
Já está inté no wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Passa-Vinte
Ahhhh... se há pessoas que me lêem desde blogs-fotologs já finados (que Deus os tenha), já podem soltar o " - De novo este papo? Ela já escreveu sobre!". Bão, vão caçar outra coisa para fazer a ler estes devaneios aqui gravados. E que num surto, podem ir pro espaço e serem pulverizados por um míssil norte-americano antes que caiam aqui na Terra de novo, sob forma de uma enorme bola de fogo. Assunto repetido sim... Uma espécie de hipnopedia, só que comigo acordada. A repetição faz brotar lembranças boas dentro de mim, com uma certa constância, para que sensações prazerosas tenham um ciclo contínuo. Como uma ordem soprada aos ouvidos durante o sono, repetidamente, e acaba surtindo efeito... Estarei eu sempre bem, dentro da minha membrana. Passa-Vinte! Segundo informações da grande enciclopédia anarquista virtual, o wikipedia.org, há pouco mais de dois mil habitantes... Pouco mais de dois mil habitantes? Sim, sim... eu me lembro disso: cidadezinha mui pequena. Encalacrada entre montanhas. Um paraíso. Não sei por que, ontem, antes de dormir, lembrei de um garoto que estudava na mesma escola que eu, lá. Não consigo lembrar o seu nome... Rogério? Não. Este é outro, cá em Taguatinga mesmo, meu primeiro beijo... Marcos? Estou inclinada para este nome: Marcos. Filho do relojoeiro. E encasquetou com a pequena da 1ª série, brigona, que era eu. Mandava-me balinha... ou bombom... Que bonitinho! Mas Seu Mauro, meu pai, não achou bonitinho não. Foi bater na porta do pai do menino e pedir para que o pobrezinho parasse com isso... Pô, pai, não era pra tanto! Talvez Freud aponte em tal episódio o início da minha trajetória meio complicada em relação aos homens. O que terá acontecido com o menino? Terá já abotoado o paletó? Casou-se com alguém cujo o pai não implicara com os doces enviados? Uma penca de filhos? Relojoeiro também? Quando não estou a fim de matutar sobre algo mais relevante, quando estou a fim mesmo de me entregar às besteiras, fico a imaginar o que terá acontecido com pessoas que passaram por mim. Como a professora Filomena Rocha Sales, também dessa época. O oráculo google não soube me responder...
Hora do recreio, sentava eu numa escadaria de frente ao cemitério. Como a escola e o cemitério ficavam em cima de um morro, ficando aquela mais no alto que este, era possível, sem muito esforço, assistir a enterros enquanto lanchava...
Eu não entendia por que minha mãe nunca comprava as verduras vendidas pela mulher do coveiro. Eram tão bonitas, grandes, vistosas...
Quando esta boba acá que vos digita for desta para melhor, quero que plantem uma árvore em cima da minha cova. Vou virar uma árvore... frutífera, para que continuem me comendo!
Céus! Preciso me controlar nestas piadelas... Quando fui ver, já arrotei!
A idéia d'eu virar árvore é séria.
Um dia vou voltar à Passa Vinte/MG. Tenho um pouco de medo, é vero! Tudo o que eu vivi lá era comigo criança. Certas lembranças adquiridas nessa época é bom conservá-las assim, intactas, sem que uma visão superveniente delete todas as sensações. Posso achar tudo, caso fosse lá agora, meio bobo, sem-graça, e ploft! 'cabou-se tudo!
Como o diacho do foguete do parque da cidade... Era tão grande aquele troço! Não tem mais recordações do frio na barriga. Não desta fonte.
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