quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Artista é a puta que lhe pariu!

Ok, a internet promove a igualdade entre os seres-humanos! Da favela ou do condomínio de luxo, todos postam suas fotos, idéias e tantas outras baboseiras que juram serem relevantes para serem jogadas ao ventilador. Somos todos iguais!
Já cantava a pedra um certo filósofo alemão, que sermos todos iguais é danoso à espécie. Tratar todos como se todos fossem um, inibe o aparecimento de um ser expoente. Situação confortável e cômoda... acostuma-se a ela e vive a vida mecanicamente (palavras não mais do filósofo, mas interpretação minha). Bão. Não sou igual a ninguém, então não me tratem dessa maneira. Não sou mãe como as outras... não sou mulher como as outras... não sou um ser-humano como os outros. Prepotência minha? Talvez sim. E não me incomodo com isso. Se as minhas conclusões estão erradas, enfie esse dedo apontado e que está dizendo isso no seu cu. Tire. Cheire. Um exemplo de odor puro do seu corpo - assim como o cheiro da buceta quando estamos próximas ou durante a ovulação - para lembrar-lhe que por mais que se esfregue sabonete e tome banho de perfume, sua verdade está ali.
Enfim... carne é carne e assim podemos ser iguais até. Porém, cá dentro, o que decide sobre o que fazer dessa carne, difere e assim eu busco ser.
Isso me aflige por vezes. Chego a ser radical ou mandar ir pra merda quem me analisa comparando a outro alguém, tirando minha identidade. Vagueando na grande rede, deparo-me com notícias sobre celebridades - ok, ok! eu entro sim na ego.com, ok? é para... para... olha só, se aqui parou é porque já me lê há algum tempo ou ainda me chafurdará mais atrás, assim verá que cultivo contradições... não é preciso, logo, explicações maiores sobre meu hábito de visitar tal site - e leio "Fulano de tal posta foto em seu blog... Fulano de tel escreve sobre... Fulano de til sai em defesa...". Ahhhhhhhh! Vontade de pulverizar isso aqui. Alguma coisa me liga a esses seres! Igualaram-me!
Por que passeio por tal site, hein? Escrevi para procurar a razão no simples fato d'eu cultivar contradições... Mas fiquei a matutar. Realmente, não sei. Acho que pra me futucar mais... revoltar-me... ver que mesmo com tantos tilts na cachola, não sirvo para vaguear na superficialidade. Procuro, futucada e desesperadamente, não ser mais um ovo na massa.
Meu buraco é mais embaixo. E negro.

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