segunda-feira, 14 de abril de 2008

O sistema deveria me tratar com mais carinho

'Cabou-se o que era doce! Aliás, cortei o doce da minha dieta. Já que é pra afrescurar, vamos afrescurar com categoria. Agora, passo por uma alimentação restrita. Sim, tô de dieta. Depois dos 30, o metabolismo é outro, mizifim! Isso tem lá o seu pezinho na lógica. Com o virar da ampulheta, não precisamos da energia mandada pra dentro sob forma de... ahhhhh... comidinhas gostosas de serem comidas.... assim, o corpo, nesta maledita lei de que nada é jogado fora, mas reaproveitado sob outra forma, reserva a energia, a muita, que restou sob forma de gordura. Lombinhos... detesto meus lombinhos... em homem, acho-os atraentes... não discrimino gordinhos ou magrinhos... de fato, eu levo à sério o lance de "o que vale, é o interior".

Mudemos de assunto...

Não, vortemos... afinal, não expus o motivo do doce ter acabado acá... no meu trabalho, pois estou trabalhando agora... barraram tudo. Bom, nem tudo, pois se fosse tudo, eu não estaria aqui. Orkut, Youtube, Messenger e afins. E agora??? Peço exoneração.

Eu sou uma peça importante à economia. E não me rebelo, o que é de grande interesse pra ela. Aceito conscientemente numa boa o fato de ser manipulada. De dançar conforme a música. Natal é uma época importante pro comércio e o que acontece? Liberam parte do 13º! Oba, compras!!! E dou mais um impulso na roleta... Não retiro todo o meu dinheiro no banco, quando o pagamento sai... Que o banco faz? Aplica o dinheiro que lá fica... Páscoa, Dia das Mães, Dia das Crianças... e tá lá Dona Maura, fazendo o capital girar. E por vezes, ela me vem cobrar... tô no vermelho... cobram-me juros... poxa! Não é um tratamento digno a uma peça, por que não, fundamental a todo o processo econômico!

Somos tão manipuláveis...

O que haverá por trás das sombras?

Talvez, a ignorância nos protege... tantas vezes, suspirei eu por não ser um tantico mais ignorante... Não sei se a consciência liberta de fato... ou piora a nossa situação, ficamos a nos debater num cubículo hermeticamente lacrado... sem saída... Saber que não há saída não é libertador.

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