quarta-feira, 18 de março de 2009

O que te faz feliz?

Olha só: eu faço compras de supermercado via internet mééérrrrrmo! Não pesquiso. Não pulo de mercado em mercado em busca das ofertas. E, ahhhhhh, não enfrento filas. Tudo para evitar a fadiga. Pelamordedeus! Empurrar carrinho é um sofrimento para mim. Ah, então delegue a obrigação de guiar o pequeno veículo a outro? Entenda-me, mizifim, o problema não é empurrar... o problema são os outros. Melhor, o inferno são os outros. Mais uma vez, friso: eu gosto de algumas pessoas. Não da humanidade no geral. Os humanos me irritam profundamente. Aquela muvucada. Horas perdidas entre as gôndolas. Caixa lotado. Neguinho que não empacota logo suas compras e fica me empatando para pagar logo as minhas e correr pra casa. Anote, terráqueo como eu: www.paodeacucar.com.br. E olhe, sinceramente, pelo o que eu lembre das outras sessões de tortura, os preços não diferem tanto não. Para lhe dizer a verdade, acredito em Papai Noel, mas não em ofertas que vão refletir consideravelmente no todo. Ou seja, tá barato isso? Veja lá adiante, colocaram o desconto n'outra coisa essencial. Pingar de mercado em mercado, então? Vou congestionar ainda mais o trânsito. Gastar mais combustível. Poluir mais o ambiente. (Uma mera tentativa de melhorar um pouco a minha imagem bicho-do-mato-quero-metralhar-todos: no fundo, sou uma pessoa não tão egoísta, que pensa na coletividade, quer um mundo melhor... Ééééé, para mim e para os meus descendentes, claro!).
Saindo dos parênteses.
Egoísmo. "1 Qualidade de egoísta. 2 Amor exclusivo de sua pessoa e de seus interesses. 3 Conjunto de propensões ou instintos adaptados à conservação do indivíduo. 4 Comodismo."
Só não concordo com a quarta acepção: comodismo. Posso estar enganada eu, porém capto na pessoa egoísta, energia para correr atrás do bem-estar próprio (e bem-estar é algo bem subjetivo, diga-se. "O que te faz feliz?", no meu caso, eu não encontraria no Pão de Açúcar. Seriam itens não muito aceitos ou não muito comuns. Enfim!). Bão, encaro o egoísmo como algo benéfico até. E, prest'atenção: está presente na grande maioria dos atos. Dá aquela moedinha no semáforo ao pobre coitado que lhe vem interpelar, para tão somente lhe amenizar um pouco, ao menos naquele dia, a dor de sua miserável existência? Ahhhhh, conta outra, mizifim! Ao menos que você seja ateu, na verdade todos os demais, crédulos, querem é safar o rabo da fogueira! Garantir seu cantinho aos pés do Todo Poderoso. Ou... hmmmm... peraí... recebendo um pitaco relevante da grande massa cinzenta. Bom, é verdade. Dá a moeda, pois... ok, não tinha pensado eu sob este ângulo... bom, pois fazendo bem a alguém, você se sente bem. Ressalte-se: você procura se fazer bem; se sentir bem. O que é? O que é? Egoísmo! Algum desses meus companheiros de buteco já tinha filosofado sobre isso: agindo por interesse próprio, acaba atingindo o bem-comum. Acrescento: tal prática é para poucos. Alguns são burros demais para escolher como empanturrar o pandu e morgar com uma taça de vinho na mão. Elegem aquele que lhe promete regularização do lote ilegal; ou manutenção - ou criação - de alguma vantagem; enfim, interesses parasitários. A cidade se afunda mais ainda na violência, no desemprego, na falta de educação e a solução encontrada é colocar cerca elétrica na sua redoma.
Algumas qualidades tachadas de ruins, são boas no fundo. Só é preciso inteligência para pô-las para fora, sem prejudicar o outro terráqueo.
Trezentos e pouco reais na compra. Mês passado, no tete-à-tete com o supermercado, foram mais de quatrocentas pilas!
A verdade está lá fora.

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