terça-feira, 25 de março de 2008

Alguém me acompanha na granola?

Pouquíssimas vezes, achei que uma fezinha valeria a pena. Se eu ganhasse, valeria a granja inteira. Nunca tive aquela inspiração em marcar os números. Sentia-me perdida diante às várias opções (60 ou 100 números). "- Hummm, o 06 tá com cara de que vai sair... mas o 23 também... tá, tá... são seis mesmo... opa! 40, com certeza!". Mas ontem, fui lá. Pedi licença ao colega de trabalho. Aproveitaria a calma momentânea na procuradoria e iria a uma agência do Banco do Brasil que fica ali no térreo. Pagar umas contas (saudades de quando eu nem me preocupava com isso). Desde há duas semanas, um sonho vem me cutucando a mente. Como em muitos, porém com estorinhas diferentes, apenas escutei uma voz. Não havia delimitação espacial, temporal... muito menos outros personagens (adoro quando sonho com alguém que nunca vi). Uma vozinha não física, ou seja, uma voz que você ouve e não ouve... apenas a sente... bão, alguém me soprando uma dica prum jogo. Não vou acá dizer qual é. Kill all hippies. Fraternidade é o cacete. Money is money. Ao pegar o cartão pro jogo, os números pipocaram. Não houve aquela dúvida qual? qual? Muito fácil marcá-los e, olhe, tinham um jeito de que sairiam, deixando-me milionária e feliz.

Maura momento capitalista selvagem.

Estava lendo: o melhor investimento está sendo em commodities.

Compraria, também, um bando de imóveis comerciais.

Daria um apê pra Ieda, pro meu irmão e pro meu pai.

Acho que não largaria o trabalho não. Talvez uma licença para tratar de assuntos particulares, de três anos, sem vencimento, pra poder viajar, viajar e viajar. Ilha de Páscoa, Macchu Picchu, Cuba, Nova York, Paris, Holanda...

Caridade? Não, não...

Acha-me uma pessoinha egoísta? Foda-se. Sou sim. Se eu não me amo primeiro, quem me amará?

E não me venha com a tal justiça divina por conta do que sou. Os meus defeitos regados e postos ao sol todo santo dia. Nem vou tocar no ponto da minha descrença. Se não acredito, como poderia temer? Tocarei na questão de que é interessante para poucos que muitos não cultivem desejos considerados nada cristãos dentro de si. A ambição. O egoísmo. A vontade de salvar o seu e ir adiante. Crescer. Evoluir. Entrar na briga.

Seleção natural. Maltus dando braço a Darwin. A população cresce em progressão geométrica, já a comida, em progressão aritmética. Os mais fortes sobrevivem.

Não foi eu quem disse.

Por conta do biocombustível, acredita-se que os alimentos terão um aumento significativo de preços, pois sua quantidade diminuirá no mercado. Um bom exemplo disso é o milho. Aliás, tem termos de commodity, foi dele a valorização maior.

O que uma simples aposta faz com a alma humana? Esta não sou eu.

Eu sou a que ganhou 11 milhões!!!



OBS: um plus ao papo: só acredito em coisas que me interessam. O que são desinteressantes, não perco tempo avaliando se existem ou não.

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