segunda-feira, 16 de março de 2009

Aummmmm...


Não tenho paciência para academias. Uhuuu! Yeah! Posso ter sido meio radical no assunto (e um pouco hipócrita também, devo confessar) quando o instrutor pôs-me em um aparelho "para malhar o bumbum". Que audácia! E quem foi que disse que eu queria malhar o bumbum? Quem disse que quero aumentar a bunda por meio de exercícios pesados nadegais? Hein? Pééééin! Errou na abordagem, mizifim. Posso - como escrevi acima, até assumir tal desejo - querer, sob um lençol com buraquinho, uma bunda mais durinha, mais firme e, bom, um tiquim maior. Mas isso é meu, algo somente dentro da minha cachola. Se alguém vem e fala: pronto! Empelotou o angu! Não gosto de me sentir apenas mais um tijolo no muro e, por isso, enquadrar-me nessa corrida maluca por um corpo mais esbelto e mais atraente, assim, de forma tão explícita, tira-me o tesão pra cousa. Minha massa cinzenta sempre foi a parte mais valorizada por mim. Só que ela, após muitas matutações cheguei a isso, também precisa de diversão... prazer... por isso, a idéia de atividade física não somente pró-saúde, mas modeladora também, não desgrudou da minha cabeça. Tudo para satisfazer o cérebro, frise-se.


Ok... uma bunda mais rija não faria mal a ninguém. Muito menos a mim.


Não só tal episódio me fez desgostar de academias e afins. Como disse há mais de um ano atrás, resolvi sair do armário e não mais me maquiar. Então, minha porção anti-gente tem assumido o controle. De algumas pessoas, gosto. Apesar deste meu jeito bicho-do-mato de ser deixar uma impressão contrária nelas. Hey, eu gosto de vocês, viu? Gosto de conversar... sinto falta... até treino uma saída... mas na hora H, bate-me um desânimo de colocar o pé para fora de casa. Uma preguiça. Uma vontade de me jogar na cama adequadamente trajada - camiseta regata velha e samba-canção de cetim (pô, é confortável!) - ligar minha vitrolinha... pegar um gibi... ou livro... tomar uma cervejinha (não mais, pois engorda! Hmmm, vodca?). Ah, meu reino!


Voltando!


Muita gente, Daniel San! Eu sempre tenho a impressão que estão me reparando demais. Que estão a me julgar. Que vou dar alguma lerdada pública. Por enquanto, não academia.


Pensei em algo mais calmo. Mais vazio, vamos assim dizer. Que também exercite as nádegas e a mente. Yoga. Elasticidade. Isso pode ser interessante na hora de proporcionar ao cérebro o prazer necessário! Assim, havia eu decidido pela (ou pelo?) yoga (y-ó-ga ou y-ô-ga?). Só me bastava ir até a um centro, fazer matrícula e ir. Decidido até hoje. A fila para pagar o almoço num restaurante vegetariano fez-me rever minha decisão. A música indiana ao fundo... a lerdeza do cara a minha frente em pagar a sua conta... e a lerdeza do caixa em mexer nas maquininhas de calcular e de débito... a sua cara de hiponga figurante no Exterminador do Futuro (ou seja, de onde saiu aquela figura deslocada, Shiva?)... fez-me querer bancar a Sara O'Connor, empurrar o mané da frente, agarrar o woodstockiano pela gola da camiseta surrada e pagar logo a porra da conta, deixando-me sair logo dali!


Como endurecerei la buzanfa?






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