quarta-feira, 5 de março de 2008



Meleca! Acabo de deixar cair uma gota de café sobre a blusa... Ahhhh, café! Meu único e sadio vício! Sadio? Vício? Contradições, vá se acostumando a viver com elas sem dar tilt dentro da cachola. Tatuagem: não é legal se não doer! Quase chorei quando a maquininha deslizava sobre a minha costela. Sinto saudades! Prazer e dor estimulam a mesma área cerebral. Ou... posso estar errada... prazer e dor são conseqüências da mesma área cerebral quando estimulada. Bom, prazer e dor, mesmo campo de origem. Isso deu margem a interpretações sobre a minha pessoa... Terá eu perdido o controle da privacidade? Ah, foda-se! Aliás, fodam-se! Todo mundo... no mal (para quem merece) e no bom (para quem merece) sentido!

Realmente, algo foi acrescentado dentro de moá. Algo está em progresso... pena que quando eu estiver no clímax, o caminho coincide com o pico, daí é descidona. Meu contato com o mundo externo começou com a cabeça baixa e o cabelo sobre a cara. "- Ehhh, eu queria um envelope de aspirina por favor!". E o moço da farmácia, filho do Seu Silveira, que minhas tias tanto insistiam que ele estava olhando diferente para mim, ficava sem saber se a recíproca era verdadeira. Como eu tremia nas bases! Ainda tremo em determinadas situações... Porém, hoje, Dona Maura pechinchou! Eu, pechinchando??? "- Vem cá, se for à vista, tem desconto?". E levei a bota com um certo abatimento. Yes! Quero me testar mais!

Break on through! To the other side!

Não, não... não tenho medo da velhice. Não luto infrutiferamente contra o passar do tempo marcado sobre mim. Posso pensar em me submeter a uma plástica qualquer... afinal, tenho lá algumas vaidades que não chegam a ser doentias. É o tal de se sentir bem consigo mesmo, aliado a pusta preguiça de fazer os poucos reparos à base de exercícios físicos. Ahhh, minha caminha! Para me botar em movimento, teria eu que abandoná-la cedo. Bão, vou envelhecer mesmo. Não adianta eu passar a morar no 20º e tantos andar, pois o efeito da gravidade também está lá. Firme e forte. Bom, talvez se eu resolvesse virar astronauta... Em órbita, o tempo reflete menos que numa pessoa acá, com os pés fincados na crosta terrestre... Maura ficará velhinha. Só uma coisa me dá medo em relação ao tal fato: perder o raciocínio. Será eu xingada, à voz baixa, quando for pagar uma conta no caixa eletrônico? Putz! Eu não agüento... é uma morosidade... uma lentidão... nada de pá! pá! pá! Paguei! É tec.... tec... tec.... Uai? Não é falta de respeito não. Ou é. Foda-se! Pensando bem, vou cobrar dos moleques sim, por eu ter feito o diabo para criá-los e ter dado condições para enfrentar a selva: vão pagar minhas contas e retirar uma graninha pra mim lá no banco... além de me levar ao aeroporto, para que eu viaje pela 10ª vez no ano... E quando a cousa apertar... eu me desligar de vez do mundo, restando apenas a carcaça presente, podem, sem sentimentos de culpa, me colocar num asilo. Um asilo decente, pois minha pensão dá para pagar. Não é justo filho dar um pause em sua vida por conta de pai ou mãe que já precisam de cuidados maiores. Se quiser, podem ir me visitar...

A vida.

Tanta coisa por fazer antes de que meu organismo me aliene de mim mesmo...

Pá! Pá! Pá!

Um comentário:

Milla de Paula disse...

Maura! vc me surpeende... sua doida...
Te adoro!
E adoro seus textos!!!
bjksss e vê se não some de novo!
:)