I think you'll understand.
When I'll say that something
I wanna hold your hand,
I wanna hold your hand,
I wanna hold your hand.
Não. Não. Não se trata de nenhuma mensagem secreta não. Não há dia em que acordamos com alguma música em mente? Graças à Shiva, hoje não é nenhum lixo-cultural-chiclete (tenho até medo de citar um exemplo e a praga grudar, jogando pra escanteio os Beatles. Mas, vá lá, eu rio na cara do perigo mesmo... "Se tem uma coisa que me deixa passaaaada, é brigar comigo, sem eu ter feito naaaaada"). Acho tão bonitinha esta música... I wanna hold your hand... I wanna hold your hand... Vez ou outra, assumo, bate aquela saudadinha do arrepio espinha acima. Encostar o braço no outro durante o filminho no cinema... aquela angústia em saber se é pra valer ou não... a voz número 89 ao telefone (por que cargas d'água não se fala normalmente com a pessoa?). Quero um amor assim, à la Beatles na fase do iê-iê-iê.
Quero?
Bão. Café. E xixi. Instante.
Ahhhh, café! Um dia hei de comprar uma máquina de expresso para mim. Sonho da fase adulta. E outra, de descascar laranja. Sonho de infância. Adoro esta fruta, mas tenho uma preguiça danada de descascá-la. E se descasco, não posso "machucá-la". Perde a graça, além de ser uma lambança que só, pois parte do suco escapa pelo "machucado".
Hoje, falaremos sobre amenidades. Tô e não tô a fim de matutar. Segundo Dona Rita, minha mãe, ando meio estressada mentalmente. Agora mesmo, tive um indício de que isso pode ser verdade. Fui re-comentar algo com a Adelaide, moça que trabalha aqui na copa, achando não ter dito antes a mesma coisa. Como pensar faz mover engrenagens cá dentro, provocando até mesmo nós na massa cinzenta, vamos evitar esforços maiores e divagar sobre o nada. Não, o nada é por deveras complexo, pois ele não é nada, pois já é algo em si: o nada. Além do fato de sempre existir algo por trás do nada. Mudemos. Ultimamente, volto minhas atenções às regras do jogo. Procuro entender os mecanismos da Economia: bolsa de valores, ações, investimentos e outros patatis-patatás seguidos de cifrões. Já que isso influi tanto na minha vida, até mesmo nas conclusões tiradas que, aparentemente, nada tem a ver com as engrenagens econômicas - como se há felicidade ou não - desconhecer significa não deter controle algum, embora, no fundo, a gente não o detenha mesmo. Mas ao menos, iludir-se pensando ter as rédeas da situação. Vá ver, a ilusão é algum mecanismo de autodefesa, tal como os glóbulos brancos. Algo para manter a integridade mental e física. Confesso que, por vezes, sinto estar a um passo da loucura para que eu não exploda com tantas reviravoltas dentro de mim. Ilusão igual loucura? Voltemos à economia.
Economia. Estudá-la, mais uma vez sou levada à constatação mais óbvia do mundo: tudo está entrelaçado. Minha pacata passagem sobre o solo terrestre está à mercê de vários. Uma assinatura posta num contrato lá na Conchichina, faz-me adiar uma viagem, ou afundar-me nos livros em busca do diploma perdido, ou até mesmo querer outro filho. Minha noção de unidade é desfeita e me sinto um ser múltiplo. Múltiplo, porém uno: um grande bloco humano.
Alguém segure a minha mão!
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