sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Incomodada ficava sua avó

Tô muito a fim de falar sobre cousas mais sérias não, mizifim! Desde o boom da crise econômica mundial, desliguei-me deliberadamente do mundo. Tortura! Ahhh, porque as taxas aumentarão! Ahhhh, a inflação voltará! Ahhhhhhh, Brasil tá preparado pra crise! Ahhhhhhhh, fudeu! Tenho financiamentos; às duras penas tento me manter fora do cheque-especial (anos atolada nele); décimo terceiro já comprometido com os cartões. Então, se eu não fizer nada para manter minha saúde psicológica - somente deixo-me ser acometida por distúrbios saudáveis - não mais ouço rádio de notícias, não leio jornal, tampouco vejo-o. E vou vivendo, alheia, por fora. Não mais por fora que bunda de índio, pois índio se vestiu com Adidas e pôs Havaianas nos pés. Juro que até ontem, não estava sabendo sobre aquele seqüestro da mocinha pelo ex, lá em Sum Paulo.
Tsc... tsc... tsc... 15 anos e já pendurada em pescoço de marmanjo. Que maturidade há em alguém uma década e meia afastada de seu nascimento? Eu, com 33, creio não ter alguma. Não que sacaneie com quem se candidata. Ou, bem, sacaneio, se for perguntar a quem se candidata. Mas, não sacaneio não. Respeito. Uma coisa que não posso ser acusada é de ter desrespeitado o outro. Por respeito, terminava assim que sentia, cá dentro, algo não muito legal para ser ingrediente de um grande amor: dúvida, aliada a medo... à vontade de ser livre novamente (isso não significa querer ir pro baile sem calcinha, frise-se! Porém, direito a ir prum show, cinema ou querer simplesmente ficar só, estatelada na minha cama, olhando pro teto, sem ter que se explicar minuciosamente a alguém)... à constatação que não era pra tanto. Sabe, acho que agora, aos 33, estou pronta pra tanto. Ou, pronta pro pouco tanto. Melhor pouco tanto que tanto pouco, não? Quero admirar alguém... Olhar pra pessoa e pensar: "putz, tô com ele?"...
Eh, tenho uma parte humana sim! Embora me ache muito meio Dr. House.
Sou fã de séries não. Mas Dr. House é o que há!
Então. Maravilhas do mundo moderno. O absorvente foi sim, um grande passo. Toda vez que vejo um filme de época, ponho-me a imaginar como seria naqueles tempos. A falta de sutiã não deveria ser tão incômodo quanto aos panodess (paninho feito de modess). Confesso sentir falta da sustentação artificial aos meus lindos e formosos seios. Durmo vestida com ele. Sinto-me mais segura. Minhas almofadinhas (uma homenagem à Carrie, a Estranha. Legal o livro!) protegidas da volúpia implícita no roçar dos bicos no tecido fino da camisola branca!... ????... Hahahahaha... Voltando: sua versão interna, vulgo O.B., já não foi tããããõooo grande passo assim, em relação ao conforto e à segurança feminina. Poderia até ser, antes dos maravilhosos lenços umedecidos femininos. Sou uma outra mulher. Alguns dias, preciso passar a maior parte das 24 horas a mim disponíveis fora de casa. Ou seja, banho mesmo... chuác-chuác-chuác eficiente e completo só pela manhãzinha. Isso é um terror para a mulher. Este órgão interno, quente e úmido dá trabalho para mantê-lo. Fonte da grande parte das inseguranças mulheris. Três vivas aos lenços úmidos de higiene íntima! Viva! Viva! Viva!
Comunicando a quem possa interessar e tenha lido o texto logo abaixo: não fudeu não! Colocaram-me como partícipe na trama. Pediram-me para ligar. Falei com a mãe da mocinha. Usei todo o meu arsenal de vocábulos impositores de respeito. Vamos todos ao show!
Ou a mãe mudou seu conceito sobre mim. Ou tenho mania de perseguição. A julgar-me eu mesma, tendo mais à segunda opção. Várias vezes, sou assombrada pelo sentimento de que tem gente querendo bater prego em mim.
Entendam como quiserem, no cara ou coroa! Depois dos lenços úmidos...
Hahahahahahahaahahhahahahaha

Nenhum comentário:

Postar um comentário