Sempre me fudi em interpretações. Como cada um é cada um e possui o rabo que lhe convém, não me encafifava com isso. Meta tudo no liquidificador. Bata. Beba. Pode descer macio, estufando a pança e dando aquela preguicinha gostosa que se origina no centro da barriga , irradiando-se para todo o corpo; ou pode dar a dolorida nó-nas-tripas. Corre-se ao banheiro; num ato desesperado, livra-se das calças; senta-se no trono compartilhado com outros tantos; põe-se para fora o produto final. Ou seja, boas ou más, elas resultam em alguma coisa: confortam-me ou cago-as.
Interações.
Voltando à deficiência característica de minha pessoa.
Fodi-me em minhas interpretações? Preciso ruminar isso. Talvez não.
Amarremos.
Li Entre Quatro Paredes, de Sartre. De início, concordei com ele: "O inferno são os outros!". As palavras possuem vida própria na minha mente. Elas são jogadas a mim numa certa ordem. Eu as sorvo. Dentro de mim, elas adquirem dinâmica. Embaralham-se. Reorganizam-se. Dizem-me algo contrário ao que foi dito antes. Passo a acreditar nessa nova estrutura. E, de novo, vuuuuuuuu! O vento passa, "caosística" o ambiente... Céus! Outra vez, preciso traduzi-las! Agora, neste momento, não creio mais que o inferno são os outros. Não posso jogar na cacunda alheia, o fogo interno que me consome. Só quando a verdade se torna por deveras indigesta. Aí, sim, alguém - para alívio da minha consciência - exagerou no sal. Pronto! Resolvido o problema. O que há adiante?
Ultimamente, sinto as pessoas como parte de mim, fora de mim. O que move o cérebro concretizado. Tá ali, na minha cara. A pessoa reage, positiva ou negativamente, frente alguma ação minha, realizada consciente ou inconscientemente. A reação. Interação. Como espelho fosse da minha alma invisível aos meus olhos. Nela, na outra parte, sinto os contornos de mim. A cor.
O gosto. Ando roxa, meio azedinha, porém com um sabor bom.
Há contrapartidas que me infernizam. Verdades que estavam escondidas a sete chaves, nem mesmo a mim reveladas, porém exteriorizadas involuntariamente. Tê-las esfregadas na minha cara, agoniando-me, não quero ver... Ou quero? Preciso? Não, não são os outros. É eu mesma... espelhada... Cortem a cabeça daquele que me obrigou a isso! Que eu siga cegamente tranqüila. Refém de mim mesma, dos meus conceitos, dos meus pensamentos, daquilo que acho ser o correto sem interferências externas. Viver egoisticamente. Meu ninho seguro.
Presa pela minha suposta liberdade...
Não posso viver, principalmente, sem mim. E eu sou resultado de uma infinidade de fatores estranhos ao meu corpo. Dentro do meu caos, tudo está interligado. Os outros são meu inferno pois interagem comigo... que sou meu próprio inferno... eu...
O bater de asas de uma borboleta lá na outra parte do mundo, causa um tufão cá dentro.
Um tijolo colorido numa extensa parede.
Assim sou. Ou, somos...
Interações.
Voltando à deficiência característica de minha pessoa.
Fodi-me em minhas interpretações? Preciso ruminar isso. Talvez não.
Amarremos.
Li Entre Quatro Paredes, de Sartre. De início, concordei com ele: "O inferno são os outros!". As palavras possuem vida própria na minha mente. Elas são jogadas a mim numa certa ordem. Eu as sorvo. Dentro de mim, elas adquirem dinâmica. Embaralham-se. Reorganizam-se. Dizem-me algo contrário ao que foi dito antes. Passo a acreditar nessa nova estrutura. E, de novo, vuuuuuuuu! O vento passa, "caosística" o ambiente... Céus! Outra vez, preciso traduzi-las! Agora, neste momento, não creio mais que o inferno são os outros. Não posso jogar na cacunda alheia, o fogo interno que me consome. Só quando a verdade se torna por deveras indigesta. Aí, sim, alguém - para alívio da minha consciência - exagerou no sal. Pronto! Resolvido o problema. O que há adiante?
Ultimamente, sinto as pessoas como parte de mim, fora de mim. O que move o cérebro concretizado. Tá ali, na minha cara. A pessoa reage, positiva ou negativamente, frente alguma ação minha, realizada consciente ou inconscientemente. A reação. Interação. Como espelho fosse da minha alma invisível aos meus olhos. Nela, na outra parte, sinto os contornos de mim. A cor.
O gosto. Ando roxa, meio azedinha, porém com um sabor bom.
Há contrapartidas que me infernizam. Verdades que estavam escondidas a sete chaves, nem mesmo a mim reveladas, porém exteriorizadas involuntariamente. Tê-las esfregadas na minha cara, agoniando-me, não quero ver... Ou quero? Preciso? Não, não são os outros. É eu mesma... espelhada... Cortem a cabeça daquele que me obrigou a isso! Que eu siga cegamente tranqüila. Refém de mim mesma, dos meus conceitos, dos meus pensamentos, daquilo que acho ser o correto sem interferências externas. Viver egoisticamente. Meu ninho seguro.
Presa pela minha suposta liberdade...
Não posso viver, principalmente, sem mim. E eu sou resultado de uma infinidade de fatores estranhos ao meu corpo. Dentro do meu caos, tudo está interligado. Os outros são meu inferno pois interagem comigo... que sou meu próprio inferno... eu...
O bater de asas de uma borboleta lá na outra parte do mundo, causa um tufão cá dentro.
Um tijolo colorido numa extensa parede.
Assim sou. Ou, somos...
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