quinta-feira, 25 de setembro de 2008

À Lua Nova

Esta pintura me futuca cá dentro. Talvez por eu ser mãe. Vejo eu e meu Ian. Dormimos ainda juntinhos. O seu cheirinho vale a pena correr o risco de acordar molhada. Na verdade, não é o filho que se acostuma mal dormindo com a mãe; mas a mãe que se acostuma mal dormindo com o filho. Contorço-me para abraçar um e pegar na mão de outro, já que este não cabe mais na cama junto a mim e ao seu irmão. E dormirmos todos felizes.

Isso tá para acabar. Com a mudança iminente. Cada um no seu quadrado. Ai! Como hei de dormir?
Bom. Mas, querida Lua Nova, por que sumiu? Ou será querido? Apesar do e-mail colocado junto ao comentário postado acá, com um nome feminino, acredito que não seja do sexo que indica ser. Minha intuição diz. Se bem que muitas vezes, ela me prega peça.
"ah...moça inteligente e modesta.No mundo azul falso e colorido do orkut,vc faz a diferença,lúcida e humana entre pobres terráqueos q se "acham" f~e~l~i~z~e~s...maravilhosos...brilhantes...ai...ai...Salve vc!!!adoro td q escreve!Pode me chamar de....luanova"
Meu ego, muito sensível, logo se inflou perante ao elogio. Minha mente, tão sensível o quanto, logo se excitou perante uma desconhecida (?) que fez inflar seu subalterno. E tratou logo de escrever, para o tal endereço de e-mail, puxando assunto. Travando um contato maior. Fonte à vista de boas matutações.
Não houve resposta. A massa cinzenta não se quietou e ficou a confabular mais ainda. E outras questões foram alcançadas pelos tentáculos: quantos acá não param, passam a me conhecer (pois quem aqui está, de fato, c'est moi) e eu nem imagino quem é!? Estou nua perante uma platéia! Tacam-me ovos? Flores? Aplaudem? Ou vaiam? Toda manifestação é válida. Como já disse, não tenho medo de me expor, não tenho o quê temer, não acredito que isso se tornará uma arma contra mim mesma. Sou eu e eu já sei qual é a tática de guerrilha da Maura. Só não vale criticar a bunda pequena. Isso me afeta! Faltam-me carnes.
Ou, quantos já passaram por mim e aqui vêm para me espiar?
Ou, eu já estou me achando demais?
É o meu ego. Não reparem. Voltemos a você, Lua Nova.
Estou tal qual Sherlock Homes. Pela ausência de resposta, acredito que se encaixe na segunda hipótese acima explanada. A vida já nos apresentou e tratou de nos separar. Deve ser uma pessoa que participou direto em alguns trechos, por isso não mais se pronunciou, a identificação seria rápida, sem necessidade de recolher impressões digitais. Acertei ou preciso eu ler mais Hercule Poirot? (na verdade, prefiro Agatha Christie a Sir Arthur Conan Doyle. Uma das poucas mulheres que admiro).
Levante a mão aí quem me destesta? E quem me ama? "Fedo nem cheiro"?

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