Era tarde do dia 25/12/1992. Rolava um torneio de futebol. Samba, suor, cerveja e feliz natal. Acontece com muitos se enfiarem num programa de índio para escaparem de casa e de si mesmo. Eu havia me enfiado nisso. E mal sabia, no começo, que me enfiaria em outra coisa também. Nada que me interessasse (não consegui me livrar de mim), liguei para ele. "- Ehhhh, oi... tô aqui no Torneio Arimatéia, tá a fim de vir pra cá não? - Ah, não! Tô cansado da festa de ontem... vem aqui em casa!". Fui. Entrei. Só ele em casa. Pães-de-queijo assados. Um trago na bebida que sobrou da véspera. Troca de salivas. Quarto. Meio no impulso. Meio sem saber se era hora ou não. Ou, principalmente, se eu estava a fim ou não. Fui deixando me levar. Blusa arrancada e todas as outras peças no chão. Uma dor que em nada combinava com aquelas caras retratadas em revistinhas proibidas. Sentia-me sendo rasgada por dentro. Cadê as estrelas para que eu possa tocá-las? Só se forem aquelas dos desenhos animados, quando uma bigorna cai na cabeça do pobre-coitado!. Fim do serviço. Ainda tentando digerir o que aconteceu... "Caramba, juro que vim sem pensar nisso! Nem me passou pela cabeça!"... escutei a glória ser cantada: "- Tirei o seu cabaço!". E assim, inicio a minha vida sexual: cabaço tirado e mostrado a todos como troféu. Não digo que voltaria atrás e escolheria melhor. Nem sempre, esbarra-se em figuras legais. Como diria um fílósofo de butequim: o que seria do branco se não fosse o negro? As experiências ruins também me fizeram. Fazem parte de mim, do que penso, do que sou, de como reajo a tudo e a todos. Reaja, Maura, reaja. Graças a Shiva e a algumas revistas manuais de trepa para mulher - leia-se Nova e afins - consegui contornar o cabaço estilhaçado.
Ok, minto ao dizer que não voltaria no tempo. Voltaria sim... talvez para enfiar-lhe-ia quatro dedos... assim, como um exame de próstata mais hardcore... e dizer-lhe-ia: "Também tirei o seu!".
rá! muito bom, como todos os outros blogs!!
ResponderExcluiresse é o primeiro post que leio desse [não tão] novo blog. e ão preciso dizer que quero ler mais!