REAJA, Maura, reaja. E assim, anos atrás, pus ponto final num casório que nunca deveria ter acontecido. Pulando à frente, a colocação de drenos em meu pulmões foi evitada. Levei uma gravidez na boa quando, ao final dela, o namorado arrumou outra namorada. Com os ossos ainda fraturados, pus-me ao alto e avante. Ri dos pés-na-bunda tomados. Acordei e fui trabalhar. Não agüento me ver prostada, enfraquecida, inerte. REAJA, Maura, reaja. E assim vou caminhando, cantando e seguindo a canção. Isso é tremendamente sufocante. Não me permito cair, chorar, lançar-me num beco sem saída. Por vezes, sinto que curtir uma fossazinha talvez seja bom à alma. Por mais que um outro eu queira, não sou heroína e sucumbir esfrega isso na cara. Tenho sentimentos aos turbilhões com os quais, por vezes, não sei lidar. Não consigo reagir tão prontamente... e fico com um gosto amargo do fracasso na boca. Eu broxo também, porra!
E tenho TPM! Sim... eu a tenho. Confesso aqui diante de... de... quantas pessoas devem me ler? Bom, diante de todas as pessoas que porventura passem por acá. A alteração hormonal me pegou em cheio. Senti um azedume latente. Uma irritabilidade sem motivo palpável. Premonições catastróficas. Achar-me uma péssima companhia. Reaja, Maura, reaja. Mas como? Por quê? Donde? Adonde? Os problemas visíveis não são merecedores de preocupações maiores. De onde veio toda essa encheção de saco? O borrãozinho de sangue indicou o caminho. Que faço eu agora? Reajo? Ou entrego-me àquilo que sempre acreditei ser frescurada mulheril? Recuso-me terminantemente a usar isso como desculpa. Muito sem imaginação... batido... "Rrrrrr... não brinque pois estou de tê-pê-eme!". Urgh!
Pode brincar. Se eu avançar, avance também. Se a reação não partir de mim, que parta de outra pessoa.