sexta-feira, 11 de julho de 2008

BITE ME!!!!!!

É disso que estou precisando: que alguém me morda. Que crave em mim toda a sua arcada dentária. Que feche as mandíbulas como se a dor que também sentisse o fissesse cerrar mais e mais dos dentes... É isso que quero.

Pensei que, com o término do semestre, eu melhorasse um pouco. As idéias entrando nos eixos. Porém, creio que meus eixos estejam desalinhados. E não creio que haja retorno. Vontade de descer morro abaixo, sem controle algum, e ninguém que possa me segurar. Imagino. Topo. Ladeira abaixo. Nenhum obstáculo. Um pé a frente... Início. A inclinação faz com que a velocidade se torne maior a cada passada... Minhas pernas perderam o controle. Corro, então. Sem direção. Sem pit stop. Sem parada. Que prazer imenso sentir minhas pernas descontroladas... correndo... correndo...

Não sei se quero a cura também.

Olha só, para mim e aos que me lêem e, porventura, conhecem-me: sou bicho-do-mato mesmo. Fim. Ponto. E pronto! Quanto mais vejo, leio, escuto, matuto, mais eu me fecho. Ficar presa na minha torre foi como descobri ficar incólume a tudo. Ver o mundo me dói por deveras. Não se trata de desabafo de uma futura suícida. Não. Amo demais meus filhos para me tirar da vida deles, causando-lhes dor, embora seja perfeitamente "sobrevivível" com a minha ausência. Meu amor por eles me mantém nos trilhos tortos. Neles, vejo algum significado nesta luta toda. Há um porquê pra lutar. Para que cresçam e eu, então, contemple a minha obra, já dizendo adeus a minha existência. Ou para que me considere um fracasso total. Eu vim pra isso: parir e criar. E amá-los para que o desespero não me abata. Ou, que ao menos, eu possa combater ilusioriamente esse desespero.

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