domingo, 12 de abril de 2009

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Maura Luiza. Da Silva Santos. Posso direcionar meu rosto a você, caso me chame por Malu, se vossa pessoa julga-se íntimo para tanto. Não, não importa se eu reconheça em você, proximidade tamanha para tal. Não interessa minha postura e opinião para alguma atitude, alheia ao meu comando, se concretize. Assim, ajo eu também. Não me prendo a julgamentos e manuais sem serem de minha autoria para comandar a minha pacata existência. Deus sou eu.
Desde a pouco, muito medrosa, embora resta alguns miligramas desse sentimento em mim. Isso é bom, creio. Faz-me querer lutar contra e superá-lo, incorporando outros tantos. Tlec-tlec-tlec. Giro a roleta.
Dona de uma mente irriquieta, procurei de todas as formas, encaixar-me. Algo que me trouxesse paz comigo mesma e que calasse, de uma vez por todas, as vozes tanto do anjo quanto do demônio que me acompanham.
Ok! Ok! Com Dona Maura Luiza, a coisa funciona no pá-pim-pum. Talvez, por isso, nunca tenha tido paciência com os trabalhos manuais, excetuando-se um, que não vem ao caso dizer agora para não parecer uma paródia à Casa dos Budas Ditosos. Enfim.... crochê? Tricô? Bordado? O efeito - ou seja, o resultado - precisa pipocar na hora. Sim, mizifim, a ansiedade me corrói as entranhas. Já matutei em como dar a volta por cima dela. Quer saber? Foda-se. Melhor, fodo eu. A idéia de me alterar por deveras me incomoda. O grande barato, penso eu, resida na sábia decisão de me aceitar assim: do jeitinho azedo-doce-amargo que sou. Beijo cada um dos meus defeitinhos e dou-lhes boa noite: até amanhã!
Ócio. Leio um comentário feito no fórum avaliativo do meu curso. Discutia-se, tendo como base um fragmento schoppenhaueriano, sobre a leitura. Para aquele filósofo, muitos apenas propagam aquilo que lêem. Sem ruminações maiores. Pá daqui. Pá dali. Então um rapaz toca na ociosidade: campo fértil à interações maiores entre o emissor e o receptor. Bão, coçando o saco, futuca-se melhor a mente. Como não tenho saco, coço a bunda e noto uma promessa de espinha bem na dobrinha da carne. Putz! Nesse lugar incomoda um tantico.
O ócio. Ahhhhhhhh, a preguiça que nasce bem no centrinho da pança - se esta estiver cheia, o tóin é melhor - irradia-se corpo afora... Prazer que nos é negado por essa putaquepariu obrigação de sempre estar fazendo algo. De preferência, alguma coisa relevante à sociedade. Preciso me esfalfar para atingir uma posição social que - não me aflijo quanto a isso - mui provavelmente não atingirei. Para quê? Para consumir mais e mover a grande roda capitalista. Revolución, djá!
Não pra tanto, cumpadi! Errôneo me encaixar como mais uma conformada. Ou fraca. Enfim. Definitivamente, não pertenço à massa e a porra da nave não passa logo para me resgatar. Por isso, resolvi me libertar e esfregar o meu cocô na cara dos demais. Sou assim e quer saber? Gosto de ser assim e gosto de cada nova partezinha deste todo surgida ao longo das horas. O vento penteia meus cabelos! Não sou e nem quero ser aquela mãe que sacrifica todos os seus outros lados por conta da prole. Recuso-me a matar a puta que há em mim. Assim como a criança... a adolescente... a tonta... a irriquieta... a desbravadora...
Recuso-me a aprender tricô, crochê, bordado e afins. Tá certo que o meu processo não se encaixa no pá-pim-pum. Porém, ao menos, nele há o PÁ!
OBS.: meus glóbulos brancos travam uma luta, neste momento, contra uma carga viral comumente chamada de gripe. Sinto meu rosto como se escondido sob uma máscara de pus. Assim, meu sinhô e minha sinhora, faça vista grossa aos erros gramaticais, de concordância, de pensamento e por aí vai.

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