sábado, 5 de janeiro de 2008

Vou me assumir!

Sabe, não acredito em promessas de Ano Novo. Aliás, não acredito em ano novo. Tiro suas letras maiúsculas, pois pra mim não passa de um dia normal, no qual fico sem saber por que as pessoas perdem a cabeça, e lotam supermercados, lotam as ruas, gritam, soltam foguetes, comemoram. Talvez, seja a idéia de uma nova chance e todo mundo quer uma nova chance. Eu queria. Um monte de novas chances, porém, com o passar dos anos, o dia primeiro me decepcionou e me mostrou, ao longo dos outros 364 dias (365 se for bissexto) que meu sentimento mor em relação a ele era verdadeiro: não passa de uma balela. Enfim... Mas, tomando-se o fatídico dia como ponto de partida para várias decisões, decidi voltar a escrever estas besteiras íntimas. Doa a quem doer. Mesmo que doa em mim. Assumo meu lado besta, boca-suja e outras cositas que não combinam com o modo dama de ser. Definitivamente, não sou. Gosto de mim assim como sou e se gosto, por que me podo? Sempre achei aquelas arvorezinhas podadas, redondinhas, tão antinatural. Lá vou eu!

Noutro dia, fiquei orgulhosa de mim. Admito que, geralmente, fico mesmo. Não é por nada não, mas me considero uma pessoa interessante. Não me jogue pedras por causa da falta de modéstia. Como dizem, se eu não me amar, quem me amará? Bom, vi meu abre aspas por increça que parível fecha aspas sendo usado. Poxa! Não consegui segurar o riso de satisfação em meus lábios. Agora, minha meta é difundir o abre aspas trupicar fecha aspas. Eu não tropeço, trupico. Ok, ok. Não é de minha autoria tal palavra, assumo e aviso logo para que não me culpem de plágio. Trupicar. Eu trupico. Tu trupicas. Ele trupica. Nós trupicamos. Vós trupicais. Eles trupicam. Conjugação perfeita. Verbo charmosinho.

Ahhh, que falta me faz minhas aspas. Sou uma mulher entre aspas. Teclado quebrado, elas estão de férias. Opa, mulher entre aspas pegou mal. Sou mulher mermo. Não levo jeito para outras práticas sexuais. Já me encafifei outras tantas vezes por achar fulana de tal bonita, analisando-me internamente e ver se não havia mesmo alguma pontinha homossexual. Não, não. Como sempre brado: mulher é um bicho chato. Não me relacionaria com uma. Digamos que há um homem homossexual dentro de mim. Em lugares próprios, elas mostram a sua cara e me enojam. Salão de beleza, por exemplo. - Aiiiii, esta água tá fria!. Ai, meus ovos! Enfim...

Aspas. Sinto falta delas.

Interjeição também é legal.

Inté!

Um comentário:

T. 1665 disse...

Acho que deve haver algo genético nesse vício de aspas. Mas descordo da sua definição. Eu sou um homem entre aspas. Talvez pq mulheres sejam bichinhos chatos, talvez pq eu "sofra" (ó elas aí!) de uma falta de senso de personalidade, falta de vergonha na cara e falta de fé que não consigo nem mesmo acreditar que os humanos (pobre deles!) poderiam ser separados dicotomicamente pelas "bírgulas" que os impelem fazer xixi em pé ou sentados.

Quando à homo/hétero/bi/tri/penta/polissexualidade, eu sou a típica hétero por comodidade. Dá mó trabalho quebrar um tabu, levantar uma bandeira, me envolver em discussões homéricas para provar que a velhinha da esquina não têm poder sobre minha escolha de dar ou não para outrem inespecífico.... Se eu realmente acreditasse que as mulheres são melhores em qualquer aspecto eu até comprava essa briga, mas acho que todas as pessoas são, em módulo, iguais.....

Enfim, acreditando em reveillon ou não, tenha um bom ano novo. Meta um dedo no cu das oportunidades perdidas e besteiras do passado, agora não adianta chorar o hi-fi derramado, boneca! Força na peruca nos próximos 365 dias. Mas recomendo que não espere mesmo que as coisas sejam muito diferentes...

Beijocas da sua prima!

http://quandoacordoeuesqueco.blogspot.com