segunda-feira, 21 de abril de 2008

O que sabemos é um grão; o que ignoramos, um universo.

Isso me fez lembrar duma cousa... fiz acá, dentro da cachola, a correlação... dizem que um ser-humano normal usa de 2 a 3 por cento da capacidade cerebral. Einstein usava 4%, segundo o mais novo pai dos burros, o Google (fui confirmar as minhas lembranças sobre). Assim, se a gente usasse um pouco mais da massa cinzenta, saberíamos de cousas inimagináveis? Talvez sim... afinal de contas, poucos conseguiram chegar à possibilidade da existência de outros universos paralelos ao nosso...

Há mais coisa entre o céu e a terra do que possa julgar nossa vã filosofia...

Mais ou menos isso. Mas é isso.

Capacidade cerebral, tilt cerebral; tilt cerebral, louco; louco, serial killer; serial killer, Zodíaco; Zodíaco, noite de domingo... Mas a noite de domingo não conta. O que conta é o filme. Não o filme em si, mas a questão levantada pela minha massa cinzenta, que anda funcionando bem, obrigada!

Em certos ataques, se ocorreram tal como foi mostrado no filme, ou parecidamente (o similar adverbiado ficaria melhor... como se adverbia similiar? Faiô!), perguntava eu pra eu mesma: como neguinho pôde dar uma vacilada daquele jeito? Tava na fuça que estaria exposto a perigo grande... Por que não enxergamos algumas cousas tão visíveis, novamente indago. Estaria o cérebro prejudicado momentariamente, por isso não vemos? Assim, lanço aqui um apelo... Por favor, alguém me assista! Sem dó nem piedade... mentiras sinceras não me interessa... pode doer... posso mandar-lhe tomar naquele lugar, pois não reajo, ao primeiro momento, mui bien à crítica ou aviso... porém, depois, vou lhe agradecer e serei sua escrava, num gesto de eterna gratidão.

Watch me!

Confesso!

Admiti gostar de ser mulher. Gosto. Ser a mulher que sou é por deveras bacana. Faltou-me modéstia. Faltou mesmo. Aliás, não há. Amo ser assim... pensar assim... agir assim... Mas, acompanhada de outras adversativas tão presentes em minha alma, mas não suficientes para anular a idéia principal, vou admitir... Sim, digo de peito aberto que cometo alguns viciozinhos mulheris que tanto condeno. Chorar ao final do filme não conta. A sensibilidade aflorada é encantadora... não sou eu robô. Ééééé... tá bom, como toda boa aluna, já fui apaixonada por um professor! Pronto! Confessei meu clichê! Não era o gatinho... musculoso... calça apertada... camiseta colada... Era o professor de história. Estudava Dona Maura numa escola em Ceilândia/DF. Esqueci o nome dele... Pele clara... óculos meio fundo de garrafa... cabelos claros... magro... inteligente... Era Humberto o nome? Não consigo me lembrar ao certo. Mas do documentário francês sobre os maias, astecas e incas eu me lembro direitinho. Assisti e reassisti até me sentir convicta de minhas opiniões a serem dadas durante o debate sobre. Eu o impressionaria com a minha capacidade intelectual através dos meus pitacos... ele me olharia... e olharia mais detalhadamente por cima dos óculos, descobrindo em mim uma mulher superior a muitas da sua idade... Mas ela era sua aluna? E a ética? Às favas, a ética... apesar da diferença de idade, havia nela uma singularidade... uma qualidade não encontrada em mulher alguma... não importava contar ela 16 anos... o que contava era o sentimento... a correspondência de desejos e anseios... Desejo, pele-pele... Anseio, intelectual.

Ainda fui atacada por outras paixonites discentes. Todas sem ultrapassarem o limite platônico. Matemática no 3º ano do antigaço acadêmico. História da Economia, no 1º semestre de Economia.

Desejo, pele-pele... Acho que o professor ficaria na mão. Àquela época, eu nem pensava nisso. Sempre fui meio lerda nesta dança do acasalamento...

