Ahhhh, esta terra donde JK perdeu as botas! Por que raios encasquetou-se de construir uma nova capital? E, justamente, acá? Por que raios meu avô veio ajudar a construí-la? E já que havia se debandado pro Rio, o pai da minha mãe, por que raios esta, ao ficar grávida de mim, voltou pra cá? Há muitos porquês aí... Será carma meu? Brasília é uma pedrinha no meu all star? Definitivamente, pro inferno o céu brasiliense! Já me incomodei deverasmente com a imagem que se tem daqui: todos somos chegados a algum representante do povo ou somos todos servidores públicos. Procurei, então, algum molho para jogar sobre a capital federal e, assim, engoli-la melhor. Pô, eu não conheço deputado, senador e afins! Ok, sou servidora pública, mas não essa versão caricata. Mas, porém, todavia e contudo... É. Não consegui. Acho Brasília limitada. Chata. Sem opções. Não há acesso a eventos interessantes... lugares interessantes para se esconder... pessoas interessantes... Talvez, haja uma pequena expressão disso tudo numa das asas do avião, o Plano Piloto. Haveria luz no final do túnel, oras pois. Porém, para a grande maioria que habita as cidades satélites, o pouco que existe não lhe é acessível. Tampouco divulgado. Imagino ser mais democrático, São Paulo. Cultura ao alcance de todos. Ali na esquina, na banca de revistas, no camelô, na padoca, quem sabe. Um dia, ainda chego aí! Mesmo o povo me dizendo ser eu louca, pois o trânsito... Um brinde à loucura!
Nós, da família Orthomyxoviridae (caso você, pobre ser-humano, não saiba, Orthomyxoviridae é uma expressão que tem origem nas palavras gregas orthos, ou posicionado na vertical, e myxo, ou muco... Vertical... muco... pegou de qual é a nossa? Se não, saiamos para fora dos parênteses). Explicando-nos: nos anos 60 do presente século, atribuiu-se este nome aos da nossa espécie devido à capacidade de ligação ao muco. Pegou? Podemos ser dos tipos A, B e C. Mas voltando (estamos em processo de tomada de poder, o cenário está meio conturbado aqui dentro e, infelizmente, precisamos desta carcaça para nos expressarmos. Ainda há um pouco de livre vontade nela e isso faz com que haja intromissão na exposição de idéias): nós, vírus influenza, resolvemos invadir tal organismo, atacando com muco, desorientação, tosse e um mal-estar terrível, fazendo com que esta honorável hospedeira fique em stand by por alguns dias. Como a necessidade dela de escrever é quase que vital (embora, sinceramente, achamos seus textos uma banquinha de feira cuja variedade se resume em abobrinhas), permitimos sua escrita num ato de compaixão. Como nem tudo é 100% bom ou ruim - e assim sendo, estamos incluídos nessa saca - não a livramos dos confrontos bélicos travados em campos cerebrais, deixando, assim, suas idéias embaralhadas e confusas. Vale ressaltar a capacidade guerreira dessa pessoa, assim como os soldados reconhecem o espírito guerreiro do seu opositor: tenta ela, de todas as maneiras e drogas viáveis, ressurgir das cinzas. Melhor, do muco.
Deixemo-na.
Chega! "Reaga" Maura, "reaga"! Meu peito dói... não agüento mais tossir... toda essa catarrada dentro de mim... não tô conseguindo pensar. Já me entupi de resfenol, paracetamol e ainda tô "mol". Putaquepariu. Não tenho muita paciência quando perco o controle de mim. Prova disso é que me pus em pé mesmo com as fraturas ainda não consolidadas. Reside aí, nesse sentimento, meu grande temor quanto à velhice: ficar resmungando, lamentando, doendo. "Reaga", Maura! Conhaque! Dizem que é bom. Tiro-e-queda. Mesmo que a queda seja só minha, tá valendo. Apago-me. Joguemos no Google, O Grande Oráculo, a seguinte associação: conhaque-alcatrão-gripe. Roletrando.
A Princess (por que raio mulé escolhe tal tipo de alcunha? Princess meu caralho! Fada... princesa... tatibitati... Rrrrrrr! Pau no cu e vira mulher, porra! Bom...), no Yahoo Respostas, faz da minha pergunta a sua. "Gripe existe algum chá milagroso? acompanhado de algum remedio milagroso? Eu preciso dessa formula urgente!!!!
OBRIGADA!". As respostas, maciçamente, se resumem ao argh-e-bom-velho-chá. Tá são da cachola se eu vou tomar chá quente com aspirina. Gosto de uma torturazinha, mas não pra tanto. E como quase sempre se apresentam nesta estadia terráquea, uma variedade de opções para que se possa escolher aquela que melhor vista. Porcão (geralmente, homens são mais criativos em seus apelidos. Porcão evoca uma certa simpatia à figura), graças a Thor, recomenda: "Uma boa dose de conhaque de alcatrão São João da Barra com limão.Mas é só uma dose viu?".
OBRIGADA!". As respostas, maciçamente, se resumem ao argh-e-bom-velho-chá. Tá são da cachola se eu vou tomar chá quente com aspirina. Gosto de uma torturazinha, mas não pra tanto. E como quase sempre se apresentam nesta estadia terráquea, uma variedade de opções para que se possa escolher aquela que melhor vista. Porcão (geralmente, homens são mais criativos em seus apelidos. Porcão evoca uma certa simpatia à figura), graças a Thor, recomenda: "Uma boa dose de conhaque de alcatrão São João da Barra com limão.Mas é só uma dose viu?".
Duas, pra dar soninho. Afinal, como muitos falaram - sendo uma unanimidade entre os alma-boa-toma-um-conselho-amigo, o repouso é recomendado.
Ahhhhhhhhh!
Má, rapá! E o trem ainda é afrodisíaco! Sapeca uma aí!
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