terça-feira, 17 de novembro de 2009

Santo formol, Batman!

Raios! Preciso (ehhh, mas, bom, preciso mesmo?) começar a botar ordem no barraco que se chama "minha vida" a partir das pequenas coisas. Sim! Talvez alguém (teria sido tu, grande Shyniashiki?) já tenha cantado a pedra: não se organiza o todo logo de cara, mas partes do todo. Vai 1/345 da coisa (fração dependente do tamanho da coisa e, lógico, disposição em ajeitá-la. Como você é o seu próprio credor e, aaara, você pode ser camarada contigo - e deve - parcela-se em não sei quantas vezes. Mas, parcela-se. E cumpra-se. Não vale parcelar a parcela, senão vira putaria). E vamo comendo a barra de chocolate (ou pizza! Depende do método que a professora escolheu para lhe ensinar frações). Pimba! Bucho cheio e um sorriso de satisfação nos lábios. Lógico, um arroto para comemorar. Bom, em suma, comecemos pelas pequenas coisas.

Eu deveria começar solicitando à Sky, a droga de um controle novo. Não vou de esbarrão contra a evolução humana. Morro de preguiça em ir até a televisão, meter meu dedo no decoder (é assim que se chama aquela caixinha preta - ou prateada - receptora dos sinais?) e ir no tec-tec-tec... Ufa! Algo que preste dentre cento e tantas opções. Note mais um motivo anti-retrógado: são mais de cem canais, ou seja, mais de cem tec-tec-tecs, para alienar a mente.

Sky: meu primeiro passo rumo à vida adulta... organizada... sensata...

Mas enquanto a atendente da tv a cabo não escuta minha voz, vou xingando e prometendo pro dia seguinte alguma atitude. E me contenho com o escolha do último que fez uso do aparelho televisivo. Opa! Discovery Kids. Suplico aos deuses: que não esteja passando aquela porra de Backyardgans. Pelarmordeshiva, nem Barney. Arranque-me o útero (até mesmo para não ter que passar por essa experiência, de novo, com outro rebento), mas isso não! Por conta do choro e súplicas do meu caçula, voltei atrás no meu propósito de entrar na tevê e matá-los um a um.

O céu tem ouvidos. Passa um outro. Não me recordo o nome, contudo é assistível. Dá para fumar e tomar café sem perder tempo planejando assassinatos.

Natal batendo na porta, propagandas que atingem em cheio o bolso de grande maioria (se não for pai ou mãe, é outra coisa envolvendo criança). Eita, exclamo eu. Se minha memória não está nublada (fiquem na sua, antitabagistas!), Moranguinho tinha cabelos cacheados, não? Eu tive uma boneca dela. Cabelinhos vermelhos e... cacheados? Já foi a Fátima Bernardes... e, agora, Moranguinho! Nem ela escapou da ditadura do cabelo liso. Ok, tô sentada no meu rabo, doce boneca. Nem eu escapei. Minhas melenas estão comportadas tal como internas num pensionato de freiras. Contudo, por detrás do "comportamento" imposto, são rebeldes que só.

O que importa é a alma (não, Shyniashiki, não pretendo roubar clientes seus. Não tô vendendo nada, então, não há propaganda... palestra... nada. Sou uma reles mortal-mãe-irmã-mulher vomitando minhas abobrinhas em excesso). Tô de cabelo liso, mas, no fundo, cacheados... revoltados... nervosos.

E assim sou também: pareço lisa. Mas olhe mais a fundo. Pegue uma lupa, microscópio, sei lá. Algo que lhe forneça a visão por trás da casca. Ou, vá... dê-me a mão e confie em mim. Cacheada... Revoltada... Nervosa...

Prazer!

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