sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Sete de Setembro



Para quem não sabe que figura ser esta: "Emblema da Sociedade Teosófica (a suástica ou cruz gamada no topo do selo teosófico é um antigo símbolo religioso do Oriente, não tendo aqui nenhum tipo de conotação nazista. A suástica da S.T. representa evolução espiritual, enquanto que a suástica nazista é invertida, possuindo uma outra simbologia associada)." Palavras da Santa Wikipedia, amém!
Não. Não pertenço à sociedade alguma. Bem, em específico. No geral, inevitável não estar inserida em uma. Que Maura surgiria no meio do nada? Assim, num lugar isolado, sem pessoa alguma por perto? Sim, pois com certeza surgiria outra pessoa que acá, dentro de mim, se esconde. Se algum produtor lançar um reality show do tipo, reclamem a minha autoria por mim!
Foco, Maura, foco! (como se, graças, sou portadora de ceratocone? Depois, caso haja paciência e saco - tanto real quanto imaginário - perguntem-me o porquê do graças).
Bueño. Não se pode dizer que Dona Maura Luiza é uma pessoa "andar com fé eu vou que a fé não costuma faiá". Ou seja, crença zero. Pessimismo alto. Porém, todavia, contudo e entretanto, queria saber que relação oculta é essa entre eu e a serpente engolindo o próprio rabo. Uróboro. Geralmente, minhas tatuagens surgem assim, do nada. Pinta a idéia. Acho que tem alguma relação comigo e mando gravar na pele. Somente três não foram assim, embora duas tenham lá uma proximidade com as demais neste quesito.
Estou pegando uma mania chata da citações. Maior crítica de mim mesma, vejo como se fosse falta do quê falar. E não é. Creiam-me: há mais assuntos entre minha boca e o cérebro do que possa julgar sua vã filosofia. Enfim, pesquisando e cantando e seguindo a canção, Motivo universal de uma serpente enrolada em um círculo, mordendo a própria cauda. Como tal, ela “se mata, se casa e se engravida a si própria. É um homem e uma mulher, procriando e concebendo, devorando e gerando, ativo e passivo, acima e embaixo ao mesmo tempo” (Neumann, 1954). Como símbolo, o uroboro sugere um estado primevo envolvendo escuridão e autodestruição, bem como fecundidade e criatividade potencial. Representa o estágio anterior ao delineamento e separação dos OPOSTOS. Segundo Jung e Neumann, o uroboro é usado por alguns psicólogos analíticos como uma METÁFORA primária para um estágio precoce do DESENVOLVIMENTO da personalidade. O INSTINTO DE VIDA e o INSTINTO DE MORTE não estão ainda delineados, nem o estão o amor e a agressividade; a identidade de GÊNERO é informe; a falta de experiência da CENA PRIMÁRIA sugere fantasias de partenogênese ou concepção imaculada. Não há distinção entre alimentador e alimentado, existe só uma boca devorando perpetuamente. Não que eu não já soubesse, afinal, meu lado futucador não permitiria dar a pele ao tatuador sem ter uma estorinha para o desenho. Sabia eu que era algo relacionado ao término e começo de fases. Assim mesmo como é posto no texto que control-vezei aqui: há momentos na vida que fases se misturam, não sendo possível distingui-las, mas que são muito distintas entre si. Uma loucura, uma bagunça, que eu adoro. Não sei se já expus isso acá, sou uma grande fã das controvérsias e do caos. Eles sempre me cheiram a coisa boa. Assim como merda. Sempre que sinto cheiro dela - por acaso e não com hora marcada (yes, não preciso tomar Activia) - tenho a sensação que coisa boa virá. Anotem mais essa aí para me cobrarem depois, caso alguém me leia - sei que há - e levante-se no meio à multidão - sim, um ataque meio faltou-modéstia agora. Estou me forçando a ter foco. Foco, Maura, foco.
Devorando perpetuamente. Devorar... vou anotar esta palavra também. Carne, devorar, língua... palavras que puxam o gemido de Maura.
Foco, Maura, foco.
Assim, hoje vim decidida a enrolar. A Santa Wikipedia (amém!) ajudou-me prontamente nesse propósito (ainda confundo nesse com neste. Quando o s ou o t devem ser usados? Nesse, coisa longe. Neste, coisa perto. É um assunto que acabei de falar, então seria o neste? Mas, na realidade, é algo que já passou há algumas horas... é nesse? Céus!!!). Quer uma dica maneira para as tardes de ócio (que muitas delas não deveriam ser)? Ahhhh, por favor, não me revelem que já fazem isso, pois hoje, na hora do almoço, fui dar uma superdica e a pessoa disse que já fazia isso. Devia ter ficado feliz por que encontrei um igual (ou um pouco)? Ou devo esmorecer, pois não sou única? Mais um assunto, a superdica, anotem!
Eis a dica: jogar a data de nascimento na procura. Se quiser ver se tem algo mais específico, jogue a data completa. Só coloquei 7 de setembro. Geralzão mesmo. Não por conta de tentar esconder a idade não. Era pra ver até aonde a saga do 7 de setembro espicharia seus tentáculos. (Por via das dúvidas, não me cobrem o ano que omiti na busca. Ainda tento me acostumar ao fato!)
Em nascimentos, temos Elizabeth I (yeah! A rainha da Inglaterra!), Paulo Autran, Gloria Gaynor e outras tantas personalidades; em mortes, José Orozco, Geoffrey Plantageneta - Conde de Anjou e Uziel Gal, desenhador de armas e inventor da Uzi (será que morreu com um tiro?); eventos históricos, Independência do Brasil (dãããã!), primeira transmissão de rádio no Brasil com discurso do presidente Epitácio Pessoa... e um que me chamou a atenção pelo nome da mulher. Helena Petrovna Blavatsky funda a Sociedade Teosófica. Fui ler a história da Helena.
Casou-se muito jovem com um homem bem mais velho para obter logo sua maioridade. Enveredou-se pelo caminho do ocultismo. E quando o texto começou a sair da biografia para entrar sobre o assunto que tanto fascinou Helena, meu saco deu o ar de sua graça. Mesmo a figura representativa da tal sociedade ter chamado minha atenção, não adentrei a fundo. A serpente engolindo a própria cauda. Madame Blavatsky fundou o grupo de estudos no dia 7 de setembro. No dia 7 de setembro de 19... ahhhhhhhhhh! Não, não tenho problemas quanto a isso! Não tenho! Sou madura... quase podre... ahhhhhhhhhhh! Foco! Então, uróboro criando coincidências.
Havia um outro ponto. Não consigo lembrar... Ah, como tenho raiva disso! Firmo um assunto e dentro deste assunto aparecem vários caminhos que também quero trilhar. Quero fazer tudo ao mesmo tempo. Quântica, ajuda-me!
Conversando - também faz parte da enrolação - disse que todos temos um pouco de Mr. Hyde. Ou seja, uma maldadezinha posta em concreto, meio que escondido já que o nosso papel social não permite certas regalias prazerosas. Pergunto pra moça da copa: "- E aí, Adelaide, você tem alguma coisa que queria fazer mas não faz por que é mal visto?". Ela titubeou de início. Viu que o ambiente favorecia à liberdade de expressão. Confessou que, numa certa ida ao cinema, tirou seus sapatos deixando o "doce aroma campestre" subisse. Riu, intimamente, do incômodo certo sentido pelos demais. Assim como riu de certa vez que flatulou e não mostrou sua mão amarela, deixando ser uma incógnita o autor... quando sujou a blusa branquinha de um rapaz - ele veio de esbarrão nela enquanto ela tomava um sorvete de chocolate... Ehhh, maldade é algo interessante! As minhas?!? Olha, nasci em 1975!

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