Acho que vai mais uma xícara de café. Frank ou Nardélio, quem estiver mais a mão, atenderá de prontidão meu singelo pedido por mais café. Esta deve ser a quarta xícara depois do almoço.
Escuto aqui da minha sala, um deles dizendo que fará um café novinho, logo após ter sido avisado pela copeira sobre a minha ligação pedindo um cafezinho. Meu estômago já reclama da overdose cafeinística.
Ontem, joguei ao ventilador o endereço desse blogue. Mudei o seu nome, por isso as pessoas não o encontravam mais no penopinico.blogspot.com. Fiquei estressada com a tamanha falta de inspiração para escrever. Minha vida sofrendo alterações importantes e outras nem tão importantes, e nada do comichão atacar o conjunto mente-dedos. Senti-me paralisada. Meio morta. Larguei de mão. Porém, não o deletei. O que considero ser um grande avanço no meu crescimento espiritual. Tinha uma mania incrível de deletar-me. Vá ver era algo simbólico, pois havia uma sincronização entre a morte virtual (seja orkut, facebook, fotolog, blog) e o momento conturbado.
Porra, não sei se o café já veio adoçado ("Seis gotinhas de adoçante, por favor!"). Lasquei mais 6 aqui.
Sentenciava à morte as mauras de cada um desses espaços virtuais. Condenava-as por conta do seu fracasso, medo, covardia, aflição. E o crime maior: deixar tudo isso visível. A ferida aberta, exposta ao livre arbítrio de quem quer que passasse os olhos sobre mim.
Mal sabia eu ser bom a futucada sobre a casquinha nova com a pontinha do palito. Melhor ainda, quando você encontra passada de mão frente a uma cagada notória, mas você queria escutar "Ahhh, não fique assim; afinal, não foi tão merda desse jeito!". Seja como for, é não se isolando que somos postos diante de nós mesmos. Tenho facetas sim e todas elas juntas sou eu.
Não sei porque fulanos, ao atacar o outro, diz "Você tem duas caras!". Ótimo, oras. E que tenha três, quatro, cinco... e a utilize em cada situação. Burro é quem não consegue enxergá-lo através delas.
Depois de tanto tempo, estou curiosa por me reler. Lembrei do blog. Lembrei de ter trocado o nome. Lembrei do motivo do nome novo. E descobri mais uma faceta minha, confeccionada por o outro. Gostei do ar meio divindade intocável, embora eu queira encontrar alguém que me toque sim e que me deixe descobrir-me através dele.
Uma das raras vezes que fico à mercê de bate-papo virtual, um amigo veio me contar a respeito de um sonho tido noite passada. "-Hummm, sonhou comigo? Qual contexto?". De início, não quis ele me contar. Estava envergonhado. Confessou-me a vergonha de fato. Diante o rosto corado (eu o imaginei assim, pois ao dizer estar envergonhado, deve ter lembrado do sonho e assim, logo surgiu um risinho... um vermelhinho nas bochechas... enfim), lancei: "- Opa! Vergonha? Má rapá, me conte o que foi que eu fiz pelamordedeus!". Relatou que lá, em sua cachola, durante a madrugada, ele havia transado comigo. Depois do ato, ele olhou para mim, surpreso, meio que não acreditando muito, e disse: "- Meu Deus! Eu fiz sexo com a Maura!".
"- Puxa, mas foi ruim para você?", "- Não, nada disso! Mas, cara, era você. Eu fiz sexo com a Maura!".
Eu fiz sexo com a Maura... Naquele momento, creio ter feito também. E me vi tão foda, com direito ao trocadilho óbvio aqui.
É um disperdício deletar-me.
É um diperdício não me conceder a chance de ser humana (com todas as suas fraquezas) e pouco me importar se beltrano vai apontar o dedo ou não.
*Pusta preguiça de revisar o texto, como sempre. Se errei, tô na política do foda-se mesmo, então foda-se!
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