstockiano pela gola da camiseta surrada e pagar logo a porra da conta, deixando-me sair logo dali!


Como endurecerei la buzanfa?






quarta-feira, 11 de março de 2009

Potaquepareu!

Cacei mesmo um atestado médico. Sou humana (sem-vergonha, mas humana) e só vivo uma vez. Isso aqui não é rascunho não, mermão! Quem me disser que tal pensamento é digno da crise dos 30, vai tomar no cu, vai! Tenho pavor disso. Dessa mania de enquadrar tudo e todos em alguma fórmula predeterminada (é sério, preciso estudar as novas regras do hífen). Fazer isso, porque é assim que está previsto. Ou, está fazendo isso porque está passando por outro isso. Luto pela minha individualidade, mesmo que no fim das contas não seja tão individual assim.

Voltando. Não tô a fim, não faço. Se obrigada sou, dou um jeito de passar uma manteiguinha para deslizar melhor. Peguei três dias de licença. Ficar em casa não significa ficar quieta, porém gosto mais da agitação doméstica. Dar bronca em filho, escutar a empregada reclamando da droga do gato que resolveu mijar em cima do puff, primogênito pedindo grana, caçula gritando, contas... Ah, maravilhas do mundo adulto! Se for crise de fato (talvez exista mesmo), que mal há em passar por crise? Elas são necessárias para se manter um tiquim de sanidade dentro de mim. Melhor, tiltar é o melhor remédio para enfrentar um dia-a-dia de cão, fazendo um monte de coisas as quais não gosta, porém necessárias são. Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

72 horas. Posso dormir até onde conseguir. Levo os filhos para a escola... volto tão logo... pulo para a minha caminha... durmo... morgo... Ah, prazer, corroa a minha carne assim, lentamente!

Último dia, hoje. E neste dia, nem preciso acordar cedo para levar a molecada à aula. Paralisação dos professores. Isso! Sempre apoiei a classe trabalhadora. É preciso mesmo reinvidicar pelos seus direitos! À lutcha! E eu, à cama. Sem intervalo de 30 minutos por conta da saída matutina. Fecharei o tempinho afastada com chave de ouro.

Pá! Pá! Pá!.... Pá! Pá! Pá!... Pá! Pá! Pá!... Que raio seria isso? Puta merda! Vizinho reformando apartamento. E o barulho parece estar dentro da minha cabeça. Pá! Pá! Pá!... Pá! Pá! Pá! Cubro, em vão, minha cabeça com o travesseiro. Pá! Pá! Pá!... Pá! Pá! Pá! Levanto-me, puta da vida, amaldiçoando tudo e todos. Ah, como queria eu ter um tiquim assim de poder, ó, e fazer com que seja lá o que for que esteja fazendo Pá! Pá! Pá!... Pá! Pá! Pá! acerte um cano hidráulico. HAHAHAHAHAHAHA... como seria bom! Ieda, a senhora que acá me ajuda com os afazeres domésticos, diz que o pobre coitado que está fazendo Pá! Pá! Pá!... Pá! Pá! Pá! não tem culpa nenhuma. É o ganha-pão dele (estude hífen, Maura, estude hífen). E se um cano estourasse - Ieda tem medo dos meus poderes paranormais - significaria mais dias com o Pá! Pá! Pá!... Pá! Pá! Pá! a fim de consertar o estrago encomendado com farofa e cachaça (tim-tim, meu santo!). Ponto para a Ieda. Tem toda a razão. Então, planejo acordar às 6h00 de sábado, e ficar batendo na parede... Bom, minha vingança ficará, com uma boa dose de certeza, dentro do campo da imaginação. Para, finalmente, dormir até onde eu deseje, não poderei acordar tão cedo no sétimo dia legalmente dado àqueles que se regem pela 8.112/90 para curtir coceira no dedão.
Droga! Algum dissabor esse feladaputa deveria sentir. Desde sempre, fico indignada com o resto dos terrestres por não agir de modo racional e mais humano. Se precisasse eu realizar uma reforma, começaria lá pelas 10 da manhã. Horário razoável. Não pensaria tão somente no meu rabo como muitos fazem em outras tantas situações.
E se eu acordasse, batesse durante uns 10 a 15 minutos somente? Porra, minha alma necessita de vingança!
Cocô de gato na maçaneta?

segunda-feira, 9 de março de 2009

'Xô lembrar! Faz pouco que consegui abrir os olhos e deixá-los abertos... o cérebro ainda reclama um pouco de sono (mas o corpo não)... e mesmo sonolento, ainda se esquenta com vários pensamentos...

