quarta-feira, 10 de julho de 2013

Cai nessa não! Vá estudar!

Vários temas pipocam em minha conturbada mente e fico na dúvida se devo abrir outro blog ou não. Por enquanto, acho que não. Este texto, eu o escrevi numa outra página. Resolvi rejogá-lo ao ventilador e me matar no outro site. 

Quando se tem filhos, aquelas verdades verdadeiras da vida - não consigo me lembrar da definição dada àquelas máximas populares - se tornam presentes e se mostram realmente verdadeiras. Aquilo que sobe, desce. Nada melhor que um dia após o outro. Ri por último, quem ri melhor. E, este é o caso, tudo que vai, volta. Mesmo que a coisa seja lançada horizonte afora, dando a falsa impressão que foi e foi mesmo. Mas lembremos ser a Terra redonda (pero no mucho)... o trem pode demorar pra voltar... completa a volta toda... você até se esqueceu de tê-lo lançado... e, pá! Bate em sua testa.

Senti uma pusta dor na madrugada de domingo.

Fim do último show ao qual tanto queria assistir, meu pré-adulto dá o aval para voltarmos. Feliz com a decisão, nem xinguei por terem colocado tal banda para tocar meia-noite e lá vai cacetada. Vumbora, entonces? Cadê o pessoal? Quem ficará onde? Tudo em Taguatinga? Vamos! Vamos!

Comentários sobre a noite. Como estava caro o sanduíche, contudo a fome falou mais alto e lá se foram dez real em cada um. Risos. Checagem discreta para ver se o menino não bebeu nada além de água ou refrigerante. Ok! E eis que escuto o amigo (não o chequei... a mãe que o faça, então) falar sobre uma garota. Uma garota e o meu filho. Risos. Expressão facial mudada atrás do volante. Lembro de ter visto algum sms enviado pelo meu celular. Pergunto se é a mesma pessoa, a garota e a destinatária da mensagem. Sim, é. Não tão somente cansada, agora, ainda digo: "Droga, eu acabo de colocar créditos para você e você gasta os meus para mandar mensagenzinhas?".

Ele gastou os dele também. Escuto: "Ela não te respondeu, não? Calma, ela vai responder. Fica assim não.". Ô cacete! Ele mandou mais mensagens e a filha-da-puta não respondeu? 

O cansaço recuou para algum cantinho, agora era vez de outra sensação. "Você chegou a encontrá-la?". Havia provas do encontro. O amigo havia tirado fotos. Uma mão apareceu entre os dois bancos da frente, passando-me a prova registrada no aparelho que mais serve para infernizar a pobre mãe, a estabelecer contato entre duas pessoas distantes. Uma mão no volante, outra segurando o aparelho. "Droga, apertei algo aqui que tirou da foto. Põe de novo!". 

Céus! Meu bebê. Sentados ao chão, só consegui distinguir as pernas. Aliás, únicas partes do corpo que não estavam coladas. Eu nunca havia visto meu chuchuzinho em tal situação. Até então. "Onde foi isso? Tá parecendo perto de algum banheiro. Você se atracou perto do banheiro? Que horror! Daqui a pouco, tá se agarrando numa parada de ônibus, se for seguir o estilo!". 

Minha razão escoou ralo adentro. Fui tomada por... por... Ok! Ciúmes. Ou outra coisa. Sim, eu já sabia, claro, que isso aconteceria algum dia. Ainda mais porque minha cria é lindo, inteligente, estiloso, toca em banda, tem uma linha de raciocínio invejável. Logo, bom, ciúmes seria insensato sentir. Eu sempre me imaginei, em tal situação, livre de tal sentimento.

"Ele tá apaixonado!". Como? "Fica assim não... tá apaixonado... ela vai responder...". A 100 km/h (por favor, Detran, entenda esta pobre mãe), "Ele não cairia nisso aí não. Não bancaria o bocó! Duvido que ele, tão inteligente, bancaria o trouxa. Ficar bobão por conta de uma garota. Duvido. Eu me decepcionaria muito se isso acontecesse...", e patati... e patatá... 

O que fiz, merda? Detonei uma possível paixonite a qual ele tem todo o direito. Quis protegê-lo, só isso. A menina não ter respondido... Aquela sensação ruim de expectativa frustrada... Eu, adolescente. Ô caralho! Sei que mesmo sendo lindo, inteligente, estiloso, toca em banda, tem uma linha de raciocínio invejável, ele não estará a salvo de possíveis pés-na-bunda. Eu fiz isso. Do nada, sumia do campo visual dos caboclinhos. Ô, my God! É a vida voltando. Quantas vezes eu me empolgava, empolgava a pessoa, e no raiar de um novo dia, não sentia nada e puff!, sumia? 

Oh, lei do retorno! Eu peço desculpas a todos! E, agora, deixe o meu filhinho longe disso!

Foi mal, filho! A coisa foi maior que eu e a minha esplêndida lógica. Você tem todo o direito de viver suas experiências. Principalmente, vivê-las sem que sua principal aliada e amiga lhe condene por algo naturalmente inocente. Mande mensagens. Fale. Corra atrás. Sinta frio na espinha. Fique chateado por não ter acontecido o feedback sonhado. Viva, filho. Eu lhe dei a vida. Dei, tá dado. Não é minha. 

Bueno, eu estarei acá. Se quiser dicas quentes sobre como lidar com garotas sacanas, tenho umas ótimas. Conheço bem a causa.


*Terá sido eu sacana mesmo? Eu era tão nova... 
*Como sempre, aviso: morro de preguiça de reler o texto... Erros de sintaxe, gramaticais e por aí vai, façam vista grossa e não venham me encher o saco corrigindo-os.

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