Olha só, vou admitir de peito aberto: sou masoquista mesmo. Era pra ter desconfiado disso por conta das idas ao tatuador. A maquininha... o barulhinho... a dorzinha batendo na porta... Sou, sou sim. Um sentido filosófico à cousa, para ficar menos estranho à degustação? Hummmm, a dor me acorda? Como já escrevi, é uma ação para que haja reação? Dor, prato de jiló para depois vir a sobremesa.
Bom, eu adoro jiló.
Ou, giló?
Estou entrando em dúvida nas coisas mais elementares da vida. Esta ou aquela poltrona no cinema? Rá! Ainda entra o fator: o que pensará sobre mim? Se for muito no fundo, "Aháááá! Más intenções, hein?". Se for na frente, "Hummmm, quer distância total!". Gostaria de ser mais decidida, vamos assim dizer. Tô a fim do oito não. Quero o oitenta!
Uma pusta preguiça de devorar livros e apostilas. Devorar demanda fome. Fome de tais matérias não anda fazendo roncar minha pança. Sem tesão, não há solução. Já tentei me friccionar aqui... Necas! Feche os olhos, Maura... você é capaz... imagine-se doutora... Doutora? Ao fim desta joça não deterei doutorado algum... Não, imagine-se com o canudo na mão (bem propício em se tratando de fazer surtir em si o tesão)... Promotora... Fuerza, jovem!
Eu não bebo, não fumo, não fod... Bem, tô bem quieta ultimamente. Estava a matutar, enquanto dirigia vindo pra cá, pro trabalho... Faz um ano sem namorado. Não que ter alguém para chamar de seu (mesmo por um breve tempo) signifique que, só então, vá beber, fumar, e fod... Bem, no meu caso, as duas primeiras opções poderiam perfeitamente serem concretizadas, caso quisesse. A primeira não rola. Traz rugas ao redor da boca. Não que eu não vá ser tocada pela velhice e seus traços característicos, mas não é bom cutucá-la, não? But, ahhhhhhh! Tem que haver um fator motivador por trás (entenda isso no bom sentido). Aquele friozinho na barriga. O frisson. Imaginar o amor (que dá a impressão de existir) concreto e duradouro. A bebida fica com mais graça... A fod... fica com mais graça. A emoção. É disso que começo a sentir falta. Mesmo a emoção do término. A dor-de-cotovelo. A raiva contida. Aquela música (você já não mais escuta a que faz inflar o peito... sorrir feito besta pro retrovisor enquanto dirige pensando nela, no melhor estilo caminhoneiro) que lhe faz sentir fodasticamente foda (tenho trauma de me referir a fod... com outro sentido diverso de Pô! É foda!). Acabou? Se fodeu, pois sou foda! Sim, com direito a todo pleonasmo.
Tão bom se sentir foda, tanto no início quanto no fim. Note que em ambos os casos, o sentido difere.
Ehhh... tô necessitando ser mais humana.
Bate-me!
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