Sim, não me atrai homem com barriga tanquinho. Por vezes, a mulherada posta no orkut da outra, foto de cara lambuzado de óleo para ressaltar os gomos em seu corpo; insinuando ser o presumível sonho de consumo de toda mulé. Meu não é. Pode entrar na caixa que o sedex leva de volta. Quando visualizo Maura acompanhada, imagino-o com camiseta branca já meio puída... calça jeans, chinelo de dedo, sentado a minha frente, com uma xícara de café na mão, o jornal na outra (o que sobrou do jornal, depois d'eu ter pegado o que me interessa), nem magro, nem gordinho, com algum lombinho... se é bonito? Sim, tal como o professor de história...

segunda-feira, 14 de abril de 2008

O sistema deveria me tratar com mais carinho

'Cabou-se o que era doce! Aliás, cortei o doce da minha dieta. Já que é pra afrescurar, vamos afrescurar com categoria. Agora, passo por uma alimentação restrita. Sim, tô de dieta. Depois dos 30, o metabolismo é outro, mizifim! Isso tem lá o seu pezinho na lógica. Com o virar da ampulheta, não precisamos da energia mandada pra dentro sob forma de... ahhhhh... comidinhas gostosas de serem comidas.... assim, o corpo, nesta maledita lei de que nada é jogado fora, mas reaproveitado sob outra forma, reserva a energia, a muita, que restou sob forma de gordura. Lombinhos... detesto meus lombinhos... em homem, acho-os atraentes... não discrimino gordinhos ou magrinhos... de fato, eu levo à sério o lance de "o que vale, é o interior".

Mudemos de assunto...

Não, vortemos... afinal, não expus o motivo do doce ter acabado acá... no meu trabalho, pois estou trabalhando agora... barraram tudo. Bom, nem tudo, pois se fosse tudo, eu não estaria aqui. Orkut, Youtube, Messenger e afins. E agora??? Peço exoneração.

Eu sou uma peça importante à economia. E não me rebelo, o que é de grande interesse pra ela. Aceito conscientemente numa boa o fato de ser manipulada. De dançar conforme a música. Natal é uma época importante pro comércio e o que acontece? Liberam parte do 13º! Oba, compras!!! E dou mais um impulso na roleta... Não retiro todo o meu dinheiro no banco, quando o pagamento sai... Que o banco faz? Aplica o dinheiro que lá fica... Páscoa, Dia das Mães, Dia das Crianças... e tá lá Dona Maura, fazendo o capital girar. E por vezes, ela me vem cobrar... tô no vermelho... cobram-me juros... poxa! Não é um tratamento digno a uma peça, por que não, fundamental a todo o processo econômico!

Somos tão manipuláveis...

O que haverá por trás das sombras?

Talvez, a ignorância nos protege... tantas vezes, suspirei eu por não ser um tantico mais ignorante... Não sei se a consciência liberta de fato... ou piora a nossa situação, ficamos a nos debater num cubículo hermeticamente lacrado... sem saída... Saber que não há saída não é libertador.

sábado, 12 de abril de 2008

Estou infectada!

Entro no banho. Ahhh, como amaldiçôo o alto tributo pago por conta da energia elétrica! A água quentinha escorrendo cabeça abaixo (bom, nestes dois três últimos banhos, fora a cabeça, pois não posso lavar os cabelos antes de 48 horas, pelo menos, por conta dum.... ehhh... tratamento que fiz)... lavo o rostinho adequadamente... Método seguido diariamente, primeiro cabeça, depois tronco e braços... Epa! Raios! Esqueci o diabo do frasco no outro banheiro! Não há um banheiro só meu e utilizo ora um, ora outro, carregando meus bagulhos higiênicos. Acostumei-me a usar o diabo do sabonete líquido, com ph balanceado, e esquecê-lo frustra meu santo banhinho. Daí, toquei-me. Oh, não... não é acá um conto erótico. Toquei-me, sob a água, no sentido, matutei... pensei... avaliei... No quê estou a me transformar? Noutro dia, no salão, vendo a mulher futucar o meu dedão do pé, tem um diacho duma pelinha que todas dizem que há, mas não vejo, e ficam cavucando com aquele pauzinho, fazendo doer pra chuchu, lembrei que não há muito tempo, realmente estava cagando e andando pr'estas cousas. Unhas das mãos, pés, bigode - não, Maura, buço... aliás, uma piadela, quem não tem mão, maneta; perna, perneta; e punho? ho ho ho E buço? ho ho ho - cremes, óleos e afins... Era eu baranga? Não, não me achava. E hoje, não vivo sem meu gelzinho de limpeza facial, meus cremes hidratantes - que no fundo, não afastam o inafastável, o tempo e as conseqüentes rugas - meu sabonetinho hidratante Dove, meu sabonete de xoxota, meus xampuzinhos, meu óleo corporal Natura... Quiiisso? A idade vai impondo necessidade?

