terça-feira, 27 de outubro de 2015

Um novo tempo, apesar dos castigos

Ato comum à fase, virei-me de cabeça para baixo, abri a boca, e aos chacoalhos, despejei todo meu conteúdo. Hora de limpar a bolsa e partir para um novo rumo. No decorrer do papo, ouvi: "- Você deve passar um bom tempo na solteirice!". Seria o óbvio chegar a essa conclusão, dado o meu processo. Contudo, o solteira mesclado com ice fez subir um frio pela espinha. Como se fosse um campo tenebroso e escuro a ser ocupado por mim. Solteirice soou um estado permanente, algo crônico, e eu ainda tinha tantos capuccinos quentinhos a oferecer para serem tomados debaixo da coberta! O temor, o tempo, a frustração tomaram conta do meu ser.

Foram 7 anos. Eu os conto assim, ininterruptos, embora tenha havido intervalos. Momentos esses que fizeram dos términos algo de pouca fé. Voltávamos sempre. Sete anos... Raiva, alegria, prazer, decepção, incompreensão, ajuda. Sentimentos normais a algo que ultrapassou os temíveis 3 meses. Minha primeira experiência de relação duradoura. Feitio meu, pular fora do barco ao primeiro sinal de desavença ou possível dor de cabeça. A racionalidade era meu forte em matéria de relacionamentos. Assumo a culpa dela por, nem sempre, a outra parte sair confortável do meu campo de visão. Neste, algo foi maior a minha visão nua e crua a respeito. Relevei. Tentei. Insisti. Não me arrependo, pois cresci. E, apesar do clima petrificado instalado entre os ex (normal, diante a ocorrência recente da separação), conseguimos terminar uns 80 % inteiros e com a sensação de dever cumprido. Houve um começo, um meio e um fim, contrariando o senso comum daqueles eram participados dos intermináveis vai-e-vem. Ou seja, sim, a estória exauriu-se em si mesma. 

À solteirice. Não sei se peço ajuda ao Sérgio Chapelin e ele me mostre como vivem os solteiros? Onde vivem? O que comem? O que pensam?, numa edição urgente do Globo Repórter... Não sei se calço um salto e me lanço na noite... Ou se compro um pote de sorvete (ou faço brigadeiro) e fico zapeando na tevê... Ou saio passando cantada em todo mundo, prometendo uma noite furiosa de sexo... Depois de tanto tempo, ver-me solteira de fato e de alma, cria uma nova necessidade urgente: conhecer-me a fundo. Sinto que nessa corrida frenética por amor, não pude me conhecer como ser único, eu, só. Chegou a hora do grande encontro e, talvez por isso, eu esteja tremendo na base. 

Tenho a sensação de que seremos felizes para sempre. 


Um comentário:

  1. Sonhar com cobra
    A cobra é um dos símbolos da sabedoria, portanto, vê-la em um sonho é sinal que você obterá informações importantes. De acordo com Miller, a cobra é uma mensageira sobre a sua colisão com a raiva de outras pessoas. Ou seja, você pode sofrer traição ou fofoca de pessoas próximas a você.

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