segunda-feira, 2 de junho de 2008

Parte da minha infância.

E num domingo, logo cedo, saíam os quatro de casa rumo a algum paraíso encrustrado entre as montanhas. Bolo e sanduíches na cesta, suco pronto na garrafa, pipas feitas, mãe, pai e filhos, uma menina e um menino, seguiam felizes a trilha abandonada de trem. Uma hora de caminhada, sem nenhum cansaço aparente, e enfim o lugar perfeito era encontrado. Toalha estendida no chão. Barulho d'água vinda do riachinho tão claro e raso. O ventinho. A pipa que se perdeu lá no céu, fazendo brotar uma espécie de orgulho em quem a fez. Menino brincando na terra, construindo suas estradas. Menina catando pedrinhas coloridas e de formatos diversos pra sua coleção (no fundo, eram suas companheiras, pois ela costumava falar com elas). Pai e mãe por perto. E a vida foi, acrescentado mais uma fase ao ciclo da vida: as pessoas nascem, crescem, reproduzem-se, separam-se e morrem.

Um comentário:

Lília Viana disse...

Ah, a simplicidade das coisas... Eu sempre quis fazer coisas assim com meus amigos, mas eles só queriam gastar gastar gastar. óh mundo consumista, o que há de errado com piquiniques e o tal som do riacho, que deve ser tão agradável??



Esse ciclo da vida tem me tirado o sono, devido há duas mortes recentes e ao nascimento dos gêmeos de uma amiga minha.
Mas acho que hj consegui tirar isso da minha cabeça. Agora, oq vai me tirar o sono é o livro do Dráuzio que vc me emprestou [falando nele, não falta muito pra eu te devolver] e a peça "Salmo 91" que fui hj, baseada no livro.