Escreveram num fotolog já falecido meu, assim, poucas palavras, seco e direto: “Todo castigo pra corno é pouco!”. Pá! Todo castigo pra corno é pouco... fiquei a regurgitar. À época, eu estava apaixonada e, analisando todo o antes, durante e depois, creio que eu era corno mesmo. Contudo, como toda apaixonada, isso nem passou pela minha cabeça. Melhor, passou e ficou, mas eu não senti peso algum por isso, utilizando-se de termo mais apropriado, nem desconfiei. Bah! Algum invejoso traduziu sua inveja em tais palavras pra me azucrinar, pensei de imediato. Olha, assino embaixo, todo castigo pra corno é pouco. E eu merecia toda a oscilação emocional... o sofrimento... bancar e ser tratada como a chorona, alugando ouvidos, melhor, olhos para que despejasse toda a minha dor cornífera. E haja saco! Corno, senti eu é aquele que no fundo sabe do par de chifres e sofre por medo de perder a pessoa, choramingando pelos cantos, querendo saber por quê, meu Deus? Sou uma pessoa legal, inteligente, dotada de certa beleza, dou... POR QUÊ???? Não faça isso! Volte! A gente se resolve. Ficou bem explícito o que é corno, não? Agora, nem todo traído é corno. Há um subconjunto no qual estão inseridas pessoas que prezam o seu rabo, que foram traídas sim, mas não se dão por vencidas. Na mesma semana, aparece com outra pessoa, querendo mostrar que se não lhe foi dado o devido valor, tem quem dê! Tática furada, pois por dentro, tá tudo destroçado. Seu ego fora metralhado. E isso dói. A dor queima por dentro, querendo que tudo dê errado ao traidor. Ah, vingança! Porém, o tempo, sempre ele, mostra que isso também é tática furada. O emocional cega a razão. E esta lhe diz (aliás, sempre, só que não é escutada por vezes) diz que, bah! Foda-se. Foda-se a pessoa! Foda-se eu! Não foi. Não era pra ser. Gênios incompatíveis. Você se livrou duma boa. Sei lá. Vá viver, sô! Enfim...
Missão 007 ou Impossível (não sei em qual dos dois se sua mais a camisa para cumprir tarefas dadas pela agência. Não cultivo fantasias com quaisquer James Bond’s e acho Tom Cruise muito baixo) abrir e-mail que contenha material “educativo” depois que se é mãe. Ainda mais quando o filho já tem ciência dos perigos que sua santa mãezinha corre quando sai com um “amigo”. Sinceramente, não há revolução hormonal alguma cá dentro deste organismo, quando vejo os “ai, ai, ai... isso! Isso! Isso! Vai! Vai! Vai! Tô quaaase...”. Não. Por que abro? Bom, acho engraçado. Sim, tal como filme de terror trash, filmes pornôs são engraçados. Tão notório o fingimento da moça ao ser confundida com o T de tomada. Sei lá... Posso estar sendo rígida demais. Mas... poxa, se um namorado meu precisasse assistir a algum Butman antes de vir pra mim, isso me soaria como “vá e imagine a Angelina Jolie!”. Sei lá... Sei lá...
Para mim, eu assistir antes, broxa-me.
Preciso tirar o sei lá, sei lá do meu vocabulário. Tal como a conjugação na primeira pessoa do singular no presente do indicativo do verbo achar. Eu quero alguma coisa e solto: eu acho que vou querer... RRrrrr... Que merda! Assim como as locuções verbais... “Amanhã, eu vou me consultar...”. Por que não “amanhã, eu me consultarei”? Tenho dificuldade em ser direta. Pá-pim-pum. Todo castigo pra corno é pouco!
Nenhum comentário:
Postar um comentário