terça-feira, 18 de agosto de 2009

Raios!

Ô gente, né brincadeira não! Meu aniversário tá chegando. Minha visão sobre o assunto mudou muito ao longo dos anos. Tentei me agarrar àquela balela "Oh! Mais um ano de vida! Você tá viva!!!". Logo, minha razão sopra: "Maura, veja bem, é menos um ano de vida! Sua vela tá queimando rapá!".

Ahhhh... meu bolinho com glacê. Com confetes de chocolate colorindo a massa doce assada. Meus presentinhos singelos. Nunca tive muita coragem de esfaquear minha mãe nessa data. Ou queria eu um kit para desenho, composto de cartolinas, giz-de-cera, canetinhas, tesoura e por aí vai; ou queria um kit pequena perua: um aventalzinho com bolsos e dentro destes, um esmaltinho para lambrecar as unhas, um batonzinho, espelhinho, pozinho rosa pra rosear as bochechas... E Maura Luiza estava feliz!

Hoje em dia, nem faço questão de presentes não. Propago por aí, querer sumir na tal data. "Esqueçam de moá! Nâo me venham esfregar na cara tal data a toda santa hora!". Querem lembrar de mim, lembrem num dia qualquer. Aceito, de bom grado, que me venham desejar sorte (apesar d'eu não acreditar nela, mas pensamento positivo é sempre válido), que me venham dizer o tão especial e legal ser eu (além de modesta) e, por isso, coisas boas são reservadas a mim. Melhor, digam-me que sou foda mesmo! Mas isso tudo, não esporadicamente. Tão só no dia registrado na certidão. Talvez, sendo reconhecida não somente na data natal, eu mastigue, dez vezes de cada lado da boca, o meu nascimento. Vejo que, opa!, fiz a diferença!

Peraí... à merda o reconhecimento. O grande pimba na gorduchinha é eu me reconhecer. Arrepia-me os cabelinhos, estejam donde estiverem, depender de outro seja lá para o que for. Até para elogio. Auto-reeconhecimento. Auto-afirmação. Isso aí é tarefa minha, sô! Que mané delegar ato tão importante, que afeta meu eguinho, para outros que nem bem me conhecem, pois, dãããã, não sou eu?

Maura, tu é foda mesmo! Fodástica, como me disse um amigo meu. E, viva meu aniversário! Cada dia, ficando melhor!

Ok, tentei lançar o movimento "Boicote elogio alheio, pois o que vale é o seu próprio elogio a você mesmo", porém não posso deixar de registrar um dos melhores que já escutei sobre minha pacata pessoa: expressiva. Gostei disso! Expressiiiiiva... Isso se adquire com o passar dos anos, não? Viva!

Bão... se é para enganar, que eu mesma me engane.

Um comentário:

Quintela disse...

bora escrevinhá doideras como só tu sabe. gostei de ler-te.