terça-feira, 13 de outubro de 2009

Capa de invisibilidade

E aí, anônimo? Há dias que estou ensaiando sentar minha bunda cá frente à tela e dedicar algumas palavras a Vossa Senhoria. Contudo, minha vida não anda permitindo. Sim, locução verbal conjugada no presente do indicativo mesmo. Não anda. É o doce lado normal da vida. Caminhando e cantando e seguindo um padrão... somos todos iguais...

Por mais que eu lute contra esse aspecto inerente ao respirar-expirar, não há como escorregar dele. O jeito é pegar o meu banquinho e sair de fininho, para um refúgio onde eu possa soltar meu doce animalzinho a quem chamo de loucura. Deixá-la correr, brincar, cagar (sou uma dona consciente... procuro sempre limpar as cagadas para que um outro inocente não venha sentar o pé na bosta), sentir-se um pouco mais liberta. Depois de extravazar, ponho-a de novo sob coleira e volto para o mundo normal.
Nascer, crescer, multiplicar, envelhecer e morrer. De preferência, deslizar a semi-reta seguindo passos há tempos propagados e implantados na mente, impondo-se seguir como manda o figurino, para que não haja desordem no sistema e tudo funcione numa perfeita e sincronizada engrenagem. Se não conseguir a auto-imposição, não há preocupação maior. Seus companheiros de tabuleiro impõem a conduta certa e adequada a você. Criança agir como criança; adolescente como adolescente; adulto como adulto e por aí deslizamos. Inadmissíveis ao mundo encantador ações estranhas a sua fase ou aquelas mesmas que tão somente servem para construir sua individualidade.
Não queremos uma pedra sendo lançada no rio calmo, queremos? Ahhhh, um lugar seguro a todos. Sem ameaça alguma vinda com as malditas idéias novas (geralmente, aqueles que não contêm sua loucura é que são autores destas. Deixam o pensamento voar longe e se permitem voar com ele...), que só servem para bagunçar o coreto e, porventura, provocar mudanças que não queremos, queremos? Ataquemos com conceitos rígidos quaisquer um que ouse dizer ou soltar seu animal. A liberdade é para ser aspirada dentro fortes muros de proteção.
E ai de alguém se atrever a ameaçar essa segurança! Cortem-lhe a cabeça!
Ainda bem que temos vigilantes como você, querido Anônimo Ás de Copas!
OBS.: cagando e andando... conectivo e leva à simultaneidade. Hummmm... cagar e andar... inevitavelmente, as ações conjuntas hão de provocar alguma sujeira nas pernas. Assim, impossível ficar indiferente. Preciso é limpá-las. ;)








4 comentários:

Camila Lee Crocodilo disse...

arrasou com a cara do anônimo!
por que diabos ele lê a porra do blog então?!

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
T. 1665 disse...

Respondendo à Nazaré, com minha opinião pessoal, toda baseada em seriados de criminalística que baixo da internet: Carência afetiva.

Mas devo dizer: A Maura é uma ótima doida! Olha só, solta seu bichinho de estimação para ele fazer as cagadas e limpa as cagadas para ninguém meter o pé. E, melhor ainda: Como quem chega em casa duma noitada e ainda tem coragem de tirar o rímel e passar hidratante antes de dormir, ainda consegue colocar a coleira de volta no bicho....

Eu, vez ou outra, padawan que sou, durmo de rímel....

PS.: Fica a pergunta: esse comentário excluído foi do Anônimo ouu de outra persona-non-grata?

T. 1665 disse...

PS2.: Eu queria ter essa localização quase geográfica de saber, de forma tão segura, o que é coisa de criança, o que é coisa de adolescente e o que é coisa de adulto. Eu me camuflaria melhor na máquina......