sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Imagine all the pleople...


Impus pra mim, acordar cedo durante a semana. Bom, gosto de levantar antes das 8 no domingo também, assistir ao Globo Rural me dá a sensação de ter voltado a minha infância (parte dela) lá em terras mineiras. Montanhas... Ah, montanhas! Sim, sim... não sou fã de mato, mas cidade (com caminha e chuveiro quentinho) encalacrada entre morros altos... Ah! Muitos não entendem quando digo preferir elas a areia. Praia... talvez para sentar-me e contemplar o silêncio, a imensidão azul, a ausência de pessoas ao meu redor. Bom, forço-me a desgrudar meu corpo do colchão por volta das 6h20... 6h40... Verdade é que ainda não planejei nada de útil para fazer neste tempo. Talvez comece a separar material para estudos, não deixando acumular nada referente à faculdade, como é de praxe. Fico acá... zapeando os canais... se eles jogarem uma reportagem feita hoje, ao ar, ano que vem, sinceramente, não notaria diferença alguma... Meu caçula pede Cartoon Network... Ok! Oh, sim... faço algo bem útil: dou atenção integral ao pequeno, já que as mulheres me fizeram o favor de queimarem seus sutiâs em praça pública, exigindo igualdade e, agora, Dona Maura Luiza precisa ir à luta, sacrificando parte do tempo que seria dedicado aos filhos. Enfim... estava passando O Inspetor, do mesmo desenhista da Pantera Cor de Rosa. Eu adorava assistir a ambos quando criança. Voltei a ser a menina com cabelos cacheados, trançados... a que brincava com pedras... tinha um amigo imaginário (aliás, cadê você, Boa?)... que morria de medo de gargalhadas... medo da Konga, a mulher macaco, que deu um trabalhão ao Tio Maneco... Não tenho mais cabelos cacheados. Não brinco mais com pedras. A Boa sumiu. Não tenho medo de gargalhadas... e por vezes, eu me transformo em Konga. É a vida adulta!
Ontem disse veementemente a duas moças que ninguém muda. Um adendo: continuo a proclamar que mudanças não existem, porém, há acréscimos. Ah, isso é um tipo de mudança também? Bom, não gosto que me corrijam, muito menos eu mesma. Para mim, mudanças não ocorrem; um "plus" sim. Carrego na bagagem alguns defeitos e não pretendo me desfazer deles. Afinal de contas, ser 100% mocinho da história é algo entediante ao telespectador. E essas duas últimas semanas, fizeram com que peças fossem colocadas neste quebra-cabeça que é a pessoa que vos digita. A decisão não foi difícil de tomar... desde o primeiro momento, sabia o que deveria ser feito. Entretanto, executá-la trouxe a mim sensações que não haviam florescido desde que os livros de biologia me definiram como adulta. Eu sou forte. Desmiolada, algumas vezes. E forte. Olha, não é por nada não, mas terei que retribuir elogios de uma outra forma: "- É, eu sei!".
Dicotiledôneas... Monocotiledôneas... Lembrei! Estava eu a comentar sobre botânica com minha irmã, e minha memória deixou-me na mão. Eu classificava tudo quanto é planta do jardim. Quanto conhecimento desnecessário nos empurram goela abaixo!
Ainda classifico. Não mais plantas. Os outros. E levei um tapa com luva de pelica na faculdade. Lição adicionada.

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