Uma pequeña pausa já no início: Dona Adelaide me avisa que o café está prontinho.
Este café adquirido em licitação é uma blasfêmia com o sagrado pó preto. Nem novinho dá o barato que se espera. E não é culpa da moça que o fez. É ruim mesmo. Ordinário.
Bom.
Há algumas músicas que gostaria ouvir ao pé do meu ouvido. Ou cantá-las ao pé do ouvido de outro, esperando o resultado desejado: a pessoa adorar assim como eu adoraria se o pavilhão auricular fosse meu.
1. "So give me coffee and tv easily
I've seen so much, I'm going blind
and i'm braindead virtually
Sociability is hard enough for me
Take me away from this big bad world
and agree to marry me
So we can start over again"
Sociabilização é difícil para mim... Sim, sim, é sim! Tire-me deste mundo mau e grande... dê-me café e televisão... Ahhhhh! Eu sempre imaginei algo assim, quando delirava eu sobre relacionamento ideal para minha pessoa. Eu sou uma ave machucada... cuide-me e eu cuido também de você.
Ok, mas tudo muito quieto cansa a alma. Podemos tocar esta também na vitrola:
2. "want to fuck you like an animal
I want to feel you from the inside
I want to fuck you like an animal
My whole existence is flawed
You get me closer to god"
Ideal. Melhor, ideais. Melhor fugir deles? Grandes chances de frustrar-se? Eu sou apegada a ideais? Sou eu frustrada? Talvez eu tenha alguns conceitos pré-formulados. Porém, não exergá-los na realidade que me é imposta, não me faz o último dos moicanos. Eu ando praticando muito a política do "Ah, então tá!". Se não foi como eu queria, "Ah, então tá!" e sigamos adiante. Vá ver lá na frente há algo mais legal.
Shhhhhhhhh... shhhhhhhhhhh.... Mudemos a estação do rádio, estou tangenciando o limite da auto-ajuda. Gosto não, senhô!
Auto-ajuda... não me pergunte donde tirei tal associação, mas o termo não faz brotar algo como um manual que ensine a pessoa a se masturbar? Sei lá. A mim parece. Uma auto-ajuda... Não, certamente muitos não verão o liame entre os dois termos como eu vejo. Experiência pessoal? Talvez. Entretanto, não estou a fim de me martasuplicyar agora. Bom, mas o termo auto-ajuda é errado pois a solução do causo não partiu de você mesmo. Uma idéia saída de outra cachola é posta em prática por você, motivado por uma experiência pessoal de outro, sem avaliar se tal roupa lhe cabe. Agora concorda?
Não me recordo se já escrevi sobre isso em algum blog assassinado por minhas próprias mãos. Sempre me esquivei da filosofia. Achava eu ser mais interessante eu própria chegar as minhas conclusões. Futucar-me. Vasculhar-me. Bagunçar-me. Espremer-me. Tcharaaaan! Eis minha conclusão nem tão conclusiva assim, pois penso (e não existirei enquanto pense). Saber dos pensamentos íntimos alheios importaria em nunca saber quem sou eu realmente. Sou o que penso. E se penso várias coisas, sou várias pessoas. E aí, não dá pra existir eu só.
Ahhh, meu mundico particular! Tenho receio de sair dele!
Daí... bem daí que não consegui ficar longe da filosofia. Acabei mergulhando nela e esbarrei em alguns iguais. As mesmas matutações, só que de uma forma mais bem elaborada.
Porém, auto-ajuda me esquivo veementemente. Ninguém melhor que eu para saber o que há de errado cá dentro e como me curar. Se é que quero me curar, porque o que possa existir de errado pode me distinguir no meio dos demais.
Peça de uma grande engrenagem sempre foi um conceito muito angustiante sobre a existência.
Talvez seja hora de aceitá-la.
Ou lutar infrutiferamente contra é que dá razão?
Coffe! Por favor!
And tv!
Um comentário:
ahhhhhhh
essa música é uma das minhas prediletas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
coffe and tv...
rsrsr
principalmente o início hiper deprê
Do you feel like a chain store
Practically floored
One of many zeros
Kicked down and bored
Your ears are full but you're empty
Holding out your heart
To people who never really
Care how you are
sem contar o clip, que é muuuito legal tb
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