"Não procuro respostas, mas sim, mais perguntas!" - desse modo, apresentei-me na primeira aula do curso de filosofia. Não para fazer diferente frente aos colegas, que ora buscavam respostas, ora buscavam uma melhor maneira de digerir a vida, ora buscavam algo ligado à religião. O escambau com religião! Não quis me destacar, embora, assumo, eu goste disso. Que mal há? Por que somos, desde logo, a achar feio destacar suas qualidades? Bom, não gosto de receitas de "como se viver bem". Religião, ao meu paladar, tem gosto disso: um manual... um cabresto... para que não se voe ou faça indagações maiores. Todas as soluções estão ali, no versículo tal... no livro de não sei de quem. E há um doce para quem seguir tudinho!

Ontem, consegui encontrar a pontinha da linha, estava eu a assistir algo na televisão. Entre uma pescada e outra - festa de criança detona a gente - consegui captar algo sobre o presente e o futuro. Ahhhh, o programa era sobre Nostradamus. Parece-me - não são informações confirmadas pela fonte - que o mundo acabará em 2012. Puta merda! Justo quando meu caçula começará a ficar mais independente? O jeito é mandas às favas a imagem e despirocar enquanto é tempo. Sexo, drogas e rock'n'roll, aí vou eu! Bão, mas enfim. Havia um estudioso da matéria em questão que procurou acalmar os ânimos. A obra nostradâmica (?) não seria nada além de conselhos, vamos assim dizer. Teríamos uma noção do que estaria por vir, se continuássemos a agir como vimos agindo. Se mudássemos de rumo desde já, pimba! Salvaríamos a nossa carcaça!

Assunto meio batido, porém ocupou algum tempo dentro da minha cachola. Aqui e agora, há um futuro logo ali. Se eu mudar um pouquinho que seja, não ir à padaria, mas sim ao supermercado, posso modificá-lo substancialmente. Há muito, rumino sobre isso. Se eu não tivesse colado minha bunda no meio-fio, naquele novembro de 1994, não seria mãe do Guilherme. Uma ato tão boboca e tanto marcou minha existência.

Por isso não hei de procurar respostas porra nenhuma. Elas de nada valem!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Yakissoba

Ontem, queria eu escrever acá no auge do meu pileque. Dei-me ao luxo de entornar algumas e outras mais em plena quarta-feira. Prazer não é algo que venha de graça, na grande maioria das vezes. E hoje, quinta, estou com gosto de cabo de guarda-chuva na boca.
Não é sobre ressaca, este texto. É sobre as idéias que pipocam quando estou alterada. Isso, sinto eu, é um perigo. Eu rumino diferentemente as imagens, os cheiros, os gostos, os sons, os toques... gosto de como toda a informação é processada e como sou invadida por um turbilhão de sensações desordenadas. Ok, não é segredo para ninguém que me conhece, ser eu apreciadora da desordem, da bagunça, do caos. Estimula-me. Detesto a pasmaceira, o calmo, o tranqüilo. É necessário tacar fogo na massa cinzenta. Vivo a me futucar e a querer me futucar mais fortemente ainda. Eis o perigo. Doctor Jekyll se contenta com a bebida, apesar do the day after. Mister Hyde quer além, dançando break on through to the other side...
Nunca senti fome após o cigarro que passarinho não fuma. Aliás, não gosto do efeito anestésico dele. Hyde não dançaria Bob Marley. Porém, após uns goles e outros tantos, meu corpo parece querer auto-devorar (preciso estudar as novas regras gramaticais... se antes eu não sabia muito bem de qual era a do hífen, agora fudeu!). Pedi um box de yakissoba com vegetais (firme e forte no vegetarianismo) e de brinde, veio um biscoitinho da sorte.
"Seu coração é puro, sua mente clara e sua alma piedosa."
Eu, cara-corada? Pureza... clareza... piedade?
E logo no verso, há seis números. Sei não... eles têm cara de números bons... aqueles que ganham... um seqüência bem simpática e tentadora. Uma fezinha, fazer-lá-ei (acho mesóclise simpática... gosto de usá-las... algo no meio sempre me soa bem... mas entrei em dúvida: fi-la certamente?). Como todo jogador, imagino o que faria com a grana. Primeiramente, não avisaria a ninguém. Nessas horas, aparecem parentes nunca dantes vistos... amigos de infância... videntes... Ficaria no mocó. Nada de carrão. Talvez, bom, talvez um jipe. E minha motocona estilo I hate Polecats (estilo Ben do FullThrottle - se ainda não ligou o nome à cousa, é um jogo de computador). Talvez uma pusta televisão de plasma, mais um sistema de som e um videogame fodaço. Ninguém suspeitaria...
Pura, clara e piedosa... Não combina com milionária. Rendo-me ao capitalismo selvagem (vai, bate! bate! bate!): prefiro esta última sorte. Vô lá marcar minha cartelinha!
Para o alto e além!

