Nâo se encara uma palavra assim, frente à frente, conhecendo-a sob um plano apenas. Vire-a. Abra-a. Arreganhe-a. Um Kama Sutra.
Coragem. Assim, ela é necessária para grande parte do rol dos nossos atos. Não apenas para pechinchar algo faz-encher-a-boca-d'água dos seus sonhos e está ali, a poucas cifras de suas mãos. Ou, para dizer poucas e boas àquela quininha de sofá humana que insiste em machucar o dedinho do seu pé.
Ela me faltava ali. No banheiro. Debaixo d'água. Fornecendo corretamente as coordenadas para que ela me encontrasse, ali, no cantinho esquerdo do box, sentada no chão, cabeça apoiada sobre os joelhos. Ela se dabandou.
A razão a enxotou, tomando seu lugar. Paralisando-me diante fatos mais simples, retirando a cor vermelha da paisagem. A loucura... Munida dela, lançava-me do alto. Não fazia do chão, meu ponto fixo, seguro e, agora, temido.
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