Sentei-me, então, frente ao grande espelho, com a toalha enrolada na cabeça, hora do eu com eu mesma, esperando a moça pra vir picotar meu cabelo. Moça recém-chegada de Sum Paulo, pode-se dizer. Cheia de tatuagens, dois alargadores, sotaque... Disse que, assim que me viu, logo pensou que se tratava de uma mais doida que ela. Ri em agradecimento ao elogio e indiquei como queria, mais ou menos, as minhas madeixas. Algo meio assim, mostrei uma foto de exemplo. Tesouradas e mais tesouradas... ela foi empolgando... "Que tal passarmos uma máquina aqui?". Ooopa! Proposta muito moderna pro meu ambiente de trabalho. Infelizmente, meus desejos já são controlados pelo meio (ou não, por vezes). Enquanto corta-se daqui e acolá, observo uma certa movimentação no salão. Banqueta estofada para se colocar os pés... os japas que, suponho eu, devem ser donos do salão, se dirigindo até à pessoa... Um copo d'água e vários sorrisos abandejados... Levanto os olhos... Sim, o rosto não me é estranho... tenho vivido meio afastada da tevê, e de lambuja, de revistas, jornais e afins... ando meio bunda de índio, de fora. Se bem que, nas minhas últimas observações, já não se fazem índios como antigamente... Enfim, quem é? Quem é? Opa! É aquela ministra... Dilma Roussef... Hummmm! Será que é bom ter os ovos lambidos, metaforicamente perguntando? Será que é bom ser tratada com tanta pompa em decorrência do cargo, do poder que exerce? Faz isso bem? Daí, n'outro dia já não é mais ministra, o tratamento é outro... e aí? Mas... ah, no fundo, deve ser interessante as pessoas se abandejarem pra você... É?

Realmente, difícil de avaliar. Pode ser que seja como meus singelos produtos de beleza e bem-estar do ego. De repente, encontra-se sem e aquilo faz uma falta danada. Frustra-se. Incompleta.

Ah, futilidade.

Em franca recuperação da semana infernal que tive. Provas. Eu, caxias. Não consigo enfrentar prova sem ter estudado. Aliás, vou estudar mais. Afinal, quero meus ovos lambidos.

E ela leu Caras.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Viva a buceta!


"Ahhhh, homem pensa com a cabeça do pinto!", ataca-se. Junto-me ao modo de pensar masculino, porém com alguma modificação: eu penso com a vagina. Já fui uma pessoa revoltada por tê-la, pois com ela viriam todas aquelas idéias já prontas, bastando aquecer, que grudam no próprio subconsciente mulheril e fazem com que elas passem a agir de acordo, transmitindo às filhas, netas, sobrinhas. "Tão ruim ser mulher!""As coisas pras mulheres são mais difíceis"... Tratam as portadoras de buceta como bonequinhas. Muitas seguem carreira e envelhecem bibelôs. Eu, odiando rosa como odeio, maldisse a raça. Maldizer sem fundamentos, não vale. Fui matutar mais a fundo. Sou uma pessoa forte, autosuficiente, dotada de certa inteligência, racional, uma mãe-não-bundona, feliz, interessante, "desafrescurada", "culturada", vamos assim dizer... E eu, que tanto me admiro, apesar das pisadas de merda de vez em quando, me devo a minha vagina. Minha querida buceta... que tanto praguejei... a minha reação negativa à ela me transformou, fazendo-me diferente das demais. Continuo admirando o jeito de ser masculino. Mas não troco meu órgão genital... sou mulher e que, com certeza ainda tenho pecados a serem pagos numa próxima encarnação, numa próxima vida, eu venha acompanhada dela.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Até o bagaço

Pois então, Sócrates, mesmo podendo escapar - seus amigos planejaram uma fuga que tinha tudo para dar certo - não escapou. Fugir da pena capital seria o mesmo que se contradizer. Chocar-se com o que acreditava piamente e espalhava aos quatro ventos. Afinal, não propagandeava ele ser a alma imortal? E a alma não era a alma do negócio? Era o que realmente importava no ser-humano? Não tinha ele medo então, pois, em síntese, era imortal. Não temeria a morte e beberia seu vinho com sicuta numa boa. Gut-gut-gut. Lá se foi o sábio filósofo, que só sabia que nada sabia. Besta ele, poderão condená-lo num julgamento póstumo. Bom... ainda estou muito presa à vida para achar que é um simples ato desfazer-se dela. Ainda quero chupar mais desta laranja. Porém, admiro o ato. A plena convicção de suas idéias e fincar o pé nelas. Daqui eu não saio e ninguém me tira. Entregar-se a uma causa e não abandoná-la sob ameaça alguma. E, mesmo esta pessoa acá não acreditando em alma e afins, dou meu braço a torcer sobre a imortalidade. De certa forma, Sócrates tornou-se imortal. Há tanto tempo, seus pensamentos são transmitidos com eficácia, fazendo brotar matutações. A imortalidade não só alcança os coroados pela História. Pessoas comuns também podem se tornar imortais. Meu avô... Inesperadamente, se foi em 2000. Certo dia, descansando meus ossos sobre o sofá, assistindo a mais uma peripécia do pequeno, esperando o mais velho chegar do futsal para me contar sobre o treino do dia, imaginei Seu Levy. O que ele acharia das travessuras do Ian? Riria, creio. Ele achava graça quando criança aprontava. Talvez fosse a algum treino do Guilherme, que acabou honrando a tradição familiar, transmitida por meu avô às filhas e das filhas, aos netos, de ser botafoguense. Então, veio à tona a conclusão de que não há uma semana sequer que eu não pense no vô. No que ele diria... na bronca... no riso... no churrasquinho de domingo... no banco do quintal... Nele. Meu avô.


Isso, pra mim, é ser imortal.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Restaura-me


Acabo de receber um e-mail confirmando minha participação na tal conferência. Estou dançando conforme a música, porém confesso que meus pés estão doendo. Para punir minhas pisadas em falso de outrora, eu os flagelo cruelmente. Não sei andar sob saltos, e eu os ponho em cima de uns. Doa. Que doam.
Confesso que há uma pessoa romântica escondida cá dentro. Já dei uma linda caneca (por que caneca? Ah, caneca sempre tem utilidade) num primeiro encontro. Tá certo que, tempos depois, concluí ter sido mais sensato tacar a peça em porcelana na cabeça de fulano. Borra-botas aborrecem-me deveras. Já dei bombons Khopenhagen (é assim que se escreve?) porque era dia de São Valentim. São Valentim merda nenhuma! Era Valentine's day mesmo. Sempre critiquei, e ainda critico, esta cousa de tupiniquim colonizado comemorarem o Halloween... festa junina em escola não tem mais arrastapé, mas dança country. Já boicotei festinha de filho por conta disso. Filho de Dona Iaiá aqui não dança country. Viva o curupira! O caipora! Bão, achei a idéia bonitinha e dei os bombons. Deveria ter injetado sicuta neles. Ou ter aproveitado uma promoçãozinha sem-vergonha, produtos a um passo de se tornarem vencidos, e comprado. Quem olha data de vencimento?
Não, não. É estilo. Não sou uma mulher rancorosa. Isso traz conseqüências maléficas ao organismo. São exteriorizados sob forma de mioma, segundo os orientais. Como eles vão dominar o mundo, não vou contra eles. Que se fodam as pessoas que pisaram na bola comigo. Não é um momento bom, se foder? Desestressa...
Papos ao ar no intervalo, acabou-se por descambar em relacionamentos. Ouvir uma opinião alheia entra num ouvido e sai pelo outro, mas é sempre interessante escutar. "- Maura, como faço para ser assim... como você?". Confesso ter me sentido meio esquisita frente à pergunta. Como eu? Apenas disse que, atravessando o mar revolto do namoro, procuro não me estressar... parto do princípio lógico que, ninguém muda ninguém. Que a outra pessoa é assim e assado. Aceita-se ou não o pacote. Que acho interessante cada um ter a sua individualidade mantida... sua liberdade... um horror eu querer saber a senha de messenger e afins do cara e vice-versa... um horror ter um show imperdível outside e não poder ir por conta do outro, que não vai e ainda te impede de ir... Inspire... ahhhhhhhh... é bom ter liberdade. Se um dia, esbarrar no meu Sartre, casamo-nos. Mas cada um morando num apartamento diferente. Talvez num mesmo prédio. E, algumas vezes, posso ser romântica e tocar a campainha, carregando uma cesta cheia de besteirinhas gostosas, para o café-da-manhã...
Como faço para ser assim?

Rá-tá-tá

Não é filosofia barata não. Aliás, ser barato não tira o barato da cousa. É só saber vasculhar. Como as araras da Riachuelo... tem sempre um trequinho até que usável, faz estilo, por menos de 10 pilas. Bão, não é papo batido... sem fundamentos... no melhor estilo "condolências de enterro"... algo vazio de sentido... Por vezes, é necessário morrer/matar, para que se nasça. Um outro... diferente... não se passa pela morte sem alterações internas alguma. Precisei matar. Matei. Consciente. Sem remorços. Não consegui ser a mesma depois. Alguma coisa de mim se foi junto ralo abaixo. E nem consigo me lembrar como era eu antes. Não sinto saudades alguma.

Há, de fato, outras formas de morte.

Enxergo nu e cru.

Acho que sentirei falta do friozinho na barriga. Acho.

Êpa! Eparrê... mizifim... opa!

Fotolog póstumo incorporado.

Como toda boa criança, eu era má. Sim, porque crianças são más. Tornam-se boas, ou não, quando o processo de domesticação é completado, ou não. Brincando com o meu irmão, coloquei uma panela em sua cabeça. Tinha o menino uns dois anos. Ou menos, pois ainda titubeava nos passinhos e, assim, ele caiu com a panela na cabeça. A borda do utensílio doméstico fez um rasgo em seu olho. Ficou muito feio. O ferimento aliado à bronca materna fizeram-me sentir a pior espécie de gente. Cheguei a esta conclusão aos cinco-quase-seis (então, meu irmão tinha 1 ano ou menos. Nossa diferença de idade é de 5 anos). A culpa aumentou em toneladas o peso da vida a ser levado na cacunda. Fui à cozinha. Peguei uma faquinha qualquer. Estiquei meu pulso frente aos meus olhos. Olhei pra faquinha. Minha mãe, pegando-me no flagra, aplicou-me outra bronca merecida. Como se não bastasse o pequeno-quase-oriental-de-um-olho-só, ainda aparece a maluquinha dramática. Isso funciona até hoje, a percepção do ridículo, pôs-me no lugar. O que me salta às lembranças, quando tal cena emerge das profundezas dos sulcos cerebrais... a imagem marcante imaginada na hora, quando estava com a faca na mão, não para passar manteiga no pão... era o trabalho que seria e o resultado. Segurando o instrumento cortante, imaginei-me serrando... Sim, serrando, pois a faca era de pão... e em seguida, vi meu braço como se fosse uma costela comprada no açougue... os pedaços...

Desde cedo, já eu não funcionava bem...

Já quis eu desaparecer sim. Porém, os motivos nunca foram suficientemente desesperador para que eu quisesse dar cabo de mim. Logo após, chegava a conclusão que eu só sigo adiante aos apertões.

'Cabou sessão, mizifim!