Já imagino:
- Ehhhh, licença. Boa tarde, Doutor!
- Boa tarde. Sente-se. O que traz você aqui?
"As minhas pernas", penso, mais uma daquelas respostas feitas há trocentos anos e ainda presentes no imaginário coletivo. Olho ao redor. Quadros. Seria um bom começo de conversa dizer ser Vincent VanGogh seu pintor predileto. Sim, diante do caso, psicanalista não faria correlação alguma, já que o caso não é cortar nada, muito menos orelha.
- Bom... "é um longo caminho... se o faço, às escondidas, justamente para não ser preciso justificativas esmiúçadas, tampouco imposição da minha preferência. Aja. Foda-se. Inspire. Respire. Quem seria o pintor? Muito ruim. Ai, eu joguei no Google. Não tive paciência em ler. Será essa a especialidade indicada? Passará ele, algum tratamento psicológico para mim? Mas não sou doida. Pode ser que Freud explica. Ou não..."
- Sim?
Vejo-o bater impacientemente sua caneta chique - provavelmente algum presente do Dia dos Pais ou, hummm, não consigo ler as inscrições nela apostas... pode ser brinde de alguma conferência... costumam dar pastas e canetas como lembranças do evento...
- Pois não?
Ok. Vai ou racha! Tento enfiar na minha mente, desde minha concepção como pessoa, não ter explicações maiores a dar, a não ser a mim mesma. Sim. Isso! Expiro:
- Quero ter um pênis!
Não, senhor da roupa branca, muito pelo contrário. Não desejo, nem nunca desejei, ser um homem. Adoro minhas tetas. A minha boca. Meus traços finos. As curvas do meu corpo delineadas por doses de estrogênio. Freud poderia explicar?
Quero um pau. Meu. Não de outro. Nâo de silicone ou quaisquer outros materiais. De carne, veias, pele e meu. Senti-lo na minha mão em todo extenso comprimento (porque eu não haveria de tê-lo pequeno e sim, grande e vistoso mastro) e sentir o toque da minha mão sobre ele. Reciprocidade. Assim como se faz durante alguns minutos solitários: a mão esfrega e o clitoris se sente esfregado.
Quero uma extensão maior de pele e carne rija penetrando o mundo. Futucá-lo, primeiramente, como se fosse uma inspeção... senti-lo se está maduro o suficiente... sentir sua consistência... Para, depois, comê-lo aos poucos e lentamente, até me satisfazer.
Um comentário:
Também adoro seus traços finos, Maura! :)
Está convidada:
Café com Vinil - http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=2605840442269203447
Bendito Suco - http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=24722678
Me liga! Beijos!!
G(u)ilgamesh ::
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