terça-feira, 3 de março de 2009

Até hoje, 3/3/2009

Ainda boio sobre a pasmaceira. Um desânimo danado. Uma vontade de não estar aqui. Não, não... não é mais um papo qualquer-dia-eu-crio-coragem-e-me-auto-extermino! Não estou a fim de estar onde estou agora: trabalho. Viro a cabeça. Meus olhos vão de encontro à janela. Flutuo lá fora. Embora, este sol claro de rachar coquinho faça com que eu queira ficar quieta sob a proteção do ar-condicionado. Amém! Bom, mas queria eu logo encontrar a minha praia pra mó d'eu fincar meu guarda-sol. Metaforicamente falando. Que eu preciso fazer algo chato na minha vida, já captei a mensagem. Gostei não, mas engulo. Porém, não deve ser só isso. Aí, eu me revolto. Não quero só casa, trabalho, casa, trabalho... Tem os finais de semana? Não cabem aí casa, trabalho? Bão, sábado, domingo e feriados, casa. Podendo sofrer alguma alteração por vezes: passeio com filhos. Almoço com família. Tô quase voltando ao papo qualquer-dia-eu-crio-coragem-e-me-auto-extermino.
Ontem, também já instalada no meu cubículo laboral, pensei: bem poderia eu soltar um berro daqueles aqui e agora. Por que não faço? Por quê? Não há razão forte o suficiente para justificar a minha falta de liberdade. Existem consequencias. Entretanto, não é impossível de serem enfrentadas. Alguém sairá do gabinete, perguntando o que foi; eu olho para a cara de todos, rindo; concluem estar eu à beira de um ataque de nervos; recomendam que eu vá a um médico; posso pegar uma licença; dou um pontapé inicial aos meus estudos sobre fotografia; vou a um clube de streap tease (tenho vontade de ver qualé desse tipo de boi-te... aliás, a minha vontade mesmo seria ir a um cinema pornô. Sabe daqueles que há sexo explícito? Então. Talvez a Dom Quixote aqui não tenha armadura e lança boas o suficiente para isso)... Well, meu berro traria benefícios até. Sinto-me inerte sem causa palpável. Tenho capacidade e sou impotente.
Casa... trabalho... casa... trabalho... parentes... domingão do faustão... muerte!
Vou gritar! Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
Yes! Yes! Oh, yeeessssssssssss!
Procurando o que mesmo? Estava eu a fuçar na última gaveta do guarda-roupa, para onde eu geralmente jogo cartinhas non gratas (leia-se cobranças... contas... e afins). Não. Não foi na gaveta. Foi num caderno usado no primeiro semestre de 2008. Estava procurando alguma folha em branco para escrever um bilhete-potoca para o meu filho. Não para ele, mas fazendo um favor a ele. Fui justificar uma falta dele na aula de inglês. Como não minto sobre ziquizira alguma pois é batata, sempre alguém - geralmente quem eu tenha que cuidar: eu ou os meninos - acaba com febre, caganeira, enjôo... aproveitei o esquindô-esquindô passado e apliquei uma viagenzinha com o retorno no domingo passado. Assim sendo, não foi possível meu filho comparecer à aula quinta-pós-quarta-feira-de-cinzas. Bom, mas achei um rabisco meu. Por increça que parível nos tempos de hoje, manuscrito mesmo. Agora, não mais.
"Oh, Christ! Estou eu acá... sentada... aplanando o resto da bunda, melhor, de curva 'bundal' que me resta... Não sou uma mulher tipicamente brasileira, porém isso não vem ao caso: minha anatomia. Legítima defesa. Aula interessante, embora o fato de estar rabiscando estas palavras não demonstrem. Como este pessoal fala abobrinha. Não, abobrinha não. Abobrinhas, falo eu. Água? Insípida, inodora e incolor? Mas é essencial à vida... Só sei que nada sei! Sócrates. Plano para matar (?) algum desafeto: provoco briga. A pessoa parte para em cima de moá. Ele, legítima defesa. Mas eu o provoco de tal modo que a raiva nele é incontrolável. Eu já parei e a pessoa continua. Então, eu repilo (existe tal conjugação do verbo repelir na 1ª pessoa do singular no presente do indicativo?) tão agressivamente o quanto. Ou mais. Mim, legítima defesa. Estudar direito: arma em minhas mãos! Será? O poder corrompe a alma. Alma corrompida, alma não boa. Alma não boa, alma não feliz. Sócrates. Preciso trocar dois dedos de prosa com Sócrates.
Oh, Shiva! O povo não pára de perguntar... o tempo passa... estou à espera da chamata... ET go home!
Descobri: o problema de Direito são os alunos."
Acho interessante me ler. Ainda mais no passado. Descubro-me mais. Como aqueles diários que mãe deixa para o filho ler e saber mais quem foi ela. Eu escrevo para mim. Minha terapia. E, bom, ainda continuo meio sem saber quem eu sou.
Ah, Sócrates me convenceu!

Desde 26/2

Ô pasmaceira da porra! Não estou a fim de escrever sobre temas profundos ou por demais filosóficos. À minha maneira, claro. Tampouco, estoy a fim de escrever baboseira. À maneira de muitos, claro. Procuro inspiração. Recorramos a um velho clichê inspirador, preenchedor de lacunas - no bom e no mal sentido: sexo. Costuma dar uma chacoalhada.
Sinceramente, no tete-à-tete seria mais inspirador. Pele eriçada. Vontade de pular em cima. À distância, só e através das letras - usando as duas mãos somente sobre o teclado - não enche pança. É frustante. Não dá para dar ouvidos - e outras coisas também - ao desejo que brota como consequencia natural do assunto em pauta, imediatamente. Sou um pouco imediata: cozinhar a fogo brando dói-me as vísceras.
Vendas e amarras, depois. Tenho com quem discutir isso.
Partamos para outros mares. Deixo aflorar a mulher-salão-de-cabeleireiro que existe em todos nós e parto pr'algum site de fofocas. Razão que não larga do meu pé! Mulher Melancia encontra Mulher Abóbora... putamerda! Sinto-me mal. Meu cérebro reclama. Não dá para utilizar as informações contidas para upgradear meu Manual do Batman. Fodam-se as celebridades! Aliás, fodam-se não. Eis o castigo por tamanha futilidade e por achar que tais futilidades são interessantes. Indiferença a elas!
Oh, Wikipedia!
Ok, as informações lá contidas não são 100% confiáveis. Porém, um aspecto wikipediano faz tornar a cousa interessante: teoricamente, não há governo lá dentro. O poder é gerido por aqueles que lá postam. E as próprias pessoas controlam as informações. Como escrevi eu, teoricamente. Sou uma mineira falsificada e como tal, desconfio de tudo.
Abro a página inicial do referido site. O texto sobre o Rio de Janeiro não me interessa muito. Sou mais São Paulo, onde o sol não toca o asfalto. Um dia, hei de morar lá e esquecer que moro num raio de país tropical. Abençoado por Deus. Aliás, disso aí eu não duvido! Com certeza, fora abençoado, ao meu ver. Se o contrário tivesse acontecido com a mão de Satã, isso aqui ofereceria prazeres maiores. Mas não... pago os meus pecados morando aqui. E o pior, nesta terra onde JK perdeu as botas: DF. Na próxima encarnação tô limpa feito... feito... Um exemplo de algo indubitavelmente limpo? Mente de recém-nascido? Não, alguma coisa há de estar gravada nos recentes sulcos cerebrais. Uma camiseta lavada com Omo Multiação? Enfim.