Rascunhos.
Não quero descartá-los. Também não quero continuá-los.
Complicado dar nome ao texto. Batizá-lo com um título que dê liga e o conduza. Sou muito indecisa ao dar nomes. Nomes a tudo, diga-se. Aliás, sou muito indecisa em definir pessoas e coisas. Uma hora, eu os vejo assim. Noutra, assado. Guilherme tem cara jeito de Guilherme, porém, às vezes, tem um quê de Álvaro. Ou até mesmo de Astolfo. Esses dias aí é uma luta não lançar o filho janela afora.
Catei a sentença identificadora na capa de uma revista que trouxe para ler. Como estou com um pouco de sono, resolvi adiar a leitura para não babar sobre a minha mesa de trabalho. Sim, acredito eu que babe durante a dormida sim. Taí outra hora na qual desligo-me do socialmente bem visto e aceito. Babo. Falo. Giro os olhos à là O Exorcista. Talvez peide... Mas isso é certeza se tomo um copo de leite antes de dormir. Alguém que tenha dormido comigo possa confirmar isso... bom, espero que não. Não por assim ficar com vergonha tardia. Mas pela pessoa não ter se lançado de corpo e alma aos braços de Morfeu. Atestado maior de uma fase ruim atravessada por alguém é dizer ter dormido mal. Ou não ter dormido.
Quando algo simples consegue plantar uma sementinha da discórdia entre os sulcos da massa cinzenta, acredito eu estar próxima a um grande abismo sem fim. Encucar-me com as 10 dimensões... o que há depois do buraco negro... Cadê o hádron?... Bom, isso aí já é esperado devido à complexidade do assunto. Agora, enxergar relações ocultas em fatos tão banais, posso constatar que tudo conspira contra. No que poderia eu acreditar?
O branco.
Bão. O fio da meada foi mais ou menos perdido. Influenciada por um prograva de tevê, comecei a enxergar a má índole do branco. Minha meta de vida, desde então, é lutar contra a ausência de cor. Ausência de cor... Ausência... Branco... cor que retira toda a individualidade... cor das massas...
Fico devendo essa! Já estou anos-luz a frente.
Encontrei-a por acaso. Adoro descobertas no acaso! Com um monte de coisas pra fazer e sem vontade alguma em fazê-las, fui navegar aleatoriamente. Esbarro numa reportagem sobre o novo filme de Nicole Kidman.
"Em "The Danish Girl", Nicole Kidman vive um transexual em plena década de 1930. O fime chegará aos cinemas em 2009 e segundo informação do “Hollywood Repórter”, ela se casará com a personagem interpretada por Charlize Theron. No longa, Nicole será Einar, um artista que posa como modelo feminino para Charlize, que fará o papel de Greta. O quadro torna-se famoso e Greta incentiva Einar a assumir a personalidade feminina para a sociedade de Copenhague. "
Gosto da Nicole não. E tenho o hábito de, geralmente, boicotar os filmes daqueles atores com os quais não cruzei os bigodes. Porém, parece-me ser interessante o filme. E a história do tal artista, chamou-me a atenção. Trocar de sexo em 1930? Coisa pra macho!
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