quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Quanto tempo, hein?


Tarefas diversas me afastaram deste meu mundico acá. Um puxão de orelha, devo levar (segundo Mestre Yoda), já que, regrinha do bem-viver, não se deve deixar de lado coisas que dão prazer nesta vida, fazendo-nos esquecer um pouco a sua inata falta de sentido. A não ser, propagar os genes (acho que que escrevi sobre isso). É meio revoltante isso, não? Tanta lutcha... tanto desgosto... tanta levada de carrinho de supermercado no calcanhar, pra só botar os bichinhos no mundo. Bom, é uma tarefa e tanto essa de educar outro ser humano. Ensinar-lhe como se caça, como prepara o alimento, como se produz a cerâmica... Depois, lá vai ele passar pro seu filho, e este pro seu filho, e este pro seu filho. Algo meio matrioshka, aquela bonequinha russa que carrega outra dentro, que carrega outra dentro, que carrega outra dentro. Taí, mais um pensamento que me encafifa: carregamos dentro de nós algo desconhecido mas ao mesmo tempo parte da gente. Não posso dizer que conheço 100% meus moleques. Mas há parte de mim ali.
Outra coisa que me encafifa aos borbotões é a teoria do caos. Numa aparente bagunça generalizada, há a ordem. Porém, venha cá... Se é aparente, não é bagunça de fato. É aparente. É a ordem camuflada, vamos assim botar. Não é? As palavras pregam peças na gente. Devemos ir além. Parar. Ver. Mastigar. Listerine mantém os seus dentes mais brancos. Li enquanto pousava de flor no banheiro (se esqueço de carregar revista, analiso os rótulos ao alcance da mão). Peraí... matuto... Se mantém não cabe o mais, tcherto? Mantém os dentes brancos. Algo estanque. Ou seja, manter não leva ao mais... Se é mais, a coisa não foi mantida.
Donde estava? Oh, sim... sobre os prazeres que nos salvam. Eu aprendi a não mais buscar, sôfrega, prazeres que me livrassem do vazio que há. Sinto prazer em sentir que tudo é absurdo. Louco. Sem sentido. Estou eu vendada, amarrada na cadeira, na expectativa à flor-da-pele em sentir o que o outro fará comigo. Assim me sinto. E futuco.
Mas, hey... sim, sim... finco o pé no meu propósito inicial. Deixe-me ver. Pela milionésima vez, eu me contradisse. Disse que não se deve deixar os prazeres de lado por conta do corre-corre plantado no dia-a-dia (motivo pelo qual, pulverizei-me). Logo adiante, disse não mais correr atrás deles. Contradições... um contra outro e no choque deve surgir algo...
Futuco-me.

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