segunda-feira, 21 de abril de 2008

Confesso!

Admiti gostar de ser mulher. Gosto. Ser a mulher que sou é por deveras bacana. Faltou-me modéstia. Faltou mesmo. Aliás, não há. Amo ser assim... pensar assim... agir assim... Mas, acompanhada de outras adversativas tão presentes em minha alma, mas não suficientes para anular a idéia principal, vou admitir... Sim, digo de peito aberto que cometo alguns viciozinhos mulheris que tanto condeno. Chorar ao final do filme não conta. A sensibilidade aflorada é encantadora... não sou eu robô. Ééééé... tá bom, como toda boa aluna, já fui apaixonada por um professor! Pronto! Confessei meu clichê! Não era o gatinho... musculoso... calça apertada... camiseta colada... Era o professor de história. Estudava Dona Maura numa escola em Ceilândia/DF. Esqueci o nome dele... Pele clara... óculos meio fundo de garrafa... cabelos claros... magro... inteligente... Era Humberto o nome? Não consigo me lembrar ao certo. Mas do documentário francês sobre os maias, astecas e incas eu me lembro direitinho. Assisti e reassisti até me sentir convicta de minhas opiniões a serem dadas durante o debate sobre. Eu o impressionaria com a minha capacidade intelectual através dos meus pitacos... ele me olharia... e olharia mais detalhadamente por cima dos óculos, descobrindo em mim uma mulher superior a muitas da sua idade... Mas ela era sua aluna? E a ética? Às favas, a ética... apesar da diferença de idade, havia nela uma singularidade... uma qualidade não encontrada em mulher alguma... não importava contar ela 16 anos... o que contava era o sentimento... a correspondência de desejos e anseios... Desejo, pele-pele... Anseio, intelectual.

Ainda fui atacada por outras paixonites discentes. Todas sem ultrapassarem o limite platônico. Matemática no 3º ano do antigaço acadêmico. História da Economia, no 1º semestre de Economia.

Desejo, pele-pele... Acho que o professor ficaria na mão. Àquela época, eu nem pensava nisso. Sempre fui meio lerda nesta dança do acasalamento...

Sim, não me atrai homem com barriga tanquinho. Por vezes, a mulherada posta no orkut da outra, foto de cara lambuzado de óleo para ressaltar os gomos em seu corpo; insinuando ser o presumível sonho de consumo de toda mulé. Meu não é. Pode entrar na caixa que o sedex leva de volta. Quando visualizo Maura acompanhada, imagino-o com camiseta branca já meio puída... calça jeans, chinelo de dedo, sentado a minha frente, com uma xícara de café na mão, o jornal na outra (o que sobrou do jornal, depois d'eu ter pegado o que me interessa), nem magro, nem gordinho, com algum lombinho... se é bonito? Sim, tal como o professor de história...

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