segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Hey, how... let's go!

De início, não estava mui a fim de ir não. Fim de tarde dominical, cara amassada por conta da dormidinha pós rango (um desperdício não curtir aquela preguicinha que se origina no centro da barriga e se irradia pelo resto do corpo.É um sacrilégio não gozar com aquilo que a natureza oferece de graça, sem precisar de investidas maiores) e uma irmã doida pra ir a um showzinho de rock.
Ok! Mantendo minha fama de irmã superlegal (sou de fato), às 17h30 saio de casa levando comigo uma mocinha felizarda em ter alguém que lhe dê guarita numa hora dessa. Eu, nessa idade, sem irmãos mais velhos para pegar carona, penava. Minha mãe sempre me manteve sob suas vistas. Sair à noite? Necas. Show de rock? Necastrofe! Lembro-me, com pesar no coração, de uma vinda do Faith No More à Brasília. Mike Patton, assim, pertinho de moá? O que escutei foi uma resposta negativamente zombeteira: " - Faith? No more!".
Se adiantou tanta proteção? Hummmmm, não sei. Talvez o lado bom foi a minha atual aparência. Não parento ter a idade que tenho. Noites bem dormidas. Nada de álcool precocemente. Como eu sempre digo, toda coisa ruim tem o seu lado bom. O mesmo vale para o inverso da questão, no bom há ruim tomém. Considero-me um pouco jeca para determinadas coisas, mas tenho a cútis preservada!
Fomos. Há certas pessoas que, para não se sentirem velhas ou porque já não há assuntos em comum com seus contemporâneos que já estão no quinto aniversário de casório, falam em investimentos, vida do casal, viagens com a família, enfim, já vestiram a fantasia de ser adulto, acabam firmando contato com pessoas mais novas. Grande parte das pessoas que conheço são alguns anos mais novas que Dona Maura. Alguns, podemos resumir o lapso temporal em uma década. Só que não, não me fazem sentir mais nova. Ali, no bar, não me controlando e pulando feito pulga, por vezes batia uma angústia: "- Maura, controle-se! O povo a verá assim, meio descontrolada ao som dos riffs, e a avaliará do mesmo modo como já avaliou outros pobres mortais como você!". Eu não sei pr'onde correr. No meio da tchurma, sinto-me mais velha como sou de fato. No meio da turma, sinto-me infantil como sou de fato. Donde finco meu guarda-sol?
Gritei pela liberdade à ilha de Fidel Castro, ou seja, uma Cuba Libre!, por favor. Mandei-me tomar no cu (certas horas, a gente merece), assim como todas as pessoas que, porventura, pudessem estar me olhando com os olhos que já tive (nada melhor que um dia-atrás-do-outro... rever os conceitos... pena que só acontece sob momentos egoístas, quando lhe convém... mas, bom, mesmo assim está valendo).
Cuba libre... Rum e coca-cola. Cuba seria o rum, acredito. Coca-cola... Bom, coca-cola é símbolo dos Esteites (EUA). Hummmm... norte-americano sempre teve esse lance de freedom... Mensagem oculta aí?

Nenhum comentário: