quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Não gosto de jogar rascunho fora, nem deixá-lo às moscas. Vai! Depois, se a cachola cooperar, darei continuidade.

Ok! Atéia como digo ser eu, como posso cair na crendice de nada pronunciar antes do prazo comumente instituído para se guardar em segredo, antes de jogar a bosta ao ventilador? Uma proteção à inveja. Inveja de moá, cara pálida? Hummmmm... não creio! Ou, olho gordo... ou pensamentos ruins... ou... ou... Enfim. À urubizice. Pois bem. 1.º - não acredito; 2.º - muitos talvez considerem ter eu me fudido de vez e bonito. Assim, não se faz mais necessário mandingas sobre a minha pessoa. 3.º - não me vem à mente. Quando vir, volto ao ponto.

Ahhh, céus! Minhas tetas doem. Parecem estar inflando... inflando... sob dor... Meu corpo não mais me pertence. Sua atenção é toda virada para o ventre e me coloca em tal prostração, esquecendo-me. Uma parte do cérebro ainda tenta dar ordem até pouco antes levada a cabo: reaja! Reaja! Reaja! Nada. Eu havia esquecido totalmente esse terrível início de gravidez.

E início é uma bosta mesmo. Não tenho coragem - a barriga mal aparece, para alguns eu engordei por conta das férias - de pegar senha para preferencial. Hoje mesmo, lá no laboratório para fazer uma bateria de testes sempre passados a futuras zumbis, apertei o botão na maquininha correspondente ao atendimento normal. "Ahhh, só estou num mal-estar danado típico da época e um pouco de enjôo, mas 'guento a parada!". Ok! Chega uma típica perua taguatinguense ( = mulher típica moradora classe média da cidade satélite de Taguatinga. Podemos identificá-la, primeiramente, pelas luzes no cabelo. Horror!), acompanhada da filha-franja-alisada. Uma pré-adolescente, a menina uniformizada. A essa altura, eu já estava maldizendo a minha bundice. A senha estancou no 11 (18, a minha) e um monte de preferenciais passaram a ser chamados. E, na nona senha destinada a idosos, gestantes, deficientes e mães com crianças de colo, lá vá a senhora-cabelos-com-mechas-loiras-e-base-de-chocolate. Como assim, mermã? Grávida, não estaria. Digo não estar, pois achei ter sido a cara-de-pau motivada pela pressa mesmo. Sua filha estava uniformizada, logo deveria ir para a escola após exame. Mas, mesmo assim!