'Xô lembrar! Faz pouco que consegui abrir os olhos e deixá-los abertos... o cérebro ainda reclama um pouco de sono (mas o corpo não)... e mesmo sonolento, ainda se esquenta com vários pensamentos...
"Não procuro respostas, mas sim, mais perguntas!" - desse modo, apresentei-me na primeira aula do curso de filosofia. Não para fazer diferente frente aos colegas, que ora buscavam respostas, ora buscavam uma melhor maneira de digerir a vida, ora buscavam algo ligado à religião. O escambau com religião! Não quis me destacar, embora, assumo, eu goste disso. Que mal há? Por que somos, desde logo, a achar feio destacar suas qualidades? Bom, não gosto de receitas de "como se viver bem". Religião, ao meu paladar, tem gosto disso: um manual... um cabresto... para que não se voe ou faça indagações maiores. Todas as soluções estão ali, no versículo tal... no livro de não sei de quem. E há um doce para quem seguir tudinho!
Ontem, consegui encontrar a pontinha da linha, estava eu a assistir algo na televisão. Entre uma pescada e outra - festa de criança detona a gente - consegui captar algo sobre o presente e o futuro. Ahhhh, o programa era sobre Nostradamus. Parece-me - não são informações confirmadas pela fonte - que o mundo acabará em 2012. Puta merda! Justo quando meu caçula começará a ficar mais independente? O jeito é mandas às favas a imagem e despirocar enquanto é tempo. Sexo, drogas e rock'n'roll, aí vou eu! Bão, mas enfim. Havia um estudioso da matéria em questão que procurou acalmar os ânimos. A obra nostradâmica (?) não seria nada além de conselhos, vamos assim dizer. Teríamos uma noção do que estaria por vir, se continuássemos a agir como vimos agindo. Se mudássemos de rumo desde já, pimba! Salvaríamos a nossa carcaça!
Assunto meio batido, porém ocupou algum tempo dentro da minha cachola. Aqui e agora, há um futuro logo ali. Se eu mudar um pouquinho que seja, não ir à padaria, mas sim ao supermercado, posso modificá-lo substancialmente. Há muito, rumino sobre isso. Se eu não tivesse colado minha bunda no meio-fio, naquele novembro de 1994, não seria mãe do Guilherme. Uma ato tão boboca e tanto marcou minha existência.
Por isso não hei de procurar respostas porra nenhuma. Elas de nada valem!
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