segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Pregadão na cruz

Olha só: trago-lhe boas novas de Jerusalém. A preguiça faz mover montanhas! Sim, sim... Não se sinta mal por se sentir preguiçoso. O grande acidente geográfico poderá não ter sido movido por conta da sua força física. Porém, da intelectual. Tô acá, uma pusta preguiça de limpar a casa... o que faço? Penso. E entrego-me, de corpo e alma, às minhas matutações das quais sairão planos falíveis e infalíveis para mover meus morros pessoais. Ahhhh, preguiça, coma a minha carne! Salve a minha essência!

Não, não salve não. Só lhe dê alguns momentos prazerosos.

Feios. Sujos. E prazerosos. E (adicionando mais ovo à receita... why not?) belos. Sabe, falam as línguas que se julgam boas - por isso, dão-me o toque - que escrevo coisas íntimas demais aqui. Sobre isso, expor-me, eu já escrevi. Abro-me e se cair sobre mim palavras intencionalmente rudes, não me importa. Torço o rabo da porca. Tiro algum proveito. Aliás, advirto ser uma pessoa meio... meio... incomum? Bom, algumas coisas que lhe soam ultrajantes, a mim soarão elogios. Creia-me.

Voltemos ao sujo. Eis um assunto que me arrepia espinha acima e abaixo. Sou uma grande admiradora dos instintos. A reação imprevista e impensada à flor-da-pele. Muitas vezes pensei que toda a minha questão dos meus eus não passassem de uma busca... uma tentativa de identificar todos os instintos sufocados pela razão que os limpa, deixando-os anestesiados e convenientes para uma sociedade intelectualmente avançada.

Não. Quero o cheiro. O gosto. Bons ou ruins. Cru.

Crus!

Ou cus?

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