segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ser mãe foi foda... é foda... e sempre será foda...

Compreendes?
A vida materna começa com uma foda, literalmente. E nunca mais sairá disso, dentro de outras acepções dadas à palavra. Assunto bem propício à semana, já que o fatídico Dia das Mães tá aí, batendo na porta. Chovem propagandas: a mãe dedicada, a mãe que passa por cima de si mesmo por conta dos filhos, a mãe anulada. Como recompensa à anulação, pede-se tão somente um presentinho. Bom, é só isso por conta da data comercial. Na verdade, a mãe exige bem mais. Como preço de toda a sua dedicação desinteressada-pero-no-mucho, ela quer que os filhos lhe saiam melhor que a encomenda. Que sejam seres super. Melhores alunos, melhores homens, melhores perfeitos.
Aaaaaara, vãosefudê!
Não espero superlativos dos meus moleques. From deep of my heart. Quero que eles sejam humanos com toda a carga de defeitos que é inerente à condição. Tenham lá os seus vícios, medos, sonhos, agonias... Quero, sim, que saibam lidar com isso e não deixar que nada os atinjam violentamente. Ou se atingir, que saibam juntar os cacos e sair da situação. Que saibam que ninguém é super e não se pode cobrar tal qualidade inexiste de si mesmos, muito menos dos outros que os cercam. Incluída aí no saco de farinha, a mãe deles.
Nunca quis eu me mostrar, além das minhas posses, a eles. Até mesmo, como poderia eu? Tenho porão e nele há fantasmas que não chegam a me assustar, pois por vezes, preciso e converso com almas penadas. Estão lá, guardados só para mim. Não acho que devam ser mostrados em público quando não solicitado. Se futucada, mostro na boa, sem receio algum.
Uma ocasião dessa pipocou pouco tempo atrás. Filho com os dois pés fincados na adolescência, perguntou-me se já havia experimentado alguma droga. Faço uma correção a minha fala anterior: mostro na boa, algum fantasminha meu, sem receio algum; porém, posso pisar em ovos ao responder, na lata, por conta da outra pessoa que me faz a pergunta. Fazer o quê agora, Sr. Richfield? Minto? Mas eu prego ser a mentira algo ruim, como de fato é. Eu não sei mentir. Não desejo me montar em cima de ilusões... sobre uma realidade maquiada e falsa. Como sendo filosofia de vida que entendo ser válida à humanidade (por isso a sigo tão veementemente), passo adiante para os meus genes personificados.
Fiquei a pensar... quis mudar de assunto... A pergunta permaneceu. Tentei intimidá-lo, virando a indagação contra ele: "Por que a pergunta, Guilherme? Tá a fim de usar? Tem algum amigo seu usando?". Não adiantou. Como responderia?
Várias vezes, já virei pro menino e disse: "Gui, eu não sou santa. Mas sou uma diaba que ama muito você e quer vê-lo bem! E se depender de mim isso, farei de tudo para que esteja chuchu-beleza!". Vou me mostrando pouco a pouco. Não deliberadamente. Não tem cabimento, para me mostrar amante da alma humana dúbia, o que faz de mim afinal, do nada, dizer sobre minha experiência com outra mulher... ou que queria ir a um daqueles clubes da Holanda... que às vezes gostaria de abrir outras portas e soltar os jacarés azuis... Opa! Escrevi demais. Bão, mas aí está, não posso me fazer de imaculada se eu não sou e nem quero.
Respondi à pergunta sinceramente. Escolhendo as palavras e como as soltaria ao vento. Não queria que fosse um incentivo a. Minha intenção era que elas soassem como fruto de uma escolha, à época, minha. Ciente dos prós e dos muitos contras. Não foi algo tão legal, pois não só a questão física - a saúde - está envolvida; mas toda uma dinâmica social. Algo bem Tropa de Elite que não deixa de ser verdade.
Ahhhhhhh, por que ele não me perguntou se eu era virgem?
Fácil de responder: nasci no dia 7 de setembro!

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