terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Nem só de caviar vive o homem!

Então. Bateu-me saudade de ser docinho-de-coco. Melhor, coxinha com catupiry. Sou mais salgados a doces. Enfim, senti saudade de mim inspirada, com uma flecha do cupido fincada no peito. Uma das minhas declarações mais bonitas foi inspirada na Era do Gelo. Disse eu termos nos conhecido há muito mais tempo, em vidas passadas. Estava eu a caminhar, seguindo o grupo, um frio infernal, e, de repente, caio. Cabeça baixa, só vejo uma mão sendo estendida em meu socorro. Seguro-a. Apoio-me. Levanto a cabeça e o vejo. Era fulano. Ahhhh... eu gostaria de receber algo assim. Tão criativo, não? É isso! Falta me faz de ser assim. Entendam-me, é algo egoista mesmo. Não é falta de alguém, mas de mim. Do prazer que dá quando se está neste estágio apaixonado.

“Eu te amo porque não amobastante ou demais a mim”

Escreveu Drummond. Gosto desta parte do poema. Sou muito de poemas não. Aliás, nada. Assumo: não gosto de poemas. Quer outra revelação? Não gosto de sushi também! Mais uma? Arroto depois que espirro... acho bonito homem com barba... e não acho legal depilação total. Sei lá, tal como a subida ao topo (nem tanto) da Torre de TV, nada comparável ao friozinho na barriga sentido quando criança, estraga-se a imagem que eu tinha, sem marcas do crescimento ou inocência acabada. Foram três revelações. Duas de brinde.

Vou voltar ao livro sobre Relatividade. Assuntos mais interessantes, sem filosofar. Por increça que parível, acho filosofia um saco! Tô com preguiça de reler tudo aí pra baixo pra me certificar de que já comentei sobre isso, mas sempre me esquivei de filósofos (só falhei com Nietzche e de certa forma, Sartre). Prefiro ter meu próprio pensamento, mesmo que apontem ter sido minha descoberta descoberta há tempos por outro que tem a fama. Não me importo. Cheguei eu mesma lá. Auto-suficiente, já me acusaram. Isso é ruim? Talvez, pois tendo ao isolamento. Problema na minha vida estudantil: acho perda de tempo ficar sentada, durante horas, escutando blá-blá-blás. Prefiro grudar minha bunda na cadeira e matutar sobre a matéria.

Bão, chega por hoje, não? Tô tão terráquea!

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