Que mané Jason ou Freddy Kruegger o quê! (capte as pistas e descubra a minha idade). O que realmente me mete frio espinha acima são: balança de drogaria e caixa eletrônico de banco. Brrrr... Resolvi enfrentá-los: na primeira, constatei ter engordado 3 quilos. Não me venham com pães-de-queijo. Eu os renego, em nome de Jesus! No segundo... bom, ainda bem que não mais gastarei com pães-de-queijo.
Estava eu na fila. Sendo forçada a me infiltrar no meio da humanidade, inevitável eu não prestar atenção às vozes que me cercam. A mãe que diz para a filha que ela tem uma beleza especial (não poderia ela ressaltar outras qualidades na menina ao invés de inventar esse eufemismo sem-vergonha pro "você não é bonita, minha filha!"?). A moça que diz à amiga, com uma voz triunfante, ter dado um arrocho no caboclo. Ou seja, o infeliz não correspondeu à senhorita como ela desejava (ou imaginava), pois ele agiu como ele agiria mesmo; e ela queria mais... Algo como estilo Nova de ser. Tsc... tsc... tsc... Tome mané de calcinha! Coisa chata é cobrar ação do outro de acordo com o seu script! Meu egoísmo é sadio em relação a isso. Faço porque gosto de ver quem me acompanha bem. Sentindo-se bem. E eu tiro satisfação nisso: vejo que eu posso deixar chuchu-beleza a outra pessoa. Nâo espero que ela faça do mesmo grau, gênero e número. Aliás, nem quero. Porque, 1: se faço, é porque eu me sinto correspondida de certa forma. Não é algo unilateral na tentativa desesperada de chamar a atenção; 2: gosto de pessoas criativas; se ela começa a fazer do mesmo jeito que moá, então... uai, não quero namorar comigo! Mas, é isso: no fundo, se for olhar bem, tanto a moça que encurralou o pobre rapaz quanto "mim", temos o mesmo desejo: satisfazer-nos. Porém, o egoísmo dela é doentio - tanto para ela quanto ao moço imprensado; já o meu, sadio - só benefícios.
Donde estava? Uh, tá! Lá na fila do Banco do Brasil para se tirar um extrato e, oxalá, tirar um trocado, escutei um senhor palpitando via celular: "Olha, se não tem dinheiro para as taxas, isso é sinal de que não é hora de comprar o carro. Por que carro tem taxas, multas, ipva...!". Fiquei a imaginar o receptor de tal mensagem. O rabo pegando fogo para ir à loja, munido de CPF, RG, comprovante de renda e comprovante de residência, saindo motorizado. Liberdade aos meus cabelos, a todo vapoooorrrr! E vem alguém insensível jogar-lhe uma baldada de água fria. Isso não se faz! Deveria, ao meu ver, constar lá na tábua de Moisés como 12º mandamento: "Não jogarás água fria no rabo do próximo!". Não dou tal tipo de conselho. Primeiro, porque detesto que me dêem algo assim (por isso, anote Daniel San: guarde seus desejos para si. A não ser que precise de um auxílio externo, como amarrar na cama... coçar as costas... enfim!). Segundo, cada um sabe de si, não? Se, por acaso, sentisse eu que não seria hora apropriada, apenas perguntaria: "Já avaliou todas as incógnitas?". Resposta afirmativa, mesmo que vaciladamente dada? Então, vá e não falhe, pois se falhar...
Se o panorama atual não favorece, porém há uma luzinha no final do túnel, encare as prestações do carango! Algum jeito se dá ao final. Ou quita o carro, ou o devolve... mas isso tá no futuro e o futuro, a Thor pertence. Pelo menos, no presente, o sujeito ou sujeita teve o gostinho de ter dado umas voltinhas no possante.
Isso não só se aplica à compra de automóvel.
Morte às formigas!
Viva as cigarras!
E encare o extrato bancário como um desafio! Uhuuuu!
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