
Estou no barato de não jogar meus resumos fora. Eis um último rabisco. Não o último daqui e pronto, acabô blog. Não, não. O mais recente, vamos colocar assim. Taí, tô mesmo numa fase meio shinyashiky mesmo. Filosofia de buteco sem-vergonha. Com ovos coloridos pra mó da gente beliscar, no bom sentido!
Tá aqui:
Depois, veremos se consigo continuá-lo.
Então. Tô enrolando descaradamente mermo. A noite mal dormida (somente umas 5 horas de soninho). A terça com cara de segunda (reclamando e cantando e seguindo a canção). Uma preguiça da vida. Dá um desconto! Tentei angariar alguns partícipes ao meu crime, não obtive êxito. Prevendo tais ações, o messenger verdadeiro é bloqueado e o genérico, usado por aqueles que não engolem a regra, é um teste à paciência. Ora trava. Ora desconecta. Ora-ora. A gente pula pro Google Talk. Mesma coisa.
Recuso-me. Soy re-bééél-di!
Acessei o orkut (também através de meios burlescos). Xeretei uma comunidade (algo como "escrever é minha terapia"). Lá, há um tópico no fórum para que pessoas comentem textos enviados pelos participantes. Por que poesia? E por que poesia xumbrega? Ou chumbrega? Nadica de prosa. Prosa não é legal? Eu acho... Aliás, uma outra revelação aqui.
Comecei, há meses, quando abri o blog (no bom sentido) dizendo que chutaria o balde. Saíria do armário. Diria o que sinto, sem dó nem piedade. Acabei confessando que não gostava de Björk. Sim, eu não agüento uma musiquinha só. Tentei, para me sentir incluída no grupo. Não rola. Também não gosto de sushis, sashimis e outros is. Não desce. É chique? Pode ser. Não dá. Minha única experiência com rango japonês fez-me afundar na certeza da minha sexualidade: o cheiro do peixe cru mostrou-me ser incapaz de encostar minha boca em outros grandes lábios. Que mais que não gosto? Que mais? Praia. Não gosto. Só se estiver nublado e sem gente. Tem outras coisas, porém o que quero destacar para enlaçar o ponto dado lá no começo é: não gosto de poesia. Sim, meus senhores e minhas senhoras, não gosto de poesia. Como nada é absoluto, vamos corrigir e dizer que grande parte da poesia não me enche a alma. Não toca a medula.
Quando se adentra na esfera sentimental, é quase 100% de ser kitsh. Brega. Cheio de floreios. Uma tentativa frustrada de se enfeitar ainda mais o pavão.
Tão mais verdadeiro e bonito dizer que o amor é uma flor roxa que nasce no coração do trouxa! Ou, a vida é bela, vamos olhar pela janela.
Então. Sou partidária dos não fru-frus. Direto. Um soco no queixo. Pow! Soc! Sem floreios. Sem pieguice. Sem enfeitar o pavão.
Ah, mas isso não é tão radical não! Às vezes, uns rococós fazem bem à alma.
Poesia... tá, tá... só não gosto dos muitos açucarados.
Açúcar engorda!

