Eu tenho eguinho, assumo sem culpa alguma. E gosto, sim, de massageá-lo. Dá-me um enorme prazer. Por vezes, sentir-se foda é necessário à sobrevivência. Não em cima dos outros. Se bem que, bom, há momentos (friso, momeeeeeeentos, me compreendes?) que é bom sentir-se foda em cima. Bão, quando acá pairo e vejo quantas abobrinhas plantei, meu ego infla. Meio perigoso isso, pois a quantidade influi na qualidade. Sentença absoluta? Muitas vezes, matutei eu que a quantidade leva ao aperfeiçoamento, quando nos referimos às ações. Produções.
Bão, mas os rascunhos não me davam a dimensão exata do feitio. Juntei-os num só texto, diferenciado-os pelos títulos e datas. Há um sem título. Porém, todos datados. Releio-me. Algumas coisas mudaram. E isso torna interessante o ato da auto-releitura. Olha só... eu tava assim!... Putz, essa fase foi triste!... Rá! Hoje eu tô é querendo amarrar meu burro à sombra!...
Ei-los:
Só sei que nada sei... (8/4/2008)
Direito penal, direito comercial, direito processual civil, direito constitucional... os direitos quebram as asas da minha imaginação. Nos poucos momentos sozinha comigo mesma, mal tenho ânimo para pensar. E não penso. Penso: preciso jogar mais na megasena. Só fiz uma fezinha... se eu continuasse a jogar os mesmos números, quem sabe?
Dizia Platão que o que vemos é reflexo do mundo das idéias. Uma visão malformada daquilo que realmente é. E o que é? Não importa se a caneta é azul, preta, vermelha, com escrita fina, ponta grossa, Mon Blanc, Bic, tudo é caneta. A idéia principal define aquele objeto como sendo uma reles esferográfica. Não importa se é preto, branco, amarelo, cabelo liso, encaracolado, rico, pobre, homem, mulher... tudo é ser-humano. A idéia principal define como sendo humano. Qual é a idéia? Isso me desanima. Numa luta incessante na procura do meu eu, na ânsia em me diferenciar da massa, saber quem eu sou, constatar uma carioteca em torno de mim, mantendo-me estável internamente, acabo por chegar na triste conclusão de que somos todos iguais, essencialmente. Alguns já desvendaram isso e assume numa boa seus medos, erros, maldades, bondades, desejos... Outros, procuram meios que os ceguem diante da inevitável verdade. Mergulham na religião, no fanatismo, no amor. Amor... amor... amor... de certa forma, sinto-me liberta. Por que acabamos por achar que, realmente, precisamos de outra pessoa para sermos felizes?
Amor, pesado amor. (29/5/2008)
Abri uma brechinha. Não, não é uma brechinha assim, corpo, para não dar outros nomes, porém, brecha = intervalo no meu corrido tempo. Livro de Constitucional aberto cá ao meu lado. Digo, Penal (para se ter uma idéia de como estou aplicada nos estudos aqui). Sou fraca às tentações. Notebook aberto. Acesso à internet. Fui xeretar. Ahhh, "cuide de sua vida!" ? Eu estou cuidado, pode apostar nisso. E por isso mesmo, resolvi esquecer um pouco dela, deliciando-me com a dos outros. Adonde há vida ultimamente? Dou um doce para quem adivinhar! Ahá... orkut. Sim, sim. O feitiço poderá ser voltado contra o feiticeiro e, com certeza, e a certeza não me assusta, deve haver pessoas que procuram esquecer de suas vidas olhando a minha. Coitadas! Ultimamente, não tem tido nada de muito interessante, mas se a análise psicológica desta pessoa aqui distrair em algo, estará valendo. Clico aqui. Clico acolá. Reclamo pelas páginas de recados trancadas (aaara, quem tá no orkut é pra se molhar! Admito que já fiz isso, mas... o mundo é uma troca, se eu faço por que não haveria de deixar o outro fazer?). Então leio: eu te amo! Engraçado. O amor não foi declarado a mim, porém eu estremeci pela pessoa. Lembrei quantas vezes eu não disse isso.- Beijo, amor! Eu te amo.- Bom dia! Eu te amo.- Yes...yes... yeeeeeeeeessssssss... eu te amo!- Vamos ao cinema? Eu te amo.- Passa-me a manteiga, eu te amo.- Porra! Por que você fez isso? Eu te amo.Posso dizer que já amei muito. Para todos os meus namorados, um dia já lhes disse eu te amo. E amei mesmo na época. Fuuuuu... passou. Não me sinto capaz de dizer isso novamente. Talvez encontre uma expressão mais adequada para ser dita na despedida, no desligar do telefone, durante a foda... Amor eu só acredito no meu para com meus genes propagados. E mesmo assim porque é algo imposto quando se tem filhos. Amo e sou escrava desse amor que me faz tremer quando vislumbro algum infortúnio com os meus moleques. Não é um sentimento que quero impor a alguém que não seja naturalmente imposto. Nem quero que me imponham. Ter o amor de alguém é uma carga por deveras pesada para ser levada na cacunda por livre e espontânea vontade. Ou necessidade. Eu me amo.
Incapaz (2/6/2008)
Parte de mim foi embora junto com o sangue que escorria pernas abaixo, levado pela água quente do chuveiro. Talvez liberdade. Talvez condenação
(14/6/2008)
Com a sacolinha aberta discretamente, pude ver o conteúdo vermelho dentro dela. Uma lingerie. Uma fantasia. Pronta para pecar, com chifrinho e tudo. Admiro mulheres assim, destemidas de si próprias. Eu preciso me testar mais para que possa vestir algo do tipo. Por enquanto, quem se aventurasse a ser namorado meu, teria que fazer um esforço para ver algo sexy na calçola à la vovó e camiseta furadinha... Tá, tá, visto uma mais nova, pode ser? Eu sou a maior crítica de mim mesma.
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