quinta-feira, 27 de março de 2008

Ai!


Então, a inspiração vem da dor. Ou, a dor provoca a inspiração. Cria-se a arte. Tão belo é o Guernica, de Pablo Picasso, que representa uma cena da Guerra Civil Espanhola. Já um quadro com arco-íris, céu azul e cavalos brancos matando sua sede num lago com águas ultra cristalinas, não causa efeito de admiração algum. Muito interessante o ponto de vista exposto no livro que estou lendo agora. Oh, sim! Já acabei aquele comentado em um texto recente. Era O Estrangeiro, de Albert Camus. Não posso dizer que saí incólume ao texto. E mais me debato aqui dentro.
Passemos à dor.
Ahhh, não passemos agora não. Guarde o assunto para cadim mais tarde. Preciso mastigar mais.
Ô diacho que não consigo tomar o raio dos dois litros de água. Certa vez li, depois que a mulherada passou a desejar ser chamariz, de tanto beber H2O, pois uma certa atriz bonitona e magra confessou seu segredo de beleza - como se o fato de ter nascido com a genética favorecida não fosse ponto determinante - que forçar seu organismo a ingerir quantidade a qual não está acostumado, pode provocar um colapso nos rins. A quantidade ingerida é o tanto que seu corpo necessita... pouco ou muito...
Se tô querendo melhorar o trem aqui, querendo beber 2000 ml de água por dia? Não. Não. Eu acho que faço pouco xixi durante o dia... quero limpar o corpo... há anos atrás, foi detectada uma pedrinha num dos meus rins... então, já tenho tendência...
Ah! Que mal há em ter um pezinho na vaidade? Tô... tô sim... tô querendo dar uma garibada na carcaça... não pretendo ser passista duma escola de samba. Até mesmo porque, minha bunda é do tipo mignon, não é aquela carne toda... quero ficar bem. Legal. Enxuta. E não consigo tomar a droga dos 2 l de água!
Enquanto acá digito, na tevê ao lado passa aquele jornaleco matinal da Record... Fala Brasil... acabam de passar uma reportagem sobre um caso em Joinville/SC. Gravaram a amante contratando um pistoleiro pra dar cabo na esposa do cara. O caso entre os dois, dos amantes, já estava se arrastando durante 13 anos. 13 anos... Como mulher pode ser burra! Putaquepariu! Pensemos: 13 anos. Já é um relacionamento estável... pra quê matar a pobre chifruda e querer ocupar o lugar dela? Com certeza, se for por conta das supostas vantagens, ela, a burra, já deveria ter há tempos na condição de amada amante. Oficial morta, de quem desconfiariam de imediato? Burra. Tenho raiva de gente burra. Mas é esta triste mania mulheril de acreditar que o trem é dela mesmo... digo, sentir o chão firme sob os pés em termos de relacionamento só quando consegue amarrar o mizifim. Colocar a relação sob o manto de uma palavra forte, que não permita vacilos ao definir a situação: é compromisso sério (aliança de prata); é noivado; é casamento... Ah, sim! Questões financeiras... deste jeito, sem uma nomenclatura oficial, não se obtém direito algum depois. E outra vez, alfineto: faça por si mesma. Ou seja, não queira garantir-se na cacunda alheia.
Que sentimento de posse a mulher tem, não?
Poxa, eu não me sinto dona de ninguém! Nem de mim mesma, por vezes.
Bão...
Vou levar meu filho ao futsal.

terça-feira, 25 de março de 2008

Alguém me acompanha na granola?

Pouquíssimas vezes, achei que uma fezinha valeria a pena. Se eu ganhasse, valeria a granja inteira. Nunca tive aquela inspiração em marcar os números. Sentia-me perdida diante às várias opções (60 ou 100 números). "- Hummm, o 06 tá com cara de que vai sair... mas o 23 também... tá, tá... são seis mesmo... opa! 40, com certeza!". Mas ontem, fui lá. Pedi licença ao colega de trabalho. Aproveitaria a calma momentânea na procuradoria e iria a uma agência do Banco do Brasil que fica ali no térreo. Pagar umas contas (saudades de quando eu nem me preocupava com isso). Desde há duas semanas, um sonho vem me cutucando a mente. Como em muitos, porém com estorinhas diferentes, apenas escutei uma voz. Não havia delimitação espacial, temporal... muito menos outros personagens (adoro quando sonho com alguém que nunca vi). Uma vozinha não física, ou seja, uma voz que você ouve e não ouve... apenas a sente... bão, alguém me soprando uma dica prum jogo. Não vou acá dizer qual é. Kill all hippies. Fraternidade é o cacete. Money is money. Ao pegar o cartão pro jogo, os números pipocaram. Não houve aquela dúvida qual? qual? Muito fácil marcá-los e, olhe, tinham um jeito de que sairiam, deixando-me milionária e feliz.

Maura momento capitalista selvagem.

Estava lendo: o melhor investimento está sendo em commodities.

Compraria, também, um bando de imóveis comerciais.

Daria um apê pra Ieda, pro meu irmão e pro meu pai.

Acho que não largaria o trabalho não. Talvez uma licença para tratar de assuntos particulares, de três anos, sem vencimento, pra poder viajar, viajar e viajar. Ilha de Páscoa, Macchu Picchu, Cuba, Nova York, Paris, Holanda...

Caridade? Não, não...

Acha-me uma pessoinha egoísta? Foda-se. Sou sim. Se eu não me amo primeiro, quem me amará?

E não me venha com a tal justiça divina por conta do que sou. Os meus defeitos regados e postos ao sol todo santo dia. Nem vou tocar no ponto da minha descrença. Se não acredito, como poderia temer? Tocarei na questão de que é interessante para poucos que muitos não cultivem desejos considerados nada cristãos dentro de si. A ambição. O egoísmo. A vontade de salvar o seu e ir adiante. Crescer. Evoluir. Entrar na briga.

Seleção natural. Maltus dando braço a Darwin. A população cresce em progressão geométrica, já a comida, em progressão aritmética. Os mais fortes sobrevivem.

Não foi eu quem disse.

Por conta do biocombustível, acredita-se que os alimentos terão um aumento significativo de preços, pois sua quantidade diminuirá no mercado. Um bom exemplo disso é o milho. Aliás, tem termos de commodity, foi dele a valorização maior.

O que uma simples aposta faz com a alma humana? Esta não sou eu.

Eu sou a que ganhou 11 milhões!!!



OBS: um plus ao papo: só acredito em coisas que me interessam. O que são desinteressantes, não perco tempo avaliando se existem ou não.

segunda-feira, 24 de março de 2008

É pra chutar?

Então chutemos! Se o balde quicou em sua cabeça, foi mal o caralho! Era pra acertar mesmo... dor faz bem... acorda...

Que fiz eu em vidas passadas, se é que elas existem? Devo ter sido uma pessoa mui má e o foda é que na próxima encarnação, se é que ela existe, tô duplamente lascada. Ou, melhor, varias vezes lascada. Não sei por quantas vezes precisei parar aqui para pagar alguma dívida anterior. Putaquepariu, que raio de lugar é este que vim parar? Pessoas feias. Pessoas ignorantes. Pessoas pobres. Pessoas burras. A cada saída minha, seja para ir ao supermercado, para levar filho à escola, para colocar o lixo na rua, um desespero cai sobre mim. Não há como escapar. Há? Sinto que acá estou amarrada. Ou seria comodismo meu? Preciso fomentar mais a revolta e tomar uma atitude. A revolta, se bem canalizada, é algo benéfico à alma, se é que ela existe. Conformismo é para os fracos. Um dia, retrucaram-me após ter dito que não compreendia como uma pessoa poderia ser feliz vivendo num buraco. Só porque a pessoa não tem muitas condições, ela, necessariamente, precisa ser infeliz?, perguntaram-me. Eu não seria. E digo com um certo conhecimento de causa, pois já roí a beira do pinico. Reformulo: pessoas conformadas, eis o mal. Aceitam de bom grado aquilo que lhes é mastigado. O sistema educacional está aos frangalhos? Ahhhh, cê viu quem saiu no último paredão? O hospital está sem médico? Pô, me acabei no créu!

As pessoas me irritam deverasmente.

Tic... tic... Bum!

Ahhhhhhhhhhh, putaquepariu! Putaquepariu não só para segunda... não só para a rotina... não só para mim... para tudo e para todos. Se há uma coisa que me enerva é ser mal interpretada. Muitas das nossas brigas, entre Dona Rita e moá, devem-se a isto. Falo x e a pessoa escuta y. Talvez se eu pedisse menos auxílio às palavras gentis... ou se eu agisse com menos razão... afinal, acredito eu, virar as costas e agir belém-belém-nunca-mais-fico-de-bem, não é uma atitude sensata. Pensei eu, sem interesses escusos - já que o rolar das coisas transformou o pueril em errado - why not? John Lennon, foda-se o seu paz e amor! Kill all hippies!!!!

Enrolei ao máximo na cama. Não estava a fim de me levantar. Cumprir o roteiro matinal: ligar computador - cozinha - quarto de novo. Com uma xícara de café na mão, cá me instalo e escrevo. Não estava pra bom dia. Responder como foi meu feriado. Opinar sobre o almoço. Não, não. Não estou disposta a travar conversa com ninguém. Lugar comum culpar a segunda-feira pelo meu mal-humor. Caso não tenha consciência, sim... eles nos jogam num ciclo vicioso para que não pensemos além. Também não é devido à tpm. Posso até concordar em variações hormonais e suas conseqüências, como peitos doloridos, dor nas pernas e por aí vai. Entretanto, continuo a achar que dedicar o azedume à tensão pré-menstrual é uma pusta frescurada. Reaja. Isso... reagir! Reaga, Maura, reaga! Voltando: não sei... Desde ontem, deu creck. Como Cristo, morri.

Pressão multiplicado por volume sobre temperatura: lei elementar da física. Estudo dos gases. Isto deve servir para ilustrar meu estado. Mantendo a temperatura constante, se você aumenta a pressão, o volume diminui proporcionalmente. O contrário acontece: aumentado o volume, a pressão decai. Bom, senti-me ontem como o arzinho dentro de uma seringa, com a extremidade vedada e o êmbolo sendo empurrado a todo vapor. Não me sentia carne, ossos e fluidos. Mas ar, ou algo semelhante... que exercia pressão sobre as "paredes", querendo explodir...

Putaquepariu!

domingo, 23 de março de 2008

Liberdaaaaade, liberdaaaade... abre as asas sobre nós!

Não me faltaram idéias para aqui gravá-las. Melhor, jogá-las ao ventilador. Chutá-las, acertando em quem acertassem. Ausentou-se a disposição. Detesto quando o corpo não cumpre fielmente as ordens superiores. Então, afundo-me na cama, no sofá, em algum lugar onde meus ossinhos se acomodem sem apertos. Ao menos, o ócio imposto a mim não foi em vão: li. Faz-me falta ler... tá certo que neste modo estabanado meu de agir, acabo pegando quatro livros de uma tacada só e custa-me terminá-los. Sempre fui assim: sem foco. Tudo turvo, embaçado, sem clareza. E, tateando, tento chegar ao ponto final. Bom, ao ponto que creio ser o final, mas que não fundo não o é. Quando lá chego, sinto (pois não vejo) que há mais adiante. Vou indo. Atravessando a vida aos borbotões. Tanto faz, será? No fundo, tanto faz... atravessa-se do mesmo modo... e tudo o que acontece é apenas apêndice. O cru, sem rococós, acontecerá do mesmo jeito, como fora determinado quando o útero nos expulsou. A idéia sem rodeios e enfeites é desoladora e libertária ao mesmo tempo. A percepção da vida como ela é, no fundo, nos livra de muitas cobranças internas e externas, porém, como já cantarolava Mick Jagger, fica tudo painted in black...

Não gosto de chegar a este nível...

Vinde a mim as ilusões, religiões, convicções, paixões... Amor?

Criador e criatura... acredito, pois, que eu tenha amor... apesar de saber que, quando não mais aqui estiver, tudo continuará a seguir seu rumo. Acredito que amor deve ser assim: ele vem, se instala, cria raízes profundas, entretanto não impede que outros prossigam adiante. Quando dentro da ambulância, atordoada, não acreditando que pudesse estar ali, a dor que sentia e que me mantia acordada, o incômodo sentido ao abrir os olhos e nada enxergar, desesperei-me com a idéia de estar morrendo... meus filhos... como eles ficariam sem mim? Concluí que seria um choque sim... e de alguma forma, ficariam marcados, porém sobreviviriam... viveriam... Que talvez fosse eu quem mais sofresse com a idéia da minha morte e, com isso, a nossa separação que eles futuramente...

Certos livros não fazem bem a mim.

Pensar demais não é bom.

Vou dançar o créu.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Macaco sabido, roubou...




Dica para quem interessar possa sobre presente de aniversário (acho que Dia das Mães não caberia aqui): uma coleção de revistinhas do Carlos Zéfiro. Se aquecida está minha massa cinzenta, havia estorinhas dele impressas na Playboy. Com tal revista em mãos, eu passava pelas mulé pelada (dava uma olhada sim, afinal, o nu chama atenção), lia algum continho batido (todos são a mesma coisa. Acreditam que falar palavrinhas como bucetinha, pau, cu e por aí vai, já fazem o conto em si. Tá, tá... tais palavras podem até ser usadas no ato; porém no ato, há outros elementos envolvidos que completam. Nas estorinhas de sacanagem contadas pelos demais, já que nenhum outro sentido é tocado diretamente, tem que ser... Pulemos pra fora do parênteses)

Pronto. Bom, leitura legal sobre os prazeres da carne está no Kama Sutra - muitos só vêem as suas figuras - Anaïs Nin e por aí vai. É arte! Se é arte, o corpo responde ao estímulo, deixando-se mesclar à obra.

Yes, yes, yes, yeeeessssss!

Adonde estava eu? Oh, sim... na Playboy. Enfim, adorava ler os quadrinhos de Zéfiro. Folheando a Piauí, vi um anunciozinho sobre a sua coleção. Completa. Quarenta e cinco pilas. Pô! Com quarenta e cinco pilas dava pra comprar um tênis pro Ian... camiseta pro Gui... ou bermurda... ou cuequinhas... Oh, Jesus Christ, uma mãe não tem direito a uma sacanagenzinha?!?

O povo tem mania de enxergar a gente, mães, como santas... Voltamos a sermos virgens, até! Santa o caralho, meu nome é Zé Pequeno! Poooxa, quero ser o que minha carga genética definiu: humana. Com qualidade e defeitos cultivados a anos. Quero que meus moleques me enxerguem assim: uma mulher que os ama demais. Não hei de escrever no-novamente sobre meu interesse pelos defeitos. Já tirei a casquinha aqui sobre. Acho. Defeitos... nos singularizam. Humano. Demasiadamente humano. Interessante ser humano, apesar de muitas vezes, ele me dá no saco. Porém, mesmo me irritando, é fascinante.

Achei. Ainda está lá. Uma das poucas participações minhas em comunidades orkuteanas, rabisquei um texto e joguei-o à cova dos leões. Assunto que faz ponte com o que comecei a escrever aí em cima. Situando-o no tempo, eu acabara de retornar da licença-maternidade. Meu caçulinha era novo no pedaço. Ei-lo:

"Coragem, Maura!
Há alguns tópicos atrás, vi que uma jovem corajosa postou um texto de sua autoria. Então, vô entrar na roda também. Ah, sim... Não tão certa quanto à grafia do seu nome, mas Chrys, admiro por você ter dado o primeiro passo e eu estou acá copiando você. Oh, yes, e gostei do seu texto também! Ai, jisuis... lá vou eu!

Maternidade não rima com santidade


Preciso tomar cuidado com a minha boca. Ela, de vez em quando, revolta-se e, na sua revolução, trai a confiança do manda-chuva, o senhor cérebro. Não são todos os ouvidos, capazes de captar o que realmente quis eu dizer. Bactérias conseguiram invadir o corpinho do meu caçula. Estamos atravessando a primeira ziquizira dele. E num bebê de cinco meses, a coisa é bem estressante. Mas, güento firme. Afinal, foi pra isso que assinei o contrato. Well, não sei quanto as outras mães, mas eu não sou de ferro. Sou feita de carne, osso e algumas gordurinhas estrategicamente distribuídas pelo corpo. Essa semana foi pauleira, até sabermos o porquê da rebordosa e entramos para o maravilho mundo da alopatia. Eu amo antibióticos. Sigamos.Nesta semana, sou um monte de caquinhos colados porcamente. Como aquele bibelô que ficava em cima da mesa e num movimento qualquer, você o jogou ao chão. Com medo da reação materna, pegamos o primeiro superbonder, durepox, pelo-amor-de-deus algo que cole, e nos enfiamos na arte da restauração. Lógico que dá para sacar que o trem quebrou, porém nosso inconsciente-consciente fala que tá tudo certo! Nos livramos daquela bronca... Vortemos ao assunto! Estava eu a conversar sobre meu esgotamento físico e psíquico pela manhã e digo que, ao escutar meu pobre filho chorando pela milionésima vez à noite, tive vontade de jogá-lo contra a parede, virar pro lado e voltar a dormir. Você assustou também ao ler isso? Quem escutou ao vivo e na hora, sim! E isso me fez matutar...Quando viramos mãe; vem o bebê, vai a nossa identidade. "O que é você? Ah, sou mãe!" "Como você está? Ah, meus filhos estão ótimos!". Revestem-nos com o manto da santidade. Mãe é coisa sagrada. Sou santa o escambau! Amo demais meus filhos. É um amor que dói cá dentro. E com esse amor, vi que tal sentimento é o pior do mundo. Faz-me sofrer quando a minha paranóia catastrófica me assola. Vi que amor traz sofrimento. Quisera eu ser sozinha, não me preocupando com ninguém. Nem comigo mesma. Com filhos, passei a cuidar de mim. Que
Que será dos dois, sem moá? E eu que tava precisando tanto me perder nestes últimos dias! Porém, a maternidade não me curou da personalidade múltipla. Eu-mãe não é a mesma que eu-filha, que não é a mesma que eu-amiga, que não é a mesma que eu-namorada, eu-empregada, eu-safada... E todas querem a sua vez!Além do fato de ser mãe cansa pra burro. Às vezes, não é uma tarefa fácil, que se cumpra sempre com um sorrisinho nos lábios. A gente pensa besteira sim. Desabafa. Uma válvula de escape. Má, pera lá! Tem o seu lado legal, esse papel. Tudo vale a pena quando neguinho acorda com um baita sorrisão nos lábios, faz carinho nocê, dá beijos ou manda uma cartinha com um "Mãe, eu te amo!". Sei lá. Enquanto escrevo, analiso: vá ver temos um lado masoquista. Divagarei mais a fundo sobre o tema. Queria eu apenas desabafar o cansaço. Só isso! E ao círculo de e-mails de sacanagem, aceitem-me de volta, caso alguém da confraria leia meu texto. Pôxa, não tô recebendo mais as fotinhas de amadores! Eu tô viva!!!!!
"


Ai, ai... acho interessante me ler depois de algum tempo. Parece ser outra pessoa... Além da minha dica sobre "todo mundo precisa duma maniazinha, loucurinha particular", há outra guardada para depois, "todo mundo precisa de rotina"... luto veementemente contra esta, porém reconheço que ela, de pouco em pouco e despercebidamente, se instala dentro da minha vida... sinto-me como ratinho de laboratório. Bom, mas bola da vez em termos de dica é: "todo mundo precisa conversar consigo mesmo". Esperando minha mãe resolver questões na boca do caixa e, depois, comprar revistas numa banca, um senhor passou por mim e pela minha irmã... estava conversando, sozinho. Sozinho, não. Corrijo-me: com ele mesmo. No fundo, todo mundo faz isso, porém poucos, como o senhor, tem coragem de fazê-lo em público e externamente. Eu o faço aqui. E tanto lá, no homem, quanto cá, comigo, há respostas. Tem respostas melhores que aquelas tiradas por você mesmo?

Respondo: não tem.

terça-feira, 11 de março de 2008

Gato de Schrödinger

Peraí, pois bateu... sou autótrofa, em se tratando de alterações químicas. Não, não cultivo espécie alguma, como o camarada em Sobradinho que foi pego com a mão na butija. Digo, com a mão na sua plantação particular. Autótrofa... vocábulo típico na Biologia pego como empréstimo indevidamente. Não fabrigo eu mesma minha comida, utilizando-me apenas do ar, sol, água (acho que tem um quarto elemento aí, mas faia a memória). Escuta aí: http://www.youtube.com/watch?v=uLJ_QVfT_wM&feature=related . E cante comigo a canção:

Overhead the albatross hangs motionless upon the air
And deep beneath the rolling waves in labyrinths of coral caves
The echo of a distant tide comes willowing across the sand
And everything is green and submarine


And no one show us to the land
And no one knows the wheres or whys
But something stares and something tries
And starts to climb towards the light


Strangers passing in the street
By chance two separate glances meet
And I am you and what I see is me
And do I take you by the hand
And lead you through the land
And help me understand the best I can
And no one calls us to move on
And no one forces down our eyes
And no one speaks
And no one tries
And no one flies around the sun


Cloudless every day you fall upon my waking eyes
Inviting and inciting me to rise
And through the window in the wall comes streaming in on sunlight wings
A million bright ambassadors of morning
And no one sings me lullabies
And no one makes me close my eyes
So I throw the windows wide
And call to you across the sky


Sentiu o barato? Tô sentindo até agora. Maura sai do corpo... toca o céu... mergulha terra adentro... bate papo com o Diabo... dá as costas pros céus... Pé em Deus e fé na tábua! Nããããooo... preste atenção, pô! "And I am you and what I see is me And do I take you by the hand And lead you through the land And help me understand the best I can"... Nada ainda? Não é possível que a insensibilidade reine diante da parte "And no one sings me lullabies... and no one makes me close my eys... So I throw the windows wide... and call to you across the sky" ? Voar.... minha vontade maior... voooooaarrrr... não poderia haver outra palavra para descrever o ato. Foram feitos uma para o outro... repare (novamente): vvvvvoooooaaaarrrrr.... Necas? Cada um tem um jacaré azul que o acompanha. Depende do seu estado se o vê ou não. Não conseguiu visualizar seu fiel companheiro? Ehhhhh... bancarei Sócrates e farei o parto de sua alma. Sem depender de nada e de ninguém, apenas de você mesmo. Conversemos.

Algumas coisas me tocam profundamente, e não estou me referindo sexualmente. Algumas músicas... algumas pinturas... algumas esculturas... algumas pessoas... alguns livros... algumas teses... E assim, vou indo. Joguei hoje acá o testamento de Beethoven. Senti-me próxima a ele. Muitas vezes, afastei-me de tudo e de todos por conta de algum creck interno. A virtude... ser bom é ser feliz. Ou ser feliz é ser bom. Sócrates acreditava nisso aí. O conhecimento leva a descobrir a bondade dentro de si mesmo. Nada é mais importante à alma que o conhecimento, que trás como bônus, a bondade aflorada. Sim, porque todos somos bons, basta resgatar isso aí de dentro.

Concordo com Sócrates? Bom, uso-o para responder: só sei que nada sei...

Ehhh... meio complicado separar o joio do trigo, ou seja, criar esta dicotomia entre o bom e o mau. Como no Gato de Shrödinger... o bichano tá morto e vivo dentro da caixa... dependendo do observador.

Por que o azedinho faz fechar os olhos?

Acho que não arrumarei namorado enquanto meus cabelos estiverem abaixo dos ombros. Oh, no! Nada relacionado à preferência masculina por longas madeixas... Quero variar um pouco! E quando arrumo alguém para me chamar de meu bem, naquelas oscilações naturais a qualquer namoro, cut-cut-cut... lá vai meu cabelinho chão afora no salão. Por que desconto neles? Por que mulher, quando tá maus, corta o cabelo?

"Ohhh... the future's uncertain and the end's always near"... Yeah!

Termino acá com Jim Morrison! E a lua não é de queijo! Mas as nuvens são de purê de batata!





Testamento de Heilingenstadt


Sou fã de jogar textos alheios não, mas não resisti:
"Ó homens que me tendes em conta de rancoroso, insociável e misantropo, como vos enganais. Não conheceis as secretas razões que me forçam a parecer deste modo. Meu coração e meu ânimo sentiam-se desde a infância inclinados para o terno sentimento de carinho e sempre estive disposto a realizar generosas acções; porém considerai que, de seis anos a esta parte, vivo sujeito a triste enfermidade, agravada pela ignorância dos médicos. Iludido constantemente, na esperança de uma melhora, fui forçado a enfrentar a realidade da rebeldia desse mal, cuja cura, se não for de todo impossível, durará talvez anos! Nascido com um temperamento vivo e ardente, sensível mesmo às diversões da sociedade, vi-me obrigado a isolar-me numa vida solitária. Por vezes, quis colocar-me acima de tudo, mas fui então duramente repelido, ao renovar a triste experiência da minha surdez!
Como confessar esse defeito de um sentido que devia ser, em mim, mais perfeito que nos outros, de um sentido que, em tempos atrás, foi tão perfeito como poucos homens dedicados à mesma arte possuíam! Não me era contudo possível dizer aos homens: “Falai mais alto, gritai, pois eu estou surdo”. Perdoai-me se me vedes afastar-me de vós! Minha desgraça é duplamente penosa, pois além do mais faz com que eu seja mal julgado. Para mim, já não há encanto na reunião dos homens, nem nas palestras elevadas, nem nos desabafos íntimos. Só a mais estrita necessidade me arrasta à sociedade. Devo viver como um exilado. Se me acerco de um grupo, sinto-me preso de uma pungente angústia, pelo receio que descubram meu triste estado. E assim vivi este meio ano em que passei no campo. Mas que humilhação quando ao meu lado alguém percebia o som longínquo de uma flauta e eu nada ouvia! Ou escutava o canto de um pastor e eu nada escutava!
Esses incidentes levaram-me quase ao desespero e pouco faltou para que, por minhas próprias mãos, eu pusesse fim à minha existência. Só a arte me amparou! Pareceu-me impossível deixar o mundo antes de haver produzido tudo o que eu sentia me haver sido confiado, e assim prolonguei esta vida infeliz. Paciência é só o que aspiro até que as parcas inclementes cortem o fio de minha triste vida. Melhorarei, talvez, e talvez não! Mas terei coragem. Na minha idade, já obrigado a filosofar, não é fácil, e mais penoso ainda se torna para o artista. Meu Deus, sobre mim deita o Teu olhar! Ó homens! Se vos cair isto um dia debaixo dos olhos, vereis que me julgaste mal! O infeliz consola-se quando encontra uma desgraça igual à sua. Tudo fiz para merecer um lugar entre os artistas e entre os homens de bem.
Peço-vos, meus irmãos (Karl e Johann) assim que eu fechar os olhos, se o professor Schimith ainda for vivo, fazer-lhe em meu nome o pedido de descrever a minha moléstia e juntai a isto que aqui escrevo para que o mundo, depois de minha morte, se reconcilie comigo. Declaro-vos ambos herdeiros de minha pequena fortuna. Reparti-a honestamente e ajudai-vos um ao outro. O que contra mim fizestes, há muito, bem sabeis, já vos perdoei. A ti, Karl, agradeço as provas que me deste ultimamente. Meu desejo é que seja a tua vida menos dura que a minha. Recomendai a vossos filhos a virtude. Só ela poderá dar a felicidade, não o dinheiro, digo-vos por experiência própria. Só a virtude me levantou de minha miséria. Só a ela e à minha arte devo não ter terminado em suicídio os meus pobres dias. Adeus e conservai-me vossa amizade.
Minha gratidão a todos os meus amigos. Sentir-me-ei feliz debaixo da terra se ainda vos puder valer. Recebo com felicidade a morte. Se era vier antes que realize tudo o que me concede minha capacidade artística, apesar do meu destino, virá cedo demais e eu a desejaria mais tarde. Entretanto, sentir-me-ei contente pois ela me libertará de um tormento sem fim. Venha quando quiser, e eu corajosamente a enfrentarei.
Adeus e não vos esqueçais inteiramente de mim na eternidade. Bem o mereço de vós, pois muitas vezes, em vida, preocupei-me convosco, procurando dar-vos a felicidade."
Sede felizes!"

Helligenstadt, 6 de Outubro de 1802.
Ludwig van Beethoven.
Obtido em "http://pt.wikisource.org/wiki/Testamento_de_Heilingenstadt"

segunda-feira, 10 de março de 2008

Não quatro, mas vinte.


Já está inté no wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Passa-Vinte
Ahhhh... se há pessoas que me lêem desde blogs-fotologs já finados (que Deus os tenha), já podem soltar o " - De novo este papo? Ela já escreveu sobre!". Bão, vão caçar outra coisa para fazer a ler estes devaneios aqui gravados. E que num surto, podem ir pro espaço e serem pulverizados por um míssil norte-americano antes que caiam aqui na Terra de novo, sob forma de uma enorme bola de fogo. Assunto repetido sim... Uma espécie de hipnopedia, só que comigo acordada. A repetição faz brotar lembranças boas dentro de mim, com uma certa constância, para que sensações prazerosas tenham um ciclo contínuo. Como uma ordem soprada aos ouvidos durante o sono, repetidamente, e acaba surtindo efeito... Estarei eu sempre bem, dentro da minha membrana. Passa-Vinte! Segundo informações da grande enciclopédia anarquista virtual, o wikipedia.org, há pouco mais de dois mil habitantes... Pouco mais de dois mil habitantes? Sim, sim... eu me lembro disso: cidadezinha mui pequena. Encalacrada entre montanhas. Um paraíso. Não sei por que, ontem, antes de dormir, lembrei de um garoto que estudava na mesma escola que eu, lá. Não consigo lembrar o seu nome... Rogério? Não. Este é outro, cá em Taguatinga mesmo, meu primeiro beijo... Marcos? Estou inclinada para este nome: Marcos. Filho do relojoeiro. E encasquetou com a pequena da 1ª série, brigona, que era eu. Mandava-me balinha... ou bombom... Que bonitinho! Mas Seu Mauro, meu pai, não achou bonitinho não. Foi bater na porta do pai do menino e pedir para que o pobrezinho parasse com isso... Pô, pai, não era pra tanto! Talvez Freud aponte em tal episódio o início da minha trajetória meio complicada em relação aos homens. O que terá acontecido com o menino? Terá já abotoado o paletó? Casou-se com alguém cujo o pai não implicara com os doces enviados? Uma penca de filhos? Relojoeiro também? Quando não estou a fim de matutar sobre algo mais relevante, quando estou a fim mesmo de me entregar às besteiras, fico a imaginar o que terá acontecido com pessoas que passaram por mim. Como a professora Filomena Rocha Sales, também dessa época. O oráculo google não soube me responder...
Hora do recreio, sentava eu numa escadaria de frente ao cemitério. Como a escola e o cemitério ficavam em cima de um morro, ficando aquela mais no alto que este, era possível, sem muito esforço, assistir a enterros enquanto lanchava...
Eu não entendia por que minha mãe nunca comprava as verduras vendidas pela mulher do coveiro. Eram tão bonitas, grandes, vistosas...
Quando esta boba acá que vos digita for desta para melhor, quero que plantem uma árvore em cima da minha cova. Vou virar uma árvore... frutífera, para que continuem me comendo!
Céus! Preciso me controlar nestas piadelas... Quando fui ver, já arrotei!
A idéia d'eu virar árvore é séria.
Um dia vou voltar à Passa Vinte/MG. Tenho um pouco de medo, é vero! Tudo o que eu vivi lá era comigo criança. Certas lembranças adquiridas nessa época é bom conservá-las assim, intactas, sem que uma visão superveniente delete todas as sensações. Posso achar tudo, caso fosse lá agora, meio bobo, sem-graça, e ploft! 'cabou-se tudo!
Como o diacho do foguete do parque da cidade... Era tão grande aquele troço! Não tem mais recordações do frio na barriga. Não desta fonte.

domingo, 9 de março de 2008

Sobrevivência

Acredito que todo mundo tem que ter uma maniazinha. Uma loucurinha. Alguma coisa que o torne singular na vastidão deste grande bloco de massa cinzenta. Uma coisa que, dentro de si, você se torne único. Tá, pode ter outras pessoas que tenham as mesmas manias (alguém aí tira a espuma do sabão grudada na cerâmica do box do banheiro? Não??? Yes!!!) e isto pode balançar a sua singularidade. Mas poucos saem por aí, jogando ao ventilador, suas particularidades (poucos, como eu, o fazem). O que os ouvidos não captam, o coração não sente. Você continua sendo um, numeral. Ou o, artigo definido. Se por azar, você descobriu que o colega de seção tem a mesma coisa de doido que tu, leve em consideração as causas. Não é possível que até elas sejam idênticas. Eu tenho a mania de endireitar os tapetes colocados na porta de entrada porque... porque... nem eu sei ao certo (ótimo, assim não corro o risco mesmo de alguém que pense igual estragar o meu barato)... talvez para que eu enxergue tudo andando corretamente ao meu redor... ou porque uma vozinha vem ao meu ouvido e faz premonições horrorozas caso eu não conserte o tapete... tipo "se você não o endireitar, vai acontecer um acidente". Opa! Será que deixei algum tapete torto na manhã do dia 26/08/2007?

Outro equipamento essencial à sobrevivência é manter o Manual do Batman. Olha, esta dica era confidencial até o presente momento. São poucas as pessoas para as quais contei sobre o manual. Manual do Batman me acompanha desde os primórdios da minha adolescência. E sempre procuro mantê-lo atualizado. Não é só de física, literatura, matérias da faculdade, ciência, patatis e patatás culturais que alimento minha pobre alma. De besteiras e futilidades também. Ahhhh, creio que estas últimas são as mais importantes. Distraem-me. Fazem-me rir. E não pensar com profundidade sobre de onde viemos, para quê estamos aqui, para onde vamos. Ponha sua mão frente aos olhos. Repare minuciosamente. Não é esquisito? Não dá um tilt dentro de você? Da mão, passe ao ambiente... as pessoas... a rotina... as construções... os valores... carros... luta por dinheiro... É tudo muito louco! Cadê o porquê? Ok, ok... eu já li que é para passar os genes adiante... E isto é muito louco. Toda a correria para propagar a você mesmo e todos que vieram antes... mãe, pai, avós, bisavós... Tanta tecnologia e voltamos ao ponto zero: o instintivo. O mais forte sobrevive... O Manual do Batman me salva. Preciso completá-lo com informações tão encafifadoras quanto as que mencionei pouco atrás: por que eu arroto logo depois dum espirro?

Numa pesquisa com ratinhos, eles descobriram que a droga é potencializada ou não de acordo com a música. Deram aos tais mamíferos de laboratório, ecstasy. Um grupo, ficou num ambiente com música clássica... Outra parte, com música eletrônica. Os deste, tiveram algum revertério... ficaram mui elétricos... Os daquele, nada aconteceu. Manual do Batman, página 654.

Quando estou retornando do trabalho, estresse à flor-da-pele, e venho escutando algum som mais agitado, vamos assim dizer, bate-me uma vontade de ser o motorista do Carmagedon. Se a música é mais suave, dou passagem ao pobre que está ali, encalacrado no retorno... gentileza gera gentileza e isso salvará a humanidade...

Ahummmmmm...

sábado, 8 de março de 2008

Deep Throat

Vem cá, ter um dia especial para a mulé já não a torna desigual ao homem? E o porquê deste dia não é a luta pela igualdade entre os sexos, patati, patatá? Abro uma revista que faz menção ao oitavo dia do mês de março. A imagem salta da página: uma mulher vestida mostra que sua profissão é comumente atribuída ao homem. Ok! Que beleza! Ela fincou a bandeira em território de macho. Mas, porém, entretanto, contudo, todavia... está segurando uma mala rosa, que não a deixa desvencilhar de vez da sua condição feminina. Ser mulher é ser... ser... putz! Detesto rosa! Raspo meu sovaco, faço meu bigode ("- Quanto tá para tirar o bigode? - Buço, cê quer dizer? - Sim, sim... é isso aí! Ahhhh... fez-me lembrar d'outra piadela minha: quem não tem perna, perneta; mão, maneta; e buço? ho ho ho ho! E punho? hi hi hi hi! Voltando...), como digo sempre, não queimo meu sutiã em praça pública, pois um bonzão tá mais que vinte reais... Por que mulher para se mostrar mulher tem que bancar a retardada? Talvez achem que é sexy... ou tentem mostrar ao macho que ela é indefesa... precisa de braços fortes que a protejam da selva. Bichinhos de pelúcia pendurados no carro... o rosa total... figurinhas fofas de desenhos... E ficam clamando por igualdade! Questão difícil de avaliar... Bão, mas quer saber, nunca seremos iguais aos homens. Daí, perguntar-me-á, você: então, somos superiores? Não. Somos diferentes mesmo. E acredito que cada um tenha uma função... ou, o seu modo de agir não deve ser criticado pelo outro. Mulher tem a infeliz idéia de que pode mudar tudo em nome do amor. Do seu amor, né, mizifim? Ninguém muda ninguém, afirmo. E nem quero mudar ninguém. Que horror! De repente, chego e acho que tenho o direito de anular a personalidade do caboclo que há tempos vem sendo construída? Não me agüento dentro das calcinhas quando alguém tece uma crítica sobre moá... que eu deveria isso... ou aquilo... Minha independência e liberdade a ter que me podar... mudar... por conta de algo construído com base na mentira. Sim, mentira... pois forçando eu ser outra que não sou, o cara não está com a Maura de fato... Enfim, Dia Internacional da Mulher é a puta que pariu! Não me venham com rosas!

Aliás, não sou fã de ganhar flores não. Leia-se buquê. Flor morta. E não adianta me vir com vasinho com alguns exemplares vivos, pois não sei cuidar. O lance não é só sol, água, conversa... umas precisam de mais água, outras menos... Jardinagem é plano para a minha aposentadoria. Vou precisar ocupar minhas mãos com algo... elas são inquietas... acompanham a massa cinzenta fumegante aqui.

Geralmente eu releio o que escrevi... Sou muito contraditória: se estivesse eu, com esta cabeça, vivendo a tempos atrás, estava fudida! Pago minhas contas, assumo minhas besteiras (as mais íntimas até), dois filhos, solteira e nenhum problema quanto a isso. No fundo, orgulho muito de mim mesma. Minha familinha perfeita! Estou dando conta do recado. Porra, como sou forte! Não chego a ser um homem... mas sou uma mulher que toda mulher deveria ser: sem rosa!

Egocêntrica? Megalomaníaca? Narcisa? Oh, no, baby! Reconheço o meu valor sempre, sem precisar dum dia específico para que me reconheça...

Sou chata sim, concordo! Obrigada!

quinta-feira, 6 de março de 2008


Degas era fissurado em bailarinas. E antigamente, a sua época, elas não eram recobertas com um manto enaltedor que a beleza da sua arte exige... Vinham da classe pobre e na falta de money, algumas aproveitavam a exposição que os espetáculos lhe proporcionavam e se prostutuíam. A dura vida na dura das bailarinas de outrora.
As pessoas me surpreendem. No lado bom da coisa. No mal, já não é surpresa alguma. Fico a me perguntar se algum dia o Brasil será educado. Enfim, ela ligou num sábado e nem eu esperava a ligação dela. Tenho o péssimo costume de, quando o circo pega fogo e o meu picadeiro começa a se incendiar, corro pro camarim e lá me fecho. Afasto de tudo e de todos. Depois, quando os bombeiros já apagaram o incêncio, volto pedindo para que "mi-é-di" de novo. Aqui, deixo gravado meu agradecimento, do fundinho do cérebro, àqueles que me aceitaram de novo. Voltando, estudamos juntas uns dois semestres de Economia, quando eu passava pela Católica. Ela continuou, eu segui outros rumos. Já quase um ano que não a via mais... telefonou para marcar um dia para que me entregasse o convite. O convite de sua formatura. Pooooxa! Eu sumi e a moça se lembrou de mim. Isso me comoveu e me deu um tapa no rosto. E me colocou numa situação complicada. Conheço a vida da amiga... suponho que para pagar os convites, não tenha saído muito em conta. E, bão, pisei na bola, desapareci, e ela se lembrou da macaca véia aqui. Mas...
Como dizer não numa situação dessa, meu Deus? Deus? Deus, não. Segundo as más bocas, ele sempre vem com esta (bom, na verdade, foi seu representante quem propagou): amar os outros como a si mesmo... Algo girando em torno disso aí. Daí, eu engulo a seco a minha indisposição para bailes e afins - esta cousa toda periquitada - e me vou. Como dizer não numa situação dessa, meu Diabo? Ele é mal... Melhor pedir socorro a uma Glória Kalil... Danuza Leão... gente entendida de etiqueta. Se eu chegasse e dissesse: " - Pô, fiquei lisonjeada com o convite. Desejo a você toda a sorte na sua nova empreitada. Mas, pooooxa, eu não suporto bailes e afins! Perdão! Mas, dê o convite a uma outra pessoa que realmente vá! Olha... eu te adoro, sinceramente, mas... ". As pessoas não processam mui bien a sinceridade. Vão se sentir magoadas. E não há por que disto, pombas! Seria pior se eu fosse com um sorrisinho amarelo estampado nos lábios. Acho isso.
Well, mizifim, fui ao seu encontro hoje, na hora do almoço, já que o corre-corre não a permitiu que fosse lá em casa... nem os meus horários... peguei o "convite"... já não fazem convites como antigamente... veio dentro duma caixinha de madeira... bonita, até... " - Putz! Isso deve ter sido uma grana só!". Abri e... ufa! Só um convite para as solenidades mais... mais... mais baratas, vamos assim dizer. Missa e colação de grau, as quais também não iria. Um paralelo àqueles convites de casório nos quais, em alguns, vem um convitezinho anexado dizendo a hora e local do regabofe. Ou seja, não há convite para baile! Ahhhhhh!
Não era merecedora para tanto!
Porém, hey, sorte, viu?

Ian tem uma característica que realmente me emputece: não sabe ouvir um não. Recapitulando: ouvir, ouve; não obedece a um não, vamos colocar a coisa em águas límpidas. "- Não, Ian! Mas que droga! Nãããããoooo!". E o moleque continua lá, mexendo, futucando, esgravutando aquilo que não deveria. E as más experiências não o traumatizam. Já levou um pusta choque, e permanece com seu interesse elétrico. Cansa! Porém, eu o admiro. Este lance de educar... Aliás, o que é educar? É polir a pessoa de acordo com o que é esperado pela sociedade? Eu paro (verbo parir... sei que é defectivo, não existe conjugação na 1ª pessoa do singular no presente do indicativo) e moldo a cria para melhor servir aos tubarões cá fora? Seria interessante eu acabar com esta característica nata do menino, o de não seguir o não? Fincar o pé na sua decisão e ir adiante, mandando os contrários a sua decisão catarem coquinho? Essa é minha função de pai? Ops, mãe? Enerva-me ser contrariada... Pô, eu tenho o poder, fulaninho! Obedeça-me! Muito...muito esquisito isso... Talvez minha função principal é passar aquilo que deve ser passado e que muitos esquecem de passar: respeitar os outros. Acredito que isso seja o resumo perfeito das causas que conturbam o harmônico convívio social. Vá, Ian! Não serei um Estado ditatorial... recuso-me a exercer tal papel, mesmo tendo ciência da grandiosa e sufocante tarefa que é parir e acompanhar o crescimento de fulanos. Não dê ouvidos aos outros. Finque o corpo naquilo que deseja e ripa na chulipa! Experiências ruins passadas não significam que outras, que estão por vir, serão tão desagradáveis o quanto. Viva (do verbo viver) você mesmo. Encha a mamãe de orgulho, moleque!
Não, não... não tome como tarefa encher sua mãe de orgulho. Isso é por demais sufocante. Já cansei de me auto flagelar por conta das decepções dadas à Dona Rita, minha mamã. Que eu me faça enxergar que filho não é uma extensão minha, ou uma segunda chance. É humano como moá, com todo o direito de fincar o pé na merda de vez em quando. E eu estarei por perto...
Desce mais uma tequila, pois o papo tá animado! Pelo menos, para mim...
Esclarecimentos sobre a foto... tanto para mim quanto aos que, porventura, passem por acá. Deixe-me olhá-la mais profundamente... Fotos antigas não deixam de serem tristes. Mesmo se tratando desta aí. Ninguém dela morreu, é vero. Eu quaaaaase... não cheguei a ver o túnel com a luz branca ao fundo, porém cheguei perto de abotoar o paletó. Bão... eu fico analisando retratos antigos e as Mauras anteriores ficam a me pentelhar cá dentro. Algumas não admiram o que me transformei. Dizem que joguei por água abaixo os sonhos delas (olha só, Maura... o cara com cabelos claros na altura dos ombros, um sorriso colgate, entrando porta adentro do seu quarto, realmente só existia na sua cabeça!). Só que esquecem que eu sou resultado daquilo que escolheram tempos atrás. E, quer saber? Acho que escolheram certo. Gosto do que sou e torço para que eu goste da versão futura também, conseqüência das minhas ações presentes. Voltando, aí, eu tinha uns 17 anos, creio. A camiseta é da Janis Joplin. Uma foto que ela está nua, cheia de colares, com as duas mãos pousando sobre a... a... eu tenho um problema pra definir o meu órgão genital. Buceta? Florzinha (irc!)? Perseguida (fudeu!)? Detesto xoxota... a sonoridade não é legal. Comentei com uma pessoa que xoxota tá impressão de coisa larga... E por que apertado dá idéia de legal e largo não? Enfim... estava eu ainda no EIT. Ou já haveria eu entrado pra Química na UnB? Vou deixando cair lembranças exatas ao longo do tempo... Tanto lá, quanto cá, era boboca. Digo, era e sou boba. Taí uma característica que aprecio em mim: a bobice. A ingenuidade. Oh, sim... eu sou ingênua. Do pau oco? Não, do pau com recheio mesmo. Acredito que soluções aparecerão... que o que possa estar acontecendo na minha pacata vida e é passível de preocupações maiores, realmente não devem receber tanta preocupação... que sou feliz... que se alguém me oferecer flores, isto é Cashmeere Buquet!
Ainda existe Cashmeere Buquet? Eu uso Hidrata... ou roubo algum da Avon de Dona Rita...
Oh, yes... prima e irmã me fazem companhia na foto!
That's all folks! Ao banho e avante!
Sete e pouco da manhã. Estou acá, sentada, frente ao computador, a tevê ligada num jornaleco local. Sempre a mesma coisa. Violência, hospital, reclamação. Sempre.

Os pais de VanGogh deram a ele o mesmo nome do seu irmão já falecido à época do seu nascimento: Vincent VanGogh. O pobre menino sempre tropeçava na lápide com o seu nome inscrito. E ele cresceu. Não se mostrou muito são de cabeça. Cortou sua orelha. Deu um tiro no próprio estômago. Não alcançou, quando vivo, o reconhecimento merecido. Eu o admiro, VanGogh. E a humanidade é sim, deveras burra. Tento imaginar a sensação ao ver um túmulo com o seu nome, sem tirar nem pôr letras. Pessoas digerem diferentemente o que se passa ao seu redor. Uns, passam batido. Outros, sentem algo a mais numa cena corriqueira. Oh, não! Não tento eu me aproximar da genialidade em traduzir o mundo para a sua língua, de Vincent. Infelizmente, não chego a tanto. Talvez seja melhor assim. Isso mantém minha carioteca incólume. Mantém-me dentro do meu limite, mesmo que eu me debata dentro dele. Às vezes, os acontecimentos me tocam de uma outra forma. Uma mulher se arrastando debaixo do sol forte até chegar a algum lugar... o cara do carrão que parou ao meu lado, no sinal... a loucura que se instala nas pessoas em épocas como Natal... Páscoa... Acho tudo muito estranho e triste. E belo. A condição pura de ser humano. Tão diferentes. Tão iguais. Sinto-me como se não fosse feita de carne, ossos, fluidos; mas de sensações que se chocam feito elétrons... cargas iguais... força fraca que as mantém presas ao núcleo... qualquer energia recebida, faz algumas delas aflorarem...

Bão!

Certa vez, eu sonhei que estava num campo... e ventava fortemente... de repente, sinto meus pés saírem do chão... o vento querendo me levar e eu querendo ser levada por ele... minha pobre mãe se agarrava aos meus pés, desesperada, querendo evitar aquilo que eu e o sr. vento queríamos fazer... Tem certos sonhos que ficam marcados. Os meus são sombrios... escuros... sem cor. Freud explica? Não, não quero que explique. Desde pequena tenho disso: deixe-me que eu própria chegue as minhas conclusões. Às vezes, o resultado de tantas matutações chegam a mesma coisa já alcançada por algum pensador conhecido. Não me frustro por não ter sido a primeira a fincar a bandeira em território recém-descoberto. Sonhos... em alguns, alguma cor predomina dentre os tons de cinza, preto e branco. Costumo dizer que eles são ambientados em Gotham City. Eu me sinto bem neles. Talvez, sob R.E.M, eu entre em contato com o meu planeta.

Oh, céus! Hoje eu estou com a macaca. Perguntam-me se tais palavras me traduzem. Bom, sim. Tentei explicar, complicando, que acá sou eu e não sou. Como assim, cara-pálida? Well... iceberg. Permito pegar como exemplo o tal edifício de gelo, que deu cabo no Titanic. Há uma ponta que todo mundo vê (ou não, como o pobre Capitão do navio). Mas debaixo d'água há muita coisa. Para quem me vê, eu existo apenas sob a forma da ponta. A grande parte que não é vista, não existe. Logo, não sou eu. Como posso ser aquilo que não existe? Mas eu tenho ciência de que ela existe. E sei que sou eu. Sou a junção daquilo que sou, perante todo o povo, e daquilo que não sou, mas sou, porque eu sei que há.

E se quer "plus" à complicação, posso dizer que sou aquilo que não vêem (nada, nem a ponta) + aquela porção que vêem + o todo que eu vejo. Já cantei esta pedra, somos muitos dentro de um só.

Entenderam?

Ainda há vaga no Asilo Arkham?

Espero encontrar o Coringa por lá!

quarta-feira, 5 de março de 2008



Meleca! Acabo de deixar cair uma gota de café sobre a blusa... Ahhhh, café! Meu único e sadio vício! Sadio? Vício? Contradições, vá se acostumando a viver com elas sem dar tilt dentro da cachola. Tatuagem: não é legal se não doer! Quase chorei quando a maquininha deslizava sobre a minha costela. Sinto saudades! Prazer e dor estimulam a mesma área cerebral. Ou... posso estar errada... prazer e dor são conseqüências da mesma área cerebral quando estimulada. Bom, prazer e dor, mesmo campo de origem. Isso deu margem a interpretações sobre a minha pessoa... Terá eu perdido o controle da privacidade? Ah, foda-se! Aliás, fodam-se! Todo mundo... no mal (para quem merece) e no bom (para quem merece) sentido!

Realmente, algo foi acrescentado dentro de moá. Algo está em progresso... pena que quando eu estiver no clímax, o caminho coincide com o pico, daí é descidona. Meu contato com o mundo externo começou com a cabeça baixa e o cabelo sobre a cara. "- Ehhh, eu queria um envelope de aspirina por favor!". E o moço da farmácia, filho do Seu Silveira, que minhas tias tanto insistiam que ele estava olhando diferente para mim, ficava sem saber se a recíproca era verdadeira. Como eu tremia nas bases! Ainda tremo em determinadas situações... Porém, hoje, Dona Maura pechinchou! Eu, pechinchando??? "- Vem cá, se for à vista, tem desconto?". E levei a bota com um certo abatimento. Yes! Quero me testar mais!

Break on through! To the other side!

Não, não... não tenho medo da velhice. Não luto infrutiferamente contra o passar do tempo marcado sobre mim. Posso pensar em me submeter a uma plástica qualquer... afinal, tenho lá algumas vaidades que não chegam a ser doentias. É o tal de se sentir bem consigo mesmo, aliado a pusta preguiça de fazer os poucos reparos à base de exercícios físicos. Ahhh, minha caminha! Para me botar em movimento, teria eu que abandoná-la cedo. Bão, vou envelhecer mesmo. Não adianta eu passar a morar no 20º e tantos andar, pois o efeito da gravidade também está lá. Firme e forte. Bom, talvez se eu resolvesse virar astronauta... Em órbita, o tempo reflete menos que numa pessoa acá, com os pés fincados na crosta terrestre... Maura ficará velhinha. Só uma coisa me dá medo em relação ao tal fato: perder o raciocínio. Será eu xingada, à voz baixa, quando for pagar uma conta no caixa eletrônico? Putz! Eu não agüento... é uma morosidade... uma lentidão... nada de pá! pá! pá! Paguei! É tec.... tec... tec.... Uai? Não é falta de respeito não. Ou é. Foda-se! Pensando bem, vou cobrar dos moleques sim, por eu ter feito o diabo para criá-los e ter dado condições para enfrentar a selva: vão pagar minhas contas e retirar uma graninha pra mim lá no banco... além de me levar ao aeroporto, para que eu viaje pela 10ª vez no ano... E quando a cousa apertar... eu me desligar de vez do mundo, restando apenas a carcaça presente, podem, sem sentimentos de culpa, me colocar num asilo. Um asilo decente, pois minha pensão dá para pagar. Não é justo filho dar um pause em sua vida por conta de pai ou mãe que já precisam de cuidados maiores. Se quiser, podem ir me visitar...

A vida.

Tanta coisa por fazer antes de que meu organismo me aliene de mim mesmo...

Pá! Pá! Pá!

terça-feira, 4 de março de 2008

Uhuuuu!


Foi a mim passada a informação de que uma ancestral, quando morreu com 80 e poucos anos, se não me faia a memória, seus seios em muito se assemelhavam a pêras. Pêras frescas, frise-se. Engraçado isso comparar tetas com frutas. Pequenas cerejas (que não é o meu caso)... melões... pêras... Será por quê? Fruta... suco... do peito sai suco? Eca! Tem gente que tem tara em tomar leite humano direto da fonte (lembrei dum filme mentiroso, Mandando Bala... lá tinha uma prostituta que o "plus" dela era justamente este: dava de mamar, literalmente, para os seus clientes). Bão, voltemos à firmeza do busto da minha ancestral. Seu segredo: banho frio. Nada que não fosse conhecido por muitos: os benefícios da água em sua temperatura ambiente. Frio. Brrrrr... Assumo que tenho lá minhas vaidades... o cabelo... meu peso... pele... Porém, nada me faz entrar debaixo dum chuveiro desligado. Nem a promessa de ter meus limões (creio que estejam mais pra laranjas) frescos para sempre... até que a morte nos separe. Em nome do tal pecado, já tentei, confesso. Relembrava uma antiga técnica muito usada quando faltava energia elétrica lá em casa, quando Dona Maura era pequena, digo, criança, pois a natureza não me favoreceu neste quesito: altura... Ligava o chuveiro, sentia as primeiras gotinhas frias... enfiava o pé... a batata da perna... Vapt! A bunda... aí, o choque térmico é maior, não sei por que. Talvez seja por conta do ínicio (ou fim, depende de que ângulo olhe) da coluna... Brrrrr... vai metendo as costas aos poucos... de repente, já está por completo debaixo da água. Ah, ir pulando também ajuda...

Não. Não abro mão do meu chuveirinho ligado no inverno. Água quente correndo corpo afora... as idéias deslizando... o vapor... Ninguém vê os benefícios do vapor d'água? Abre os poros... faz bem à respiração... tira o catarro...

Há cirurgia plástica, caso, lá na frente, eu passe a acreditar que seios firmes trará
algum lucro.
Bom... sexualmente falando, pode até ser... Mas dizem que homem não presta atenção... Que mulher mais se preocupa com sua aparência por conta duma outra mulher. Não me interessa se uma outra me ache ou não gostosona. Entretanto... e se a outra mulher for eu mesma? Hummmmm... talvez seja por aí. Se me vejo refletida no espelho e penso "Opa! Tô bem, hein?", acabo, vamos assim dizer, me achando... sensual... bonitona... Rrrrrr, felina! Uma leoa da volúpia. Acabo transmitindo isso... acaba refletindo nooouuutras áreas... Deve ser aí o caminho!

Mudando da água para o vinho, graças ao congestionamento (peço colaborações para aumentar minha lista de palavrões. Os que profiro, já me enjoou!), peguei minutos finais duma aula que, a princípio, eu acharia chata: Filosofia. Egoísmo x altruísmo. Interessante... bom, de certa forma, eu já havia chegado a tal conclusão: egoísmo é natural. Nasce com o homem. Altruísmo, não. Não somos tão bonzinhos por natureza. Se pratico o bem, pratico-o movida pelo meu egoísmo, em querer manter uma posição privilegiada.

Sou egoísta, não se iludam com minha carinha.

Que aliás, não há segredo algum por detrás do seu aspecto ainda jovial, mesmo tendo eu ultrapassado a barreira dos 30. Lavo a cara com água quente.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Diferente


Hoje é segunda-feira, dia 3/3/2008. Pouco importa ser o terceiro dia do terceiro mês do nono ano a partir de 2000. A coisa fede é no Segunda-feira. Todos contra um, este dia mata a inspiração de qualquer humano. O corpo ainda pede a rebordosa de sexta, à noite; sábado inteirinho e parte de domingo, pois, começou os indefectíveis programas dominicais, deram partida ao início do tal detestado dia. Porém, entretando, contudo, no entanto e todas as conjunções adversativas, luto contra. Tento enxergar o que os outros não vêem. Aprendo, na marra, a gostar da segunda-feira... Dia em que se recomeça tudo (tá, é o domingo o primeiro dia... porém, é na 2ª que vem a sensação "tudo de novo")... se todo dia fosse sexta, não haveria aquela alegria crescida no centro da barriga: "Oba! Sexta!"... Ainda bem que tenho algo para fazer, ficar em casa a todo momento mata... Bão, tento me libertar do pensamento massificado. Todo mundo pensa igual... Isso não amendronta? Diversidade... não quero ser mais um tijolo no muro. Mais uma ovelha tocada rumo ao precipício. Quero ser moá, doa a quem doer. E se dói, é porque é bom. Sim, sim... tenho meu pezinho no masoquismo. Assumo!


Schlééépt! Vapt! Ai!


Um palhaço no sinal me chamou de modelo. O elogio tinha que vir dum palhaço? Esta figura não é lá mui merecedora de créditos. E, bom, o modelo veio depois d'eu ter comprado a caneta... ou terá sido pirulito? Bom, paguei pela massageada de ego. Ah, meu eguinho! O episódio fez-me lembrar duma outra vez, desembarcando do metrô, um cara pintada semelhante subiu logo a minha frente na escada rolante, olhou para trás, "que pele bonita que você tem... o que passa?". Palhaços, meus admiradores.


Parapópó!


Ahhhh, mizifim, tô lutando contra a segunda... tá difícil vencê-la... tenho que lutar! Não sou mais uma. Sou A. Acho que os palhaços me encheram a bola demais. Tá